Reportagem do Jornal Nacional exibiu ontem uma verdade que a gente já sabia existir, mas que tanto o discurso oficial quanto a propaganda do governo e seus aliados insistem em mostrar diferente.
A gente fica a se perguntar: até quando o governo Lula insistirá na mentira chamada PAC? Quando de seu lançamento, prometia-se um novo país em termos de infraestrutura, um dos principais gargalos para pleno desenvolvimento brasileiro. No lançamento, a chutometria palaciana falava de investimentos em torno de mais de 600 bilhões de reais. O que dissemos na época, agora, dois anos depois, em nada se pode mudar: trata-se de uma mentira. Nem o governo conseguirá tamanho volume de recursos para investir, tampouco tais obras serão concluídas no tempo que se imagina e que o plano apresenta. E complementamos: o governo está fazendo uma salada de obras, muitas que estavam em andamento e que, ao assumir, ele mesmo interrompeu, e que agora, quatro anos depois, retomará mas apresentando como sua. Aliás, isto se chama VIGARICE.
Claro que os indicadores financeiros do tal PAC desmontam qualquer ufanismo vigarista com que Lula se apresenta nos palanques Brasil afora. E não pensem que se está torcendo para dar errado: o esforço despendido pela sociedade para o país atingir sua maturidade merece uma resposta adequada. Lamentável constatar que, tantos discursos depois, ainda não saímos do lugar.
A prova está naquilo que a reportagem exibe: um dia, onde hoje existe muito buraco e pó (com chuva, vira um lamaçal instransponível), houve uma rodovia. E isto é fato, não conversa fiada.
EM TEMPO: Já havíamos postado o texto acima, quando encontramos a reportagem abaixo, no jornal O Globo. Acredito que complementa perfeitamente o comentário que fizemos. Mostra bem o quanto a propaganda e discursos sobre o tal pac são mentirosos.
Só metade das verbas para estradas foi gasta
De Gustavo Paul, O Globo:
Nos últimos sete anos, dos R$ 52,8 bi destinados a investimentos, foram pagos R$ 27 bi
Desde 2003, o governo deixou de investir um total de R$ 25,7 bilhões em estradas federais, apesar de os recursos estarem disponíveis no orçamento do Ministério dos Transportes.
Esse valor representa 80% dos R$ 32 bilhões que a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) estima serem necessários para recuperar a malha rodoviária federal.
Os números mostram que a situação ruim da malha rodoviária — 69% das estradas são consideradas entre regular e péssimo — não pode ser creditada à falta de recursos públicos.
Ao longo dos últimos sete anos (até 30 de setembro), dos R$ 52,8 bilhões destinados a investimentos na pasta, foram efetivamente pagos R$ 27 bilhões, equivalente a 51,1% do total, segundo levantamento da ONG Contas Abertas.
No mesmo período, o orçamento de investimentos do Ministério dos Transportes mais que triplicou, passando de R$ 3,1 bilhões em 2003 para R$ 11,4 bilhões em 2009.
Em proporção ao total da economia brasileira, os investimentos também aumentaram: passaram de 0,18% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) em 2003 para 0,38% do PIB em 2008.
EM TEMPO: Já havíamos postado o texto acima, quando encontramos a reportagem abaixo, no jornal O Globo. Acredito que complementa perfeitamente o comentário que fizemos. Mostra bem o quanto a propaganda e discursos sobre o tal pac são mentirosos.
Só metade das verbas para estradas foi gasta
De Gustavo Paul, O Globo:
Nos últimos sete anos, dos R$ 52,8 bi destinados a investimentos, foram pagos R$ 27 bi
Desde 2003, o governo deixou de investir um total de R$ 25,7 bilhões em estradas federais, apesar de os recursos estarem disponíveis no orçamento do Ministério dos Transportes.
Esse valor representa 80% dos R$ 32 bilhões que a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) estima serem necessários para recuperar a malha rodoviária federal.
Os números mostram que a situação ruim da malha rodoviária — 69% das estradas são consideradas entre regular e péssimo — não pode ser creditada à falta de recursos públicos.
Ao longo dos últimos sete anos (até 30 de setembro), dos R$ 52,8 bilhões destinados a investimentos na pasta, foram efetivamente pagos R$ 27 bilhões, equivalente a 51,1% do total, segundo levantamento da ONG Contas Abertas.
No mesmo período, o orçamento de investimentos do Ministério dos Transportes mais que triplicou, passando de R$ 3,1 bilhões em 2003 para R$ 11,4 bilhões em 2009.
Em proporção ao total da economia brasileira, os investimentos também aumentaram: passaram de 0,18% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) em 2003 para 0,38% do PIB em 2008.