quarta-feira, janeiro 28, 2009

Brasil deve receber presos de Guantánamo, afirma ONG

Jamil Chade, Estadão

O Brasil deveria oferecer ajuda ao presidente americano, Barack Obama, para fechar a prisão de Guantánamo. A recomendação é do diretor-geral da Human Rights Watch, Kenneth Roth. "Uma atitude como essa demonstraria o interesse do Brasil em resolver problemas globais. A responsabilidade de ajudar é de todos", afirmou o diretor de uma das principais entidade de defesa dos direitos humanos no mundo.

No total, o governo americano estima que precisará encontrar um destino para cerca de 60 presos de Guantánamo para fechar o centro de detenção. "Esses prisioneiros seriam menos perigosos que os demais, mas não podem voltar a seus países de origem, pois correriam o risco de tortura e mesmo assassinatos", afirmou Roth, que apresentou na sede da ONU o relatório anual de sua entidade. Na Europa, os governos debatem receber os prisioneiros. Mas a Human Rights Watch alerta que a responsabilidade de ajudar o novo governo americano não deve vir apenas dos europeus.

"Uma iniciativa do Brasil de receber alguns dos prisioneiros seria uma grande jogada para elevar o status da política externa brasileira, que em termos de direitos humanos tem se mostrado lamentável", disse. Para ele, a política externa do Brasil não tem sido consistente em relação aos direitos humanos. "O Brasil tem optado por decisões que surpreenderam, ao apoiar alguns governos pouco democráticos nos órgãos internacionais", afirmou. No Conselho de Direitos Humanos da ONU, o Brasil vem tomando uma postura de aproximação à África e outros países emergentes.

Roth alerta que países como Uruguai, México, Chile e Costa Rica tem tomado uma postura diferente "e mais coerente com os princípios internacionais". Ele alerta que não será apoiando países emergentes, incondicionalmente, que o Brasil conseguirá um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU. "O Brasil apenas conseguirá um posto no Conselho de Segurança se mostrar compromisso com direitos humanos, e não tentando agradar países", completou Roth.


***** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Vocês acham absurdo a possibilidade do Brasil aceitar acolher algum dos terroristas presos em Guantánamo? Não é não! Partindo deste governo, o mais absurdo dos absurdos sempre será possível. O lixo moral dos outros, encontra aqui um paraíso. Ficarão livres de prestar contas à justiça por seus crimes e, principalmente, pelas mortes provocadas por seus atos. Um governo que não respeita sua própria democracia é passível de qualquer barbaridade, até trair amigos, apenas pelo prazer de deliciar-se no poder que concentra. Assim, é valioso o comentário do jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog:

ACREDITEM: O RISCO EXISTE!
Desde o dia em que Tarso Genro concedeu a Cesare Battisti o status de refugiado político, os leitores têm ironizado: “Por que Lula não se oferece para receber os terroristas de Guantánamo?” Pois é... Estamos por um fiozinho... Sabem o que é pior? Parte da crítica de Kenneth Roth está mesmo correta. O Brasil, como já apontei aqui dezenas de vezes, tem-se comportado de maneira lastimável nos fóruns internacionais. Não há ditadura que não conte com o nosso apoio entusiasmado. Mas aí o tal Roth teve uma idéia genial para o país se redimir: dando abrigo a terroristas. Pensando bem, por que não, certo? Alguns a mais, alguns a menos, hão de pensar, tanto faz...

Lula falou ontem com Obama. No cardápio, a retomada da Rodada Doha, a vinda do presidente americano ao Brasil etc. Guantánamo é um pepino e tanto para Obama. Sim, ele vai ter de se livrar daquela prisão, mas o destino dos terroristas é um problema. Submetidos às leis americanas, serão soltos; devolvidos a seus países, serão mortos... Alguns países da Europa demonstraram alguma disposição de recebê-los, mas não muita...

EU NÃO TENHO DÚVIDA, POR MAIS EXÓTICO, ESTÚPIDO E INACREDITÁVEL QUE PAREÇA, QUE O GOVERNO LULA NÃO VERIA GRANDE PROBLEMA EM SE OFERECER PARA RECEBER ALGUNS FACÍNORAS EM TROCA DO APOIO DOS ESTADOS UNIDOS À AMPLICAÇÃO DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU, COM A ADMISSÃO DO BRASIL.

Segundo Roth, seria um jeito de o país demonstrar que, de fato, está preparado os grandes embates mundiais.

Nunca antes nestepaiz...

Nunca antes nestemundo...