***** Demanda aquecida pode causar falta de bens no comércio, diz Mantega
Valor Online
SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não descartou nesta segunda-feira a possibilidade de desabastecimento de alguns produtos no comércio, em decorrência da demanda aquecida neste período que antecede o Natal.
- Fomos muito bem-sucedidos ao estimular a retomada do consumo, que é o que falta nos outros países, onde há uma queda (do consumo) e a economia está parada e não anda - disse.
Ele acrescentou que, "estimulando o consumo de vários produtos, a população se entusiasma e pode ser que haja falta pontualmente, mas a indústria está trabalhando".
O ministro disse ter informações de que já está totalmente restabelecida a capacidade de atendimento da indústria no que se refere a pedidos feitos pelo comércio varejista de eletrodomésticos da chamada linha branca (máquina de lavar, geladeira, fogão etc.).
No fim de outubro, o governo prorrogou a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos produtos da linha branca para aqueles que consomem menos energia. A medida vale até 31 de janeiro de 2010.
O ministro Guido Mantega fez as declarações ao participar do seminário "Brasil nos Trilhos", em Guarulhos. Ele voltou a fazer previsões otimistas sobre o crescimento econômico em 2010. Segundo ele, não há "bolha de consumo" e a economia deve crescer no mínimo 5% no próximo ano.
*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Tocamos neste assunto ontem, lembram? O diagnósitco está correto, porém é bom que Mantega se resguarde, não seria a primeira vez que, mesmo fazendo um alerta válido, acabou tendo que voltar atrás por ordem de Lula. É que o presidente não quer saber de realidade que esteja em conflfito com seu projeto de poder. Qualquer coisa que atrapalhe seus planos, mesmo que seja apenas a verdade, é logo descartada.
*****Setor rural perde com câmbio e preços
Veja online com informações da Agência Estado
São Paulo - O câmbio deixou de ser um problema apenas da indústria e os produtores rurais se juntaram ao coro de reclamações contra o real forte. Sem a ajuda dos preços internacionais recordes de antes da crise, a valorização da moeda prejudica a rentabilidade das exportações agrícolas. Depois de três anos de bonança, o setor agropecuário experimenta queda da remuneração em moeda local. Os preços em reais das exportações agrícolas cederam 14,5% entre junho e setembro, diz o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em relação a setembro de 2008, antes da crise, a queda é de 11%.
O câmbio anulou os ganhos da recente recuperação das commodities, que voltaram a subir com o início da retomada da economia global. Enquanto os preços em dólares das exportações agrícolas avançaram 6,3% no terceiro trimestre, o real se valorizou 19,6% em relação às moedas dos principais parceiros do agronegócio.
Estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que, se o câmbio ceder abaixo de R$ 1,60, muitos setores agrícolas "ficam no vermelho". O câmbio limite, que zera a margem de lucro, está, por exemplo, em R$ 1,71 para os exportadores de frango. "Se o agronegócio, que é a menina dos olhos, está nessa situação, imagine o resto", disse o diretor de comércio exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca. O setor agrícola garante o superávit da balança comercial brasileira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
*****Segurados do INSS que contribuem para aposentadoria têm perda de 6,6%
Os segurados do INSS que contribuem para uma aposentadoria pelo limite máximo têm perda de 6,6% no valor do benefício por conta do cálculo de atualização das contribuições. Contudo, a perda só é perceptível no momento em que o segurado requer a aposentadoria, e a Previdência calcula a média atualizada de suas contribuições mensais, contadas a partir de julho de 1994, quando entrou em vigor o Plano Real.
O segurado que tiver contribuído pelo máximo durante todo o período terá uma média atualizada das contribuições de R$ 3.012,87, o teto previdenciário atual é de R$ 3.218,90. Essa perda, de R$ 206,03, acontece antes da aplicação do fator previdenciário, que encolherá ainda mais o valor do benefício.
Segundo o Ministério da Previdência Social, a razão básica para a diferença de 6,6% é reflexo de duas emendas constitucionais. As emendas, para o ministério, elevaram abruptamente o valor do teto previdenciário. A primeira foi a EC nº 20, de 1998, que aumentou o teto de R$ 1.081,50 para R$ 1.200, em valores nominais da época. A segunda foi a de nº 41, de dezembro de 2003, que aumentou o teto de benefícios de R$ 1.869,34 para R$ 2.400.
***** BNDES empresta mais para Estados do PT
O programa de ajuda emergencial criado em 2009 pelo governo federal para os Estados compensarem as perdas de arrecadação geradas pela crise financeira mundial desembolsou, até o momento R$ 2,47 bilhões. Do valor total, R$ 913 milhões, ou seja 37% chegaram aos caixas dos cinco governos de Estado administrados pelo PT, e nada para os cinco administrados pelo PSDB.
Das solicitações petistas, R$ 1,09 bilhão, 83,2% já foram liberados pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), responsável pela linha de financiamento que prevê juros abaixo dos de mercado.
O BNDES explica que os atrasos relativos aos Estados administrados pelo PSDB se devem a problemas enfrentados pelos próprios Estados. Os mais comuns são falta de pagamento de empréstimos anteriores, atraso no pedido prévio que deve ser feito à STN (Secretaria do Tesouro Nacional), do Ministério da Fazenda, ou opção por fazer a operação por meio do Banco do Brasil.
***** Enem deve ser aplicado duas vezes por ano a partir de 2010
Em 2010, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve ser feito duas vezes por ano. O jornal Estado de São Paulo disse que a primeira prova seria realizada em abril ou maio, enquanto a segunda aconteceria em outubro ou novembro. Os alunos poderiam participar dos exames quantas vezes quiserem e a nota mais alta seria considerada para seleção nas universidades que usarem o Enem. Além disso, a pontuação poderia ser utilizada em processos seletivos por um prazo de dois anos.
Neste ano, 25 universidades federais substituíram seus vestibulares pelo exame. A primeira edição do Enem em 2010 serviria também para ocupar vagas oferecidas pelas universidades no segundo semestre, funcionando como um vestibular de meio de ano.
***** Corrupção mostra que ética não é apelo eleitoral no Brasil
O esquema de corrupção no Distrito Federal descoberto há poucos dias, ameaça eliminar o discurso ético na campanha de 2010, impedindo que o eleitor possa diferenciar os partidos por esse prisma. O mensalão do DEM mostra que em matéria de corrupção não importa ideologia, partido ou esfera política. O escândalo revelou como os parlamentares, empresários e integrantes do Executivo encaram a distribuição irregular de dinheiro sem qualquer constrangimento.
Segundo o cientista político André Marenco, "ética não é mais apelo eleitoral no Brasil". Para ele, ou o cidadão deixa a ética de lado e busca outros requisitos para definir sua escolha, ou desiste do voto, uma vez que o sistema político brasileiro estimula práticas reprováveis.
***** Enem tem número recorde de abstenções
Presidente do Inep reconhece que adiamento contribuiu para os quase 38% de faltosos; redação foi sobre ética
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no fim de semana, teve o maior índice de abstenção da história do teste: pelo menos 37,7% dos inscritos não compareceram aos locais de prova no sábado. São Paulo, com 1 milhão de inscritos, foi o estado com maior número de ausentes: 46,9%. Este ano, em meio a uma série de escândalos políticos, os candidatos tiveram que escrever sobre ética e corrupção na redação. E uma questão da prova de linguagens, códigos e suas tecnologias acabou anulada.
O balanço preliminar com o número de abstenções foi divulgado ontem pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC responsável pelo exame. Em anos anteriores, a abstenção oscilou entre 25% e 30%. O índice mais alto era o de 2004, com 32%. O balanço indica ainda que 2,9% dos participantes que fizeram o teste no sábado não retornaram no domingo, quando foram aplicadas as provas de matemática e suas tecnologias, linguagens, códigos e suas tecnologias e redação.
O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, disse que o adiamento do Enem pesou no aumento da abstenção. O exame estava marcado inicialmente para os dias 3 e 4 de outubro, mas foi adiado por causa do vazamento das provas. Assim, a distância entre o período de inscrições — encerrado em 19 de julho — e a realização do teste aumentou.
— Nunca o Enem teve um hiato tão grande — ele disse.
Fernandes lembrou que universidades prestigiadas, como USP e Unicamp, desistiram de usar os resultados em seus processos seletivos depois que o exame foi adiado. As instituições justificaram a decisão em função do atraso que haverá na divulgação dos resultados: o Inep promete anunciar as notas do Enem no dia 5 de fevereiro.
O Enem recebeu 4,1 milhões de inscrições. O balanço do Inep mostra que 2,58 milhões compareceram no sábado. Com as faltas no domingo, o total de participantes teria caído para cerca de 2,51 milhões. Esse número é inferior ao registrado em 2008, antes da reformulação do Enem para substituir vestibulares em universidades federais.
*****Governo paraguaio quer novo acordo sobre Zona Franca de Manaus
Após a polêmica sobre a Hidrelétrica de Itaipu, o governo do Paraguai prepara uma nova batalha contra o Brasil. Desta vez, o alvo será a Zona Franca de Manaus e os benefícios às empresas da região. Segundo o governo de Assunção, os produtores da Zona Franca contam com incentivos que distorcem o comércio no Mercosul. Por essa razão, querem um novo acordo sobre a questão. No fundo, a queixa se deve a falta de uma política industrial para o bloco.
Para os paraguaios, Manaus precisa fazer parte do novo código aduaneiro comum no bloco, que garantiria a harmonização dos impostos de importação cobrados na região. "Temos de renegociar. Nesse tema, temos o apoio de Uruguai e Argentina", afirmou o vice-ministro de Relações Econômicas e Integração da Chancelaria do Paraguai, Oscar Rodríguez Campuzano.
Os paraguaios insistem que muitos dos benefícios das empresas em Manaus precisariam ser revistos. "Está já na hora de negociar um novo regime", disse o vice-ministro. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA: Alguém duvida de que o governo brasileiro acabará cedendo? Claro que o governo paraguaio nada fala do antro de pirataria instalado em seu país, e que serviria como moeda de troca. Mas, com este governo que temos, com a sua vesga e vigarista política externa, não se pode esperar outra coisa senão que acabem atendendo aos "caprichos", por mais absurdos que sejam, dos companheiros paraguaios. Não nos iludamos: Lula governa em nome próprio, para atender apenas à sua arrogância e vaidade pessoal. E, quando este interesse individual conflita com o interesse do Brasil, sempre ficaremos relegados a segundo plano.