quinta-feira, setembro 16, 2010

Erenice sai da Casa Civil, mas Dilma deve explicações!!!

Comentando a Notícia

Erenice Guerra já não é mais a ministra Chefe da Casa Civil. A partir dos últimos eventos, previsível. O fato novo foi bem informado e baseado em documentos e testemunhos, pela Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo (veja post abaixo). Quero chamar atenção para as datas, tanto as da reportagem da Revista Veja, quanto para o que veio a público hoje. Todos os eventos até aqui informados e conhecidos, são de episódios ocorridos enquanto Dilma Roussef era a ministra da Casa Civil. Todos, sem exceção. Ora, se dentro de seu gabinete se praticava lobby, da qual participava seu braço direito, é crível que se acredite em um “eu não sabia de nada”? Como se pode imaginar que algo tão grave e que envolve reuniões, agendamento, envio de minutas de contratos, negociações com outros ministérios, telefonemas, e-mails, fax, possa se passar ao lado de Dilma, e que ela não tivesse conhecimento do que ali era praticado?

Ora, como se pode conceber tanta competência gerencial para coordenar as atividades dos ministérios sob sua supervisão, que envolve bilhões de reais voando de um lado a outro do país, e permitir que sua amiga e assessora principal de tantos anos, intermedeie com filhos e demais parentes, tráfico de influência de dentro de seu gabinete? Reparem no que segue:

Dinheiro para a 'mulher de ferro' - Num dos trechos da entrevista à Folha, o empresário de Campinas, Rubnei Quícoli, revelou também que durante as negocições para o empréstimo no BNDES, o ex-diretor de Operações dos Correios Marco Antônio Oliveira lhe falou que "precisava de R$ 5 milhões para poder pagar a dívida lá que a mulher de ferro tinha. Que tinha que ser uma coisa por fora para apagar um incêndio."  Questionado, Rubnei respondeu que "a mulher de ferro" é a Dilma e a Erenice, as duas. Não sei quanto é a dívida de uma e de outra. Eu sei que a Erenice precisava de dinheiro para cobrir essa dívida."

Não se trata mais, como com muito propriedade afirmou Sérgio Guerra, presidente do PSDB, de caso eleitoral, de ganhar ou perder votos. Agora o assunto virou caso de polícia. Porém, a acusação não pode perder de vista que se tentava praticar não apenas um lobby qualquer, e sim, de verdadeira extorsão com o propósito específico de se obter, além de vantagens financeiras pessoais, a de também arrecadar dinheiro para a campanha de Dilma. E isto quem diz não é ninguém ligado ao PSDB, ou a qualquer rpartido da coligação oposicionista. Isto torna o caso ainda mais grave.

Por tudo isso, creio que Dilma deve explicações ao país. E não explicações sem nexo, ou esquivas para fugir do assunto, não. Repito: nas datas, quem era ministra, era Dilma. E agora,  não tem nada a ver com “factoides”, dona Dilma: a responsabilidade era sua, sim. Portanto, menos enrolação. O Brasil, por tudo que é, não pode, em hipótese alguma, ser presidido por quem não tem a menor noção do que se passa na mesa ao lado da sua. Isto no mínimo é incompetência. Agora, tem outra: se sabia, e ainda assim deixou o barco correr, bem aí o nome do caso muda: para a ser cumplicidade com o crime, ao menos, por omissão.

Portanto, estando as eleições tão próximas, e sob peso e suspeita de que um dos candidatos praticou algo tão pouco republicano, as investigações para a apuração da verdade e seus envolvidos (ou culpados), não pode ser empurrada com a barriga, com deboche ou com irresponsabilidade. Eis uma boa hora para a Polívia Federal cumprir a setença decretada por Lula em palanque: se for bandido e a gente pegar, vai preso. Doa a quem doer.