domingo, setembro 12, 2010

DILMA: ações que não a recomendam nem para síndica. - I

Adelson Elias Vasconcellos

Esta senhora,  além de incompetente, não merece ser presidente do Brasil.

Faz poucos dias, reproduzimos aqui reportagem da Folha de São Paulo sobre o prejuízo que dona Dilma Rousseff, a candidata ungida por Lula, tida e havida como competente, a mão do PAC, a heroína da ditadura no dizer de Lula, (na verdade ela lutava era por substituir a ditadura militar por outra, de cunho comunista), e a quem sempre me refiro como incompetente e inábil, engavetou por três vezes parecer do TCU, em que se alertava a então Ministra das Minas e Energia, sobre erro de cálculo na tarifa social de energia elétrica. O primeiro aviso foi dado em 2003. Em nota, a Casa Civil querendo esquivar-se da encrenca, informou que foram efetivados levantamentos e estudos para saber-se se o alerta do TCU era ou não procedente. Pois bem: somente em 2010, pasmem!, é que a distorção foi corrigida em ato assinado por Lula. Entre 2003, data do primeiro aviso do TCU, e a correção efetiva da tarifa, decorreram precisos 7 anos. Moral da história: os consumidores foram tungados em cerca de R$ 1,0 bilhão de reais.

Isto, por si só, em um país, já teria o dom de despencar o favoritismo de dona Dilma. Como no Brasil, 905 da população não tem acesso à informação, o episódio se restringiu a grupo de reduzido de pessoas.

Contudo, talvez este fato da tarifa social, possa servir de fio condutor para que se analise não a terrorista, dos mil nomes e disfarces, mas de seu período como uma das pessoas mais importantes do governo Lula, já que, após a queda de José Dirceu, chefe da quadrilha do mensalão, quem assumiu em seu lugar, no comando da Casa Civil, foi sua afilhada, Dilma Rousseff.

Não vou aqui me deter em avaliar o destempero com que muitas vezes esta senhora tratou pessoas de dentro e fora do governo. Vou apenas relatar fatos que possa nos dar o perfil exato de quem se trata. Afinal, é indispensável conhecer esta figura que, se nenhuma hecatombe vier acontecer, poderá ser eleita presidente do país. Suas decisões, é bom lembrar, influenciarão nossas vidas nos próximos quatro anos ou até oito anos. Não é pouco não.

O primeiro evento envolvendo Dilma hospedada no gabinete mais importante do governo Lula que se tem notícia foi o rumoroso – até não completamente esclarecido – caso do leilão da VARIG.

Na época, publiquei uma série de artigos em que se comprovava um dos maiores crimes já cometidos pelo Estado contra a iniciativa privada na história do Brasil. A mistura de interesses escusos tanto quanto ocultos, sinalizaram um verdadeiro lesa-pátria, cometidos contra, quiçá, a maior referência de competência e capacidade que uma empresa brasileira exibiu no exterior ao longo de décadas.

Erenice e Dilma foram personagens centrais da tumultuada venda da Varig, operação de que participou Roberto Teixeira, o já lendário e onipresente “compadre” de Luiz Inácio Lula da Silva. Denise Abreu, ex-diretora da Anac, botou a boca no trombone e contou como se deu a operação nos bastidores. Detalhe: um dos compradores da Varig confirmou o relato de Denise — que, acreditem, chegou a ser ameaçada por um “dossiê”. Segue uma síntese do caso em reportagem publicada pelo Estadão no dia 4 de junho de 2008.

(...)
Uma briga entre sócios da empresa de transporte aéreo de cargas VarigLog está trazendo à tona informações que circulavam apenas no submundo dos negócios, relacionadas à venda da Varig, em 2006 e 2007. O fundo de investimentos americano Matlin Patterson e os sócios brasileiros Marco Antônio Audi, Marcos Haftel e Luiz Gallo disputam na Justiça o comando da VarigLog. No bate-boca entre os sócios, surgiram histórias de tráfico de influência, abuso de poder pelo primeiro escalão do governo, acusações de suborno e a elaboração de um dossiê falso. As denúncias envolvem o Palácio do Planalto e o advogado Roberto Teixeira.

Para falar sobre esse tumultuado período da aviação brasileira, a reportagem procurou a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu. Ela deixou o cargo em agosto de 2007, sob pesadas críticas e acusações durante a CPI do Apagão Aéreo. Chegou a ser responsabilizada pelo caos aéreo e pelo acidente da TAM. Também foi acusada de fazer lobby para a TAM. Embora não fosse presidente da agência, por seu estilo agressivo, era considerada a diretora mais forte.

(…)
Denise conta que foi pressionada pela ministra Dilma Rousseff e pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, a tomar decisões favoráveis à venda da VarigLog e da Varig ao fundo americano Matlin Patterson e aos três sócios brasileiros. Como a lei brasileira proíbe estrangeiros de ter mais de 20% do capital das companhias aéreas, a diretora queria documentos comprovando a origem de capital e a declaração de renda dos sócios brasileiros para verificar se tinham recursos para a compra. “A ministra não queria que eu exigisse os documentos. Dizia que era da alçada do Banco Central e da Receita e falou que era muito difícil fazer qualquer tipo de análise tentando estudar o Imposto de Renda porque era muito comum as pessoas sonegarem no Brasil.”

Quem representava os compradores da VarigLog e da Varig era o escritório do advogado Roberto Teixeira, amigo do presidente Lula. Na Anac, a filha e o genro de Teixeira, os advogados Valeska Teixeira e Cristiano Martins, circulavam livremente, conta Denise. Ela descreve a atuação de Valeska como truculenta. “Ela liga direto da reunião para o pai. Sabe pressão psicológica? Ao fim da reunião, ela diz: agora temos de ir embora porque papai já está no gabinete do presidente Lula.”

Outro personagem importante desse período da aviação brasileira, o empresário Marco Antônio Audi, sócio da VarigLog, também falou sobre o episódio. Hoje afastado da gestão da VarigLog pela Justiça de São Paulo - que acusa ele e dois sócios de serem “laranjas” do fundo americano -, Audi diz que só foi possível aprovar a compra da VarigLog pela influência de Teixeira no governo e na Anac. “Paguei US$ 5 milhões ao Roberto Teixeira para cuidar do caso”, diz Audi.

Com a aprovação da compra da VarigLog pelo fundo Matlin e seus sócios brasileiros, eles puderam levar a Varig, em leilão, por US$ 24 milhões. Meses mais tarde, a empresa foi revendida à Gol, por US$ 320 milhões.

Hoje, Teixeira advoga para o maior inimigo de Audi, Lap Chan, representante do Matlin Patterson. “Tenho medo do Roberto Teixeira.”, diz Audi.

CONCLUINDO:
Vale lembrar que, foi a partir do assassinato da VARIG que se instalou no país o inferno do caos aéreo, de terríveis consequências. Foram mais de 300 mortes em dois dos maiores acidentes aéreos de nossa aviação comercial, em toda a história.

Infelizmente, este caso foi abafado pelo governo Lula que, como vimos acima, envolvia gente muito próxima e íntima, dentro e fora de seu governo.

No post seguinte, vamos relembrar outro fato escabroso, o dossiê contra FHC e3 sua esposa, dona Ruth Cardoso, montado de forma vergonhosa dentro do gabinete de Dilma que, ainda, estava no comando da Casa Civil.