quarta-feira, novembro 04, 2009

Breve comentário sobre a entrevista de Armínio Fraga

Como bem abordou o Nivaldo Cordeiro em seu artigo, (ver post anterior), a entrevista de Armínio Fraga ao Jornal Valor Econômico, em pontos, poderia ter sido mais ampla.

Porém, dali ressalta este aspecto importante, de que as esquerdas tentam criar um falso debate. Não existe esta de Estado Mínimo ou Estado Máximo. Isto alem de pura ficção, se trata de argumento vigarista para encobrir a ação malévola do governo Lula de intervir vida econômica do país com agente ativo, coisa que já havíamos enterrado, e do qual somente as esquerdas sentiram saudades pelas boquinhas que as estatais suportam.

Na semana passada expusemos num artigo (ver arquivo, link aqui) “Plantando uma herança maldita” exatamente esta questão da incursão do governo na economia como agente ativo, ao invés de indutor. Recordamos, brevemente, que a estagnação plantada pelo regime militar que seguir o mesmo roteiro, nos custou 25 anos de estagnação, concentração brutal de renda e, claro, a constituição de um exército de milhões de miseráveis.

E sequer vem ao caso discutir estado mínimo ou máximo. O que se deseja é um E cumprindo as funções básicas que lhe cabem. Se já fizesse apenas isso, e bem, já se justificaria. E,num país continental com tanta diversidade regional, a presença na fiscalização das atividades sociais e econômicas tornam indispensáveis. E, neste quesito, há que se registrar, avançamos muito a partir do governo Fernando Henrique, sustentado pela Constituição de 1988.

Ora, como se pode justificar a presença do Estado atuante como agente econômico se sequer consegue cumprir suas tarefas básicas como saúde, segurança, educação e infraestrrutura?

Exemplo desta incoerência é terem destruído as Agências Reguladoras que marcaram um caráter de modernidade ao próprio Estado? O que se queria, o que se quer, na verdade, é aumentar o poder político do Estado confundido com o governo do partido único.

Num país como o Brasil, tal regime requer uma estrutura ociosa e cara, além de todas as desvantagens cujo filme a ditadura militar nos exigiu e ensinou por mais de vinte anos.

Há outros aspectos que ressaltam da entrevista,porém acredito que o ponto central seja justamente este, dado que, tendo como pano de fundo a crise financeira internacional iniciada em 2008, se quer colocar o governo em papéis que não lhe cabem e para os quais ele é totalmente incapaz e ineficiente. Até porque a crise financeira internacional só atingiu a dimensão monumental que teve pela simples razão de que os razão de que os governos se omitiram de seu papel de regulador e fiscalizador, não como agente, como agora se quer impor.

Sendo assim, Armínio vai ao ponto nevrálgico da discussão: é coisa de vigarista, tentando vender uma causa imoral embutida em polêmicas que ninguém criou.