terça-feira, setembro 14, 2010

E ainda tem gente que prefere o capim do atraso

Adelson Elias Vasconcellos

Há um comercial rodando nas tevês abertas do país, em que a turma do PSOL tenta, de forma bastante infeliz, associar os plantadores de soja e algodão aos crimes contra a natureza.

Como em toda a atividade profissional e empresarial, há bons e maus. Na política, então, a regra a gente até sabe bem qual é.

O comercial é de um mau gosto absurdo, e entendo que deveria até ser retirado do ar, por praticar uma calúnia infame contra a atividade responsável não apenas pelo baixo custo de vida no país, apesar do governo achar que não, tanto que incentiva a violência rural financiando o MST, como ainda por ser protagonista principal pelo que ainda nos resta de saldo positivo na balança comercial, cuja consequência maior, como comprovado, tem permitido ao país amealhar mais de 200 bilhões de dólares de reservas internacionais, permitindo-nos usufruir a atual estabilidade econômica que faz a alegria dos mais pobres do país.

Na mensagem final, os cretinos e ignorantes – e não há outra forma educada para defini-los – apresentam como mensagem a necessidade de se praticar uma reforma agrária no país. E nada mais. Ora, pergunto: reforma agrária prá quê? Ou será que estes jumentos imaginam que a reforma agrária será a distribuição de terras e que estas permanecerão intocáveis, improdutivas? Será que a reforma agrária não é justamente para se plantar mais? E que os agricultores beneficiados por esta “reforma” não desejarão se beneficiar do fruto de seu trabalho para terem lucro? E no que a reforma ou não reforma impede o país de ser atualmente um dos maiores produtores de grãos do mundo, com geração de divisas e inflação baixa? E os “beneficiados” pela tal reforma agrária, vão deixar de plantar, ou farão, a exemplo de muitos assentamentos, agredirem com maior furor a própria natureza? Acaso o PSOL sabe do que se passa no Mato Grosso, Pará e Amazonas? E as madeireiras, são menos agressivas?

Ora, é de imensurável estupidez se praticar este discurso imbecil e totalmente superado no mundo de hoje. Que se puna quem, em sua atividade, não respeita a natureza – e aqui poderia enumerar uma série de crimes que maus produtores cometem – é uma coisa. Agora, associar uma atividade totalmente honesta, de imensos e ricos benefícios para o país, onde os mais pobres é que são os mais contemplados, com a depredação da natureza, é pura vigarice.

Não sei se a senadora Kátia Abreu, da Confederação Nacional da Agricultura, já teve o desprazer de assistir a este comercial. Até acredito que não. Porém, alguém próximo a ela deveria alertá-la para que, imediatamente, ingressasse na Justiça pleiteando a concessão de liminar com a suspensão e retirada do ar imediata desta mensagem mentirosa sob qualquer ângulo que se possa analisar.

Acredito que gente que defende tais “pensamentos” deva, sei lá, comer capim natural, e até seria interessante se pesquisar a respeito, porque só de vento e de ideologias absurdas é que não pode ser. Se é em defesa da natureza que esta gente pretende levantar bandeira, por que, por exemplo, não protestam contra as atividades de garimpo, dez mil vezes mais destrutivas e sem retorno positivo de nenhuma espécie para a sociedade? Sem falar do contrabando de minérios e pedras preciosas que praticam.

Para que se tenha ideia da grandeza e da importância do agronegócio para o país, confiram os seguintes dados abaixo, fornecidos pelo próprio Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

As exportações do agronegócio brasileiro registraram no mês passado o melhor resultado já conseguido em meses de agosto. Com US$ 7,305 bilhões em vendas, superou em 8% o antigo recorde alcançado em 2008. Em relação ao mesmo mês de 2009 (sob o impacto da crise financeira internacional), o crescimento foi de 23,3%. As importações tiveram aumento de 40% e totalizaram US$ 1,095 bilhão, deixando a balança comercial de agosto com um superávit de US$ 6,210 bilhões.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), compilados pelo Ministério da Agricultura (Mapa), apontam os setores que elevaram as exportações: sucroalcooleiro (73,8%); de carnes (23,7%); de produtos florestais (37,7%); de café (41,9%); e de cereais, farinhas e preparações (136,3%).

Segundo o Mapa, o destaque foi a quantidade de açúcar embarcada para o exterior, que saltou de 2,1 milhões de toneladas em agosto de 2009 para 3,2 milhões no mês passado.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, as exportações do agronegócio aumentaram 13,6% em relação ao período de janeiro a agosto de 2009, atingindo US$ 49,628 bilhões. As importações cresceram 37,5%, totalizando US$ 8,375 bilhões. O saldo da balança até o final de agosto foi de US$ 41,252 bilhões.

Agora, atenção para este dado: vocês sabem qual é o saldo total em 2010? O superávit da balança comercial no ano chegou a US$ 11,981 bilhões, ou seja, se descontássemos os US$ 41,252 bilhões do saldo provocado pelo agronegócio, a balança comercial brasileira seria deficitária. Aliás, seria deficitária há pelos 5 ou 6 anos, e pode-se imaginar os imensos prejuízos para a economia do país e sua estabilidade, com graves consequências para os mais pobres da população.

A insanidade desta gente parece não ter limites. O grande ranço das esquerdas sempre foi a imensa inveja e preconceito para os que, com trabalho honesto e competência, conseguem ganhar dinheiro, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento do país.

O diabo é que o tempo passa, deixa infindáveis lições para aprenderem e tomarem juízo, mas não adianta: continuam professando suas cantilenas de atraso, que o mundo já sepultou faz tempo. Em vez de progresso e qualidade de vida, fazem opção pelo capim natural, de preferência light, que é para não ficarem empanturrados e obesos com tanta ignorância.