Comentando a Notícia
Impressionante como um dos mais importantes ministérios do governo, a Casa Civil, desde 2003, quando seu ocupante foi José Dirceu, se transformou num verdadeiro covil. Ali, afora a coordenação dos diferentes ministérios, foi instalado um balcão de negócios e intermediações, onde a ética está impedida de entrar. Se for amigo do poder,ou for alguém a ele ligado que recomenda, então todas as barreiras são derrubados, e o interesse do país é jogado no lixo.
E que fique claro: não é por ser véspera de eleição, que se aborda este tipo de assunto que choca e indigna a todos aos que trabalham com extrema honestidade e precisam enfrentar dificuldades comuns a todos os mortais. Quando se toma conhecimento de como o poder põe de lado o interesse maior dos brasileiros, para abrigar a pilantragem que desvia milhões da saúde, da educação, da segurança, da infraestrutura, apenas com o propósito de privilegiar a um seleto grupo que a ele se une para beneficiar interesses pessoais, impossível não conter a indignação. Nem seria preciso que a Polícia Federal se deslocasse ao Amapá para enjaular corruptos. Próximos a sua sede, poderia iniciar um processo indispensável de depuração dos costumes políticos que assaltam e envergonham o país.
Justamente pela repetição sistemática desta ações escandalosas que o país assiste incrédulo desde 2003, tendo em vista que o PT chegou ao poder embalado pela confiança nele depositada pela maioria do povo brasileiro de justamente por fim à patifaria dos grupos oligárquicos que se alimentam do poder, independente de quem ocupe a cadeira presidencial, é que tomamos a iniciativa de abrir este espaço. Outra coisa não temos feito, desde então, senão tentar conscientizar, da forma como pudermos e tantos quantos for possível alcançar, para que não permaneçamos anestesiados pela corrupção os valores mais elevados do país, pela banalização da corrupção resultante de um governo organizado para o crime. Se o propósito é esclarecer, a ele nos dedicamos. Mas a iniciativa de reagir e cobrar uma completa mudança de costumes, é tarefa de responsabilidade da sociedade como um todo, ou pelo menos, a grande maioria honesta, que se sente, além de envergonhada, se sente também indignada e ultrajada pela forma como a política no Brasil é realizada e manipulada em favor de uns poucos.
No próximo post, vamos transcrever parte da reportagem da revista Veja que saiu neste final de semana, onde é detalhado o esquema montado dentro da Casa Civil do Governo Lula, e comandado por Erenice Guerra, braço direito de Dilma Rousseff, e que a substituiu tão logo Dilma renunciou para se dedicar à campanha eleitoral.
Nos post anteriores vimos que os grandes “lances” protagonizados por Dilma, sempre tiveram o acompanhamento servil de Erenice. Como Dilma a tem em alta conta, não seria surpreendente que Erenice num provável governo Dilma, faria parte da primeira fila de sua equipe de trabalho, o que assegura-nos fortes emoções a serem vividas pelo país. Nunca duvidem da capacidade do PT de descer ainda mais no poço da indignidade. Esta gente, sem dúvidas, não tem limites...
A reportagem da VEJA, como seria de se esperar, recebeu .repúdio imediato de Erenice que divulgou uma nota desqualificando a reportagem. E também como seria de se esperar, talvez temendo represália, o empresário Fábio Baracat, que entrevistado, fez declarações bombásticas contra Erenice e sua turma, divulgou ao longo do sábado, um desmentido sobre a reportagem, desdizendo o que havia declarado à reportagem da VEJA.
A Revista, por seu turno, até para se precaver contra prováveis ações que pudesse vir a sofrer, não centrou a reportagem exclusivamente nas declarações do empresários. Não apenas gravou toda a entrevista, como ainda reuniu documentos que comprovam que as acusações de Fábio tem embasamento. E, em contrapartida, distribuiu uma nota ao final da tarde, que a seguir reproduzimos:
"Por norma, todas as informações dadas a VEJA são gravadas. Não seria diferente com relação à reportagem em questão. A reportagem não foi construída com base em declarações, mas em intensa apuração jornalística e sobre documentação, parte da qual ainda não foi publicada. Direção da Veja."
Há um trecho na reportagem que convém ressaltar.
(...)
“Nas últimas semanas, VEJA entrevistou clientes do esquema e lobistas que participaram dos negócios. Também teve acesso a e-mails, contratos, notas fiscais e comprovantes bancários relacionados a essa central de lobby. Dessa investigação, emergem contundentes evidências de que o filho de Erenice e seus sócios usam a influência dela para fechar negócios com o governo.”
E sobre a nota da Revista Veja, que se preste atenção a este detalhe.” (...)mas em intensa apuração jornalística e sobre documentação, parte da qual ainda não foi publicada(...)".
Ora, quem se dedica a praticar jornalismo sério, responsável e independente não considere calendário eleitoral, tampouco as pesquisas que a ele fizem respeito. Toda a informação precisa ser apurada, e não apenas no que é dito por uma das fontes. É precisa investigar, apurar, colher dados e documentos que embasem aquilo que será publicado. E este cuidado a Veja, tanto que, antecipando-se aos bate-estacas do partido e de parte da imprensa submissa, declarou na sua CARTA AO LEITOR, que seu compromisso é com a verdade, doa a quem doer. Como sua missão é o jornalismo sério, ignorou pura e simplesmente, no que fez bem, o calendário eleitoral. Diante do fato, devidamente apurado e comprovado, o publicou. Ponto final.