quarta-feira, janeiro 28, 2009

Arrecadação federal atinge recorde de R$ 701 bi em 2008

Agência Reuters

O governo federal arrecadou R$ 66,229 bilhões em impostos e contribuições em dezembro, o que elevou para um valor recorde de R$ 701,403 bilhões o volume arrecadado em 2008, de acordo com dados divulgados pela a Receita Federal nesta terça-feira.

O valor arrecadado em 2008 foi 7,68% maior que no ano anterior, quando atingiu R$ 651,371 bilhões. Os valores são corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em dezembro, a arrecadação foi 20,67% maior que a registrada em novembro, quando a Receita apurou a primeira queda mensal. Na comparação com dezembro de 2007, quando foram arrecadados R$ 69,506 bilhões, houve recuo de 4,71%. Apesar dessa queda, a arrecadação mensal obtida em dezembro foi a maior de 2008.

Para o secretário-adjunto da Receita Federal Otacilio Cartaxo, o resultado foi "auspicioso", já que a arrecadação dos meses de novembro e dezembro foi prejudicada pela crise financeira global.

"Foi uma arrecadação extremamente positiva. Para um ano de crise, não poderia haver melhor resultado", disse Cartaxo. "Os setores mais afetados, como em toda a crise, foram o automotivo e o de linha branca."

Impulsionado pela arrecadação dos tributos associados à venda de ativos com lucro, como o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Pessoa Física e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a arrecadação das receitas federais registrou forte crescimento entre janeiro e outubro.

Nos últimos dois meses de 2008, a arrecadação desses três tributos caiu 22,73% em relação ao mesmo período de 2007, para R$ 15,684 bilhões. Já o recolhimento dos demais tributos administrados pela Receita cresceu 0,3%, para R$ 103,405 bilhões.

Mesmo assim, a Receita Federal apurou alta na arrecadação desses três tributos no acumulado do ano. De janeiro a dezembro de 2008, essa arrecadação cresceu 16,22% na comparação com 2007, para R$ 136,716 bilhões.

Já a arrecadação dos demais tributos subiu 4,66% no ano passado ante o ano anterior, somando R$ 538,613 bilhões.

"Os meses de novembro e dezembro acusam exatamente os decréscimos decorrentes da crise financeira", comentou o secretário-adjunto da Receita Federal.

Segundo ele, a crise também foi evidenciada pela queda da arrecadação de Cofins e PIS/PASEP em dezembro. A redução foi de 5,39% em relação ao último mês de 2007, para R$ 12,187 bilhões.

"A Cofins incide sobre o faturamento e reflete a produção de todos os setores da economia", explicou.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Tão logo os números de desemprego se acentuaram, tanto Lula quanto seu ministro do Trabalho, Carlos Lupi, se apressaram em acusar os empresários.Lupi inclusive recebeu do presidente da FIESP, Paulo Skaff, um desafio que até não cumpriu.

Pois bem, o governo critica o desemprego dizendo que as empresas ganharam muito dinheiro, e questiona onde foi parar o dinheiro. Resposta para Lula e Carlos Lupi: cerca de 38,0% de tudo o que os empresários ganharam estão nos cofres do próprio governo, cujos recordes de arrecadação foram históricos, conforme a notícia acima. Outra parte, fizeram investimentos por acreditar no Brasil, contratando mais mão de obra. E outra parte, foram para bancar os custos de produção. As sobras, e nem foram tantas, tiveram que amargar o pagamento dos juros mais altos do planeta, os quais são fixados pelo próprio governo. Em contrapartida, os empresários e o país como um todo perguntam: e o governo, que nunca arrecadou tanto como nos últimos anos, o que fez com a dinheirama se a saúde, educação, estradas e segurança estão cada dia piores?

Assim, antes de cobrar qualquer coisa dos empresários, deveria o governo cumprir com a tarefa que lhe foi delegada pela Nação, isto é, governar com seriedade, investindo o dinheiro que toma da sociedade, de forma escorchante e em volumes cada mais elevados, em benefícios da própria sociedade. E, em segundo lugar, prestar contas do que faz com o dinheiro. E, em terceiríssimo lugar, ter um pouco mais de respeito com quem lhe sustenta. E podemos dizer isto passando levemente os olhos por alguns dos gastos que não se coadunam com o discurso. Inclusive, voltaremos a este tópico, gastos do poder público, num artigo específico, para exibir, um pouco, dos “mimos” com que as mesmas autoridades que cobram seriedade dos empresários, se agraciam, a si mesmos e aos seus eleitos.