sexta-feira, outubro 30, 2009

Depois de sete anos no poder, Dilma diz que crime organizado cresceu nas favelas por ausência do Estado

A Folha Online traz uma declaração da ministra Dilma, no mínimo, ridícula. E o que a ministra conseguiu declarar? Isto, vejam: "O crime invadiu essas regiões porque o Estado simplesmente fugiu delas, porque no Brasil não se investia em favelas nem em bairros populares", disse em entrevista a emissoras de rádio no programa "Bom Dia, Ministro".

Ausência do Estado” e “falta de investimentos nas favelas” é, ministra? Rapidamente, dona Dilma, nos responda uma coisa: há quanto tempo Lula governa o Brasil? E, neste período, quanto de investimentos ele direcionou para as favelas?

Gente, este governo está aí há SETE ANOS, e o que ele plantou no Rio Janeiro durante este tempo? Mais: na favela não se planta nem drogas nem se fabricam armamentos. De quem é a responsabilidade por vigiar fronteiras, estradas, portos, aeroportos, para impedi-los de chegarem ao tráfico carioca?

É impressionante a capacidade desta gente para transferir sua parcela de responsabilidade no estado de insegurança que vive não apenas o Rio de Janeiro, mas o país inteiro. Dona Dilma está certa no diagnóstico, mas deve mirar-se primeiro no próprio espelho e assumir o quinhão de culpa que compete ao governo Lula.

Em 2007, às vésperas do PAN, este mesmo governo federal e estadual que estão aí, cantavam glórias, e prometiam paraíso a céu aberto sobre as delícias cariocas. O que restou daqueles investimentos? Pelo menos 53 esteiras de vigilância eletrônica, compradas a peso de muito dinheiro, permanecem trancafiadas em galpões, sem nunca terem sido instaladas e usadas. E nossas fronteiras, continuam totalmente abertas ao tráfico de drogas e contrabando de armamento pesado, vindos exatamente dos países governados pelos “amigos” do rei imposto.

Assim, dona Dilma, aproveite que estamos às vésperas do Halloween, e pare de caçar bruxas nos governos dos outros. Assuma sua própria omissão, seus erros e trate de levar a sério o seu trabalho. De cretinices já estamos cheios. De discursos imbecis, então, nem se fala! O país quer mesmo, e precisa prioritariamente, é ver mais trabalho e, principalmente, mais e melhores resultados. Afinal de contas, em SETE ANOS, já dava para ter feito muita coisa, não é mesmo?

Segue a reportagem.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira que o crime organizado tomou conta das favelas porque o Estado deixou de estar presente nessas localidades.

"O crime invadiu essas regiões porque o Estado simplesmente fugiu delas, porque no Brasil não se investia em favelas nem em bairros populares", disse em entrevista a emissoras de rádio no programa "Bom Dia, Ministro".

Dilma disse que é preciso fazer uma "disputa do bem" com o tráfico no Rio de Janeiro, no sentido de garantir a efetiva presença do estado nas regiões mais violentas.

"É possível que a gente dispute com o tráfico e façamos essa disputa do bem que é de fato nossa presença efetiva, com a polícia, também, mas também com obras e com serviços públicos de qualidade para essa população."

Violência no Rio
Desde o último dia 17, ao menos 42 pessoas morreram no Rio em decorrência de confrontos entre traficantes de drogas e a polícia. Entre as vítimas sendo três policiais militares e ao menos três moradores.

Os tiroteios começaram quando traficantes aliados aos criminosos do morro São João --controlado pelo Comando Vermelho-- invadiram o morro dos Macacos, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos), em disputa pelos pontos de venda de drogas.

Na quarta-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não é possível acabar de forma rápida com a violência no Rio e chamou os criminosos de "anormais". No mesmo dia, o ministro Tarso Genro (Justiça) disse que a onda de violência que atingiu o Rio pode se repetir em outras metrópoles do país se não forem adotas novas políticas de combate ao narcotráfico e às milícias.

Uma pesquisa do Ibope para a ONG (organização não-governamental) Rio Como Vamos, divulgada também na quarta, revela que o maior medo dos moradores do Rio é ser atingido por uma bala perdida.