O delegado de Borebi (SP), Jader Biazon, disse hoje que está colhendo provas para pedir a prisão preventiva dos responsáveis pela destruição e atos de vandalismo realizados na fazenda Santo Henrique, localizada na divisa dos municípios de Iaras e Lençóis Paulista, em São Paulo. A fazenda pertence à empresa de sucos de laranja Cutrale.
"Foi um ato de vandalismo sem precedentes. O que eles não conseguiram furtar, danificaram. Fora a sujeira", disse Biazon por telefone para a Folha Online.
Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiram o local no último dia 28 e deixaram a área na manhã de ontem.
Para investigar o caso, a Polícia Civil abriu um inquérito. Biazon disse que os responsáveis vão ser indiciados por formação de quadrilha, esbulho possessório, furto e dano.
Segundo ele, seis pessoas já foram identificadas --mas os nomes não foram divulgados para não prejudicar as investigações. A estimativa é que 60 famílias --totalizando 250 pessoas-- participaram da invasão.
O delegado afirmou que, além de destruir 12 mil pés de laranja da fazenda, os trabalhadores rurais furtaram peças de tratores, adubos, produtos agrícolas, objetos de funcionários que trabalham na área e ainda jogado areia nos motores dos tratores, entre outras coisas.
Pelos seus cálculos, os prejuízos na fazenda podem chegar a R$ 3 milhões. "Não sou advogado da empresa, nem conheço a empresa. Mas o que foi feito lá é um atentado à sociedade."
Outro lado
Diretor estadual do MST, Paulo Albuquerque disse que os tratores da empresa estavam funcionando quando o movimento deixou o local e que não houve dano ao patrimônio, com exceção de pichações.
Albuquerque disse ainda que os integrantes do movimento não furtaram objetos da Cutrale nem dos funcionários que moram na fazenda.
Para ele, as acusações são uma tentativa não só de criminalizar o movimento, mas também de penalizar as lideranças do MST.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
É esperar prá ver. De fato, tanto abuso e transgressão às leis do país merece o devido castigo. Não é possível condescender com o esbulho praticado pela turma do MST. Ideal seria se o financiamento destas invasões e depredações ao patrimôni9o alheio também fosse suspenso e que se cumprisse a lei que determina que “área invadida” fica, automáticamente, fora do processo de reforma agrária. Instauração do devido processo criminal, com o julgamento e condenação dos responsáveis e seu recolhimento à cadeia, além da cobrança devida pelos danos causados, seriam formas de se delimitar o que é permitido e o que não em relação a movimentos sociais. Não podem os movimentos de própósitos e ações desonestas serem mau vistos pela sociedade a partir da delinquência de bandoleiros que agem ao sabor da barbárie e da selvageria. O Brasil está inchado de violência de norte a sul, o povo não aguenta a impunidade reinante na classe política que se acha dona do país e com direito a agir a sel bel prazer, não precisamos de arraceiros e baderneiros disseminando mais violência aianda sem uma ação enérgicas de parte das autoridades pagas e eleitas justamente para tanto.