Adelson Elias Vasconcellos.
Já se passou uma semana do anúncio oficial da escolha do Rio Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2.016. Ao longo destes dias, houve muita comemoração, abraços, beijinhos e carinhos sem ter fim para Lula, Artur Nuzmann, governador Sérgio Cabral, prefeito Eduardo Paes e sobre até alguns mimos para Orlando Silva, ministro dos Esportes do atual governo.
Claro, Lula, sempre ele, o descobridor deste canto bananeiro da América do Sul, não apenas tratou de captar os louros políticos da escolha, bem como entoou cantigas cretinas em discursos gloriosos. Como bem lembrou o Augusto Nunes na Veja online a partir da frase presidencial”... O Brasil não vai jogar fora o século 21 como jogou fora o século 20...″.
Comentário do Augusto Nunes: “...Lula, ainda em transe com a vitória do Brasil na escolha do anfitrião da Copa de 2014 e o triunfo do Rio na eleição da sede dos Jogos de 2016, informando que, se fosse presidente desde 1901, ele teria tomado providências para que o país festejasse a conquista de cinco Copas do Mundo, o título mundial de Éder Jofre, o bicampeonato mundial da seleção de basquete, as proezas de Maria Ester Bueno em Wimbledon e de Guga em Roland Garros, as façanhas de Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet na Fórmula 1, a medalha de ouro de Joaquim Cruz, os dribles de Garrincha e os gols de Pelé, fora o resto que não aconteceu por culpa dos outros presidentes...”
Pois bem, mas terão a trupe acima citada sido heróis expoentes para a escolha recair sobre a cidade do Rio de Janeiro ? Sabe-se que o Colégio Eleitoral era composto por 115 membros e duvido que Artur Nuzzman, presidente do COB tivesse ligação ou relações com pelo um terço deles. Dentre todas as personalidades presentes na solenidade da Dinamarca, quem poderia alavancar uma imensa quantidade de votos em favor da candidatura carioca , ou brasileira? Aquele que justamente sempre soube, na área de esportes, trabalhar nos bastidores. E ali havia uma figura que, muito embora não aparecesse para TV, jornais, rádios, foi quem, de fato, cumpriu a risca o papel de herói nacional e que, até hoje pelo menos, só um jornalista lhe fez o devido reconhecimento. Ele foi o herói tanto da Copa do Mundo de 2.014 quanto da Rio-2.016. Seu nome: Jean Marie Faustin Godefroid, o nosso João Havellange, ex-presidente da antiga CBD e da FIFA.
Segue a crônica do jornalista esportivo do Jornal Zero Hora, Porto Alegre, Wianey Carlet, e sua homenagem e reconhecimento ao responsável por duas conquistas esportivas em favor do Brasil e que ficarão para a História. Afinal, de mistificadores e furtivos apropriadores do trabalho alheio, já estamos fartos!!!
O herói dos Jogos Rio/2016
Havelange foi o verdadeiro herói da conquista brasileira
Foto: Orlando Barría, EFE
Teve muita gente festejando e posando de herói nacional quando o Comitê Olímpico Internacional anunciou que o Brasil vencera a disputa para sediar a Olimpíada 2016.
Porém, a figura mais importante em decisiva da disputa não apareceu nas fotos e imagens da televisão. Sequer foi mostrado na cerimônia acontecida na Dinamarca. Esta personagem cabalou votos para o Brasil junto ao colégio eleitoral mundial, composto por 115 membros. Fez contato com cada um deles. Garantiu os votos de todos os representantes árabes e africanos e de vários asiáticos e europeus. Seu nome: Jean Marie Faustin Godefroid, o nosso João Havellange, ex-presidente da antiga CBD e da FIFA.
Ele foi o verdadeiro herói da conquista brasileira, se é que deve ser considerada uma conquista.