Adelson Elias Vasconcellos
Parece que o tal PNDH versão 3.0, editada no final do ano passado, com todo seu entulho autoritário, se encaminha para se tornar algo melhor, mais decente, mais democrático. E isso fruto da enorme pressão exercida por diversos segmentos da sociedade. O tiroteio foi tanto que, ontem, em entrevista à Imprensa, o seu criador e idealizador mor, comunicou que está providenciando “mudanças” no texto original.
Além da tal “Comissão da Verdade”, que tinha a intenção de rever a lei da Anistia, o que seria inconstitucional, e mesmo assim apenas em favor de um dos lados, outros pontos vão merecer mudanças, a saber:
1- Imprensa - Desaparecerá a referência ao controle dos meios de comunicação;
2 - Invasões – Será eliminado artigo que transforma invasor de propriedade privada em parte da comissão de negociação nos casos de reintegração de posse;
3 - Aborto – Será retirado do programa a referência à descriminação do aborto;
4 - Crucifixo – Cairá fora do texto a perseguição a símbolos religiosos.
A previsão é de que o novo texto fique pronto até o final de abril. Nem sei se é preciso tanto tempo para uma simples revisão. Contudo, e sabendo-se quem são os redatores e suas inclinações, é bom que a vigilância permaneça. Esta gente além de não merecer confiança, não desistirá tão facilmente de sua sanha autoritária. Eles têm verdadeiro ódio às liberdades que a democracia assegura.
Por outro lado, que tal cobrarmos do senhor Paulo Vanucchi, dos “Direitos Humanos”, um pouco de coerência? Este “humanista” afirmara que se demitiria sumariamente se o governo alterasse uma linha do “Programa Nacional-Socialista dos Direitos Humanos”. Como se vê, o governo vai alterar muitas vírgulas, pontos e parágrafos. Neste caso, Vanucchi tem todos os motivos do mundo, inclusive contando com nosso total apoio, de cumprir sua palavra. Não ficaria bem para um humanista tamanha falta de palavra, não é mesmo? Coragem, Vanucchi, siga em frente!!!