Comentando a Notícia
O texto de Flavia Bemfica, no Portal Terra, não deixou dúvidas quanto aos propósitos que se escondem por detrás de um provável governo Dilma. Se alguém ainda pudesse ter dúvidas quanto ao projeto de poder, e o que as esquerdas pretendem instalar no país, a frase de Marco Aurélio Top-Top Garcia, aquele assessor para assuntos pornográficos do governo Lula, sintetiza de forma definitiva. A frase é um arremedo do que Che Guevara utilizou durante a Revolução Cubana, em que se substituiu uma ditadura por outra. O “ser duro” resumia, de forma miserável, o direito que os revolucionários se atribuíam de matarem quem deles discordassem, quem defendesse outro ideal político.
Sem perder a ternura jamais, significa matar sem sentir-se culpado, e até sorrindo para a vítima.
É claro que Dilma não terá a pretensão de chegar à máxima de Guevara. Mas, tanto seu programa inicial arquivado no TSE, quanto o tal decreto sobre Direitos Humanos, publicado em dezembro de 2009, às vésperas do Natal, cujo texto foi revisado pela Casa Civil da então ministra-chefe, hoje candidata Dilma Rousseff, dão mostras do que será seu governo. Sem contar o COFECOM da vida, sonho de consumo de Franklin Martins.
Questões como aborto, tribunais de exceção para resolver conflitos agrários onde terão assento invasores de propriedade alheia, além da censura e restrição ao direito de expressão, são algumas das “geniais” ideias que farão parte da dureza, sem que o cinismo perca sua graça e a mistificação ponha de lado sua impostura.
Eis o que sobrou de um dissidente político cubano. Cadê a ternura?
Segue o texto não apenas para informar, mas para servir de alerta aos incautos: esta gente fala de democracia com a mesma facilidade com que são capazes de, literalmente, matar seus adversários políticos. Cuba é o paraíso terrestre desta gente, que gostariam e sonham instalar no Brasil o mesmo regime, onde pensar diferente, significa assinar seu próprio atestado de óbito. Ou se submeter ser torturado até não restar mais do que um andrajo humano, um farrapo faminto a não ter forças sequer para se sustentar em pé, como, tristemente, a foto acima é bem ilustrativa.
Ah, não esqueçam de dar uma conferida no texto do Guilherme Fiúza, Revista Época, “Ditadura Dilma” (post anterior).
Segue o texto do Portal Terra
Marco Aurélio Garcia: "Dilma será dura sem perder a ternura"
O coordenador do programa de governo da campanha de Dilma Rousseff (PT) e assessor da presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, e o senador pelo Paraná Alvaro Dias (PSDB) protagonizaram na noite desta quinta-feira (26), em Porto Alegre, um debate marcado por ironia, frases de efeito e trocas de acusações. Ambos falaram para uma plateia de empresários, políticos e intelectuais no seminário intitulado "Brasil de Ideias", promovido pela revista Voto, no Hotel Sheraton.
Garcia ganhou de longe no quesito frases de efeito. Ao responder sobre uma pergunta a respeito das recorrentes avaliações de que Dilma tem uma personalidade difícil e é rigorosa demais, o secretário resumiu: "a Dilma não será um Lula de saias, mas está comprometida com um projeto. Eu diria que ela será dura sem perder a ternura".
Antes, quando abriu sua exposição, o assessor fez um alerta àqueles que, a partir das últimas pesquisas, consideram que Dilma encerra a eleição no primeiro turno, também recorrendo a um ditado conhecido entre políticos: "eleição e mineração, só no dia da apuração". E, quando teceu elogios a candidata petista, arrematou: "acho que temos uma grande candidata, que não subiu na garupa de ninguém. Teve gente que tentou subir na garupa, mas o cavalo corcoveou".
Dias preferiu abrir o debate com estocadas diretas. "A oposição dizimada é um desserviço para o País", alfinetou, em referência às alianças do governo federal, ao que denominou de marketing oficial e aos altos índices de popularidade da gestão Lula. Ao destacar que o itinerário político dos candidatos à sucessão presidencial era mais importante do que as propostas apresentadas, o senador explicou: "até porque o discurso de campanha às vezes não é a prática do governo. O PT, por exemplo, quando era oposição, combateu o Plano Real e a lei de responsabilidade fiscal".
Em seguida, disse que o próximo governo vai precisar abordar as questões referentes ao crescimento econômico, à dívida pública e ao fato de o País hoje ocupar "lugar de destaque quando o problema é corrupção".
Garcia rebateu fazendo referência aos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "Lições de ética e moral devem ser distribuídas com equidade. Não tivemos processos de privatizações cercados de mistérios e até hoje não resolvidos". Na intervenção seguinte, Dias devolveu: "se este governo assumiu e encontro irregularidades nas privatizações, deveria ter tomado medidas reparadoras. Se encontrou e não tomou providências, então prevaricou".
Incentivado a explicar melhor por que a oposição está dizimada, o senador, que recentemente chamou o assessor de "aloprado de direita", partiu mais uma vez para o ataque. Disse que o marketing oficial de não criticar Lula "faz parte do jogo", mas afirmou existirem "outros instrumentos intimidatórios por parte do governo", voltando a fazer referência a "quebra de sigilo fiscal, processos de investigação em CPI e os dossiês". Garcia também repetiu o discurso. Disse que o governo Lula está combatendo a corrupção como não foi feito por outras administrações.
Quando responderam a uma mesma pergunta sobre o que caracteriza um líder, o assessor e o senador de novo trocaram acusações. Com elegância. "Um líder tem que ter a capacidade de assimilar a crítica sem ódio e é importante reconhecer o feito dos outros, não desdenhar e não se apropriar indevidamente", alfinetou Dias. "Um líder político tem que ter capacidade de agregação e identidade com o País. Não conheço nenhum tipo de liderança no mundo que tenha se constituído sem uma forte identidade com seu País", devolveu Garcia.
Enquanto os dois comparavam Dilma e Serra e mediam feitos e defeitos dos governos Lula e FHC, coube a um dos outros participantes do painel, o presidente da Brasilinvest, Mario Garnero, fazer "um corte". "Queria lembrar que foi o ex-presidente Itamar Franco quem autorizou o Fernando Henrique a dar início ao Plano Real. O Itamar às vezes parece que é esquecido pela história", resumiu Garnero.
