Comentando a Notícia
O vício brasileiro por "reserva de mercado" é uma praga que já nos causou muito atraso. Entendem seus defensores que isto melhora a produção nacional, por forçar as emissoras a exibirem uma quantidade x de horas de programação exclusivamente nacional. Nada mais equivocado. Reserva de mercado é filha dileta e direta de regimes autoritários, e sempre acabam por frear justamente a criação e o desenvolvimento do próprio mercado, porque se prioriza quantidade ao invés de qualidade.
Outra asneira é tentarem empurrar goela abaixo dos assinantes aquilo que eles não querem. Ora, quem faz assinatura de tv paga, escolhe o pacote que melhor lhe convier, que mais se afeiçoa ao seu direito de escolher o seu entretenimento. Que se tentasse criar esta porcaria em relação às tevês abertas, e já seria um absurdo. Quanto mais para tevês por assinatura. É um direito meu escolher o quê e quando assistir. Para isso, a pessoa opta em pagar por uma tevê em que ele faz a sua própria programação. Lamentavelmente, a mentalidade reinante nestes iluminados e defensores extremados da reserva de mercado, é pura merda.
É bom lembrar sempre de uma tal de reserva de mercado para a informática, que nos trouxe atraso em relação ao restante do mundo. No dia em que o país jogou no lixo esta estrovenga, avançamos em tecnologia, em pesquisa e até na popularização dos computadores nos lares brasileiros. Da mesma forma, a telefonia, para a qual havia um mercado negro, onde não se conseguia uma linha por menos de US$ 2.000,00! Hoje, você compra o telefone que quiser, no modelo que preferir no supermercado mais próximo.
Mas, como sempre, é bom saber quem, com esta droga de projeto. Por certo, não será o telespectador. A começar por obrigá-lo a assistir programas chulés que nunca quis comprar. Menos mal que o controle remoto acaba sse convertendo na nossa maior arma contra o lixo que os canalhas estão criando. Gente medíocre!!! E estes pulhas ainda se denominam de democráticos !!! Ridículos é o que são!!!
A reportagem é de Gerusa Marques para Agência Estado.
Comissão conclui votação de novas regras para TV paga
BRASÍLIA - A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara concluiu hoje a votação do Projeto de Lei 29/2007, que cria novas regras para o setor de TV por assinatura e permite a livre atuação das empresas de telefonia no segmento de distribuição de conteúdo. Os cinco destaques apresentados para votação em separado foram todos rejeitados. A maior parte dos pontos destacados dizia respeito ao sistema de cotas, criado para incentivar a produção nacional. O deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), autor do projeto original, tinha apresentado um destaque para suprimir todo o capítulo das cotas, por considerar a reserva de mercado um atraso, mas foi derrotado na votação.
O relator do projeto, deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE), disse que a abertura do mercado a novos competidores permitirá um incremento de investimentos no setor e a ampliação da oferta de serviços. Hoje, o mercado brasileiro de TV por assinatura está restrito a 7,1 milhões de assinantes. Segundo Lustosa, a discussão de regras para a TV paga abre espaço para futuros debates sobre o marco regulatório da comunicação como um todo, incluindo emissoras de rádio e TV abertas e a distribuição de conteúdo pela internet.
Pelo sistema de cotas, os programas brasileiros deverão ocupar pelo menos três horas e meia da programação semanal veiculada no horário nobre dos chamados canais de "espaço qualificado", como filmes, seriados, documentários e programas de auditório. Metade dessa programação nacional deve ser feita por produtora independente, desvinculada de grandes grupos de comunicação. Também ficou estabelecido que no pacote oferecido ao cliente, a cada três canais de espaço qualificado, um canal deve ter programação majoritariamente nacional. Lustosa disse que a estimativa é de que essas cotas ampliem em mil horas a demanda por programação nacional.
O projeto será agora submetido à análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se for mantida a tramitação original e se não houver pedido das lideranças partidárias para que a proposta passe pelo plenário da Câmara, o projeto seguirá para o Senado Federal. Apesar de abrir o mercado de distribuição de conteúdo para as teles, o projeto preserva o domínio pelas emissoras de TV aberta do mercado de produção, fixando em 30% a participação das empresas de telefonia e de capital estrangeiro neste segmento. Na semana passada já havia sido aprovado o texto-base do projeto.