Comentando a Notícia
Interessante ler o texto a seguir, extraído do Blog da Maria Helena R.R. de Souza (por sinal, blog excelente!), que serve para que a gente reflete um pouco mais antes de correr para as urnas em 3 de outubro próximo.
Conversa vai, conversa vem...
No excelente texto de Maria Lima na Folha.com de ontem, 27/08, ela nos relata o que Lula disse num palanque no Recife. Ele diz, como ameaça, que usará a caneta até o fim do mandato:
"-Tem gente que fica falando aqui como se eu já tivesse ido embora, mas ainda tenho quatro meses e alguns dias de governo. Tem gente que se mata para ser presidente por um dia, mas ainda tenho quatro meses e alguns dias. Ainda tenho caneta para fazer muita miséria nesse país" - disse Lula, acrescentando:
"- Não tem nada pior do que você precisar de um voto, e as pessoas (ficarem) te chantageando. Por isso, é importante votar nos deputados da coligação da companheira Dilma".
O que o Lula tem dado de bandeira da dor de cotovelo que anda sentindo, não está no mapa.
Noutro dia falou da "emendinha" que podia ter feito para ficar mais 4 anos.
Pois olhem, eu, pessoalmente, teria preferido.
Seria um jogo mais limpo, mais às claras, do que essa conversinha mole de que dona Dilma vai governar... Quer dizer, tenho cá para mim que ela até vai tentar, tem temperamento para isso, mas que ele vai perturbar, vai...
Sabe aquele namorado ou namorada que não desgruda do pé? Vai ser assim...
Vamos ver no que isso vai dar.
Meu medo é, repito, os partidos se evanescerem diante do PT... ou até, conforme cantem os fados, diante do PMDB e sua fome insaciável... Pelas beiradas, ele vai comendo, comendo... Um partido único é um terror.
Precisamos votar bem para o Legislativo e mostrar ao Lula que o Executivo no Brasil não é mais importante que o Legislativo. Ele tem que aprender isso. São TRÊS poderes!
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Veja a foto abaixo: ela representa o que vem a ser a vida num país de partido único, coisa da qual o Brasil já se livrou a custa de sacrifício, mas que, infelizmente, parece não lhe ter sido suficiente.Tiranias de esquerda adoram adotar o de “repúblicas democráticas”, numa tentativa cretina de fazer de conta que não são tiranias. A Alemanha Oriental, comunista e tirânica, e a atual Coréia do Norte, são exemplos desta praga que é um país que não soube preservar sua identidade, mas acima de tudo, não soube valorizar suas instituições e valores democráticos. Hitler, na Alemanha Nazista, é bom que se diga, chegou onde chegou através de eleição direta, e tratou de eliminar a oposição. Deu no deu, tanto quanto o que se vê em Cuba, processo idêntico ao que está em curso na Venezuela. ´
Podem pesquisar que vocês vão descobrir que, grande parte do eleitorado que faz o que o Lula manda, e por isso vota na Dilma, praticamente, não conheceu, não sofreu e não precisou enfrentar o que uma geração de brasileiros amargou por mais de vinte anos: um regime ditatorial. Não vem ao acaso se era militar, direita, portanto, ou de esquerda que, aliás, era a pretensão de muitos falsos democratas que andam soltos por aí, alguns até recebendo gordas indenizações por terem enfrentado a ditadura do período 1964/1985. Estes pseudo-democratas nada mais queriam do que outra ditadura, a de esquerda. Poucos sabem o que vem a ser as agruras de um regime de exceção. Infelizmente, estes mesmos não conhecem nada do que se passa em Cuba, na Coréia do Norte, e até o que vem passando e sofrendo o povo venezuelano. Daí a razão para se encantarem com o canto de sereia das esquerdas tupiniquins.
Querem saber do que mais? Acho que este "povo" do Lula precisará sofrer na própria pele a crueldade de um regime ditatorial para aprenderem a lição!!! Até dói muito ter de reconhecer isto. Acreditem, ainda há, por este país, gente saudosista do regime militar, sem nunca terem vestido uma farda. Gente para as quais o país viveria melhor sem um Congresso tão enlameado quanto o nosso. Ocorre que os parlamentares que lá estão, foram colocados pela vontade do povo brasileiro. Muitos, apesar dos escândalos e dos processos, são reeleitos pelo mesmo povo que se diz envergonhado com o Congresso. Assim, criticar o Congresso é muito fácil, difícil é encarar que eles representam a verdadeira sociedade brasileira.
Deste modo, melhor faríamos se não votássemos em nenhum dos muitos que emporcalharam a vida política do país. Entendêssemos que a democracia saudável prevê a alternância no poder, e não o encastelamento de um grupo, reunido em partido único que, sem oposição, se sente autorizado a fazer o que bem entende e, por certo, a vida política nacional respiraria ares menos contaminados. E, regra geral, isto resulta na vida miserável que vemos e assistimos em Cuba e na Venezuela.
O que o texto da Maria Lima na Folha.com revela é um caudilho que fincou suas raízes no poder calcado na mentira e na mistificação, que a máquina da propaganda oficial se encarregou de criar.
Sempre que uma empresa ou um produto não encontra um concorrente no mercado, ele tende a se acomodar e não mais investir em melhoria e qualificação. Na política não é diferente. Saudável sempre é a competição, a concorrência. Isto permite o confronto de ideias, melhora a qualificação de quem se habilita à prática política, torna o governança dinâmica, e não relaxada, preguiçosa. Fortalece a criatividade, a busca da melhoria, da qualificação constante para enfrentar aqueles que querem tomar o lugar que ocupamos.
Por isso, dentre outros motivos, é que critico os programas sociais do governo federal. Eles não impõem compromissos aos seus beneficiados, e não tem prazo de validade, o que torna um grande número de pessoas realmente preguiçosas e acomodadas, sem perspectiva e sem motivação.
É doloroso ver um presidente que, diante de tantas e imensas possibilidades que a vida lhe ofereceu, ainda glamouriza a ignorância, o pouco estudo, a falta de boa leitura, oferecendo-se como péssimo exemplo a não ser copiado pelas novas gerações.
Pena que seu “público” não teve coragem para contradizê-lo quando afirmou que (...)”...Ainda tenho caneta para fazer muita miséria nesse país...”(...).Poderia contra-argumentar que, miséria por miséria, ele já fez muita como, por exemplo, na saúde, na educação, na segurança pública, nos portos, nos aeroportos, nas estradas, no desregramento das instituições, no aparelhamento do Estado, na afronta às leis, na subserviência do Legislativo ao Executivo, dentre tanta outras muitas misérias e lambanças que praticou.
Particularmente, não creio que o país esteja pronto para despertar deste sono letárgico em berço esplêndido, em que se acha mergulhado. Enquanto este berço não quebrar, pondo a todos no chão e fazendo-os acordar pelo susto da queda brusca, e por isso dolorosa, não espero ver o país mudar o rumo do que já está acontecendo, isto é, vivemos uma ditadura disfarçada e que, sob um governo Dilma, tende a se acentuar e se aprofundar.
O tempo para se evitar o pior é agora: depois, não teremos para quem chorar, apelar ou reclamar. Nunca é demais relembrar esta máxima de Martin Niemöller, de 1933:
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
