sexta-feira, setembro 17, 2010

O substituto de Erenice Guerra

Comentando a Notícia


A informação abaixo está na página do Cláudio Humberto. Comento em seguida:

O ministro interino da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima, ganhou notoriedade na gestão de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo, quando foi chefe de gabinete de Arlindo Chinaglia. E se meteu em trapalhadas que podem fazer Lula sentir saudades de Erenice...

Afinal, qual o perfil, além de ser petista de carteirinha, que Lula exige para nomear alguém para comandar o gabinete da Casa Civil?

Senão, vejamos: começou com José Dirceu, deu no que deu. O país todo já conhece bem a lambança, muito embora, apesar do Procurador Geral havê-lo enquadrado como “chefe da quadrilha” do mensalão, e pelo que já se sabe, tenho para mim que Dirceu era apenas o chefe laranja do verdadeiro chefão.

No seu lugar, Dilma Roussef, companheira de armas de Dirceu – foi ele mesmo quem disse -, deixou o gabinete para concorrer à sucessão de Lula, não sem antes deixar uma folha corrida não menos honrosa: a intromissão no leilão da VARIG, que Denise Abreu, então presidente da ANAC, denunciou e governo Lula abafou; depois, num trabalho a quatro mãos com a própria Erenice Guerra, a produção cafajeste de um dossiê contra FHC e sua esposa, Dona Ruth, para constranger a CPI dos Cartões Corporativos; depois, o episódio com a ex-Secretaria da Receita Federal, Lina Vieira, quando teria pedido para "aliviar" a barra da família Sarney numa investigação da própria Receita; e, claro, quando ainda ministra, os episódios do tráfico de influência praticados por Erenice Guerra, sua Secretária Executiva, que vieram a tona agora, e sobre os quais dona Dilma ainda nos deve explicações .

E, finalmente, dona Erenice Guerra... bem , é isto tudo que se sabe e que correm as manchetes da imprensa.

Para seu lugar, eis que surge aquela figura lá no alto, com um perfil a nos fazer imaginar e aguardar por fortes emoções, ainda.

Caramba, não poderia Lula escolher alguém sobre o qual não pesasse um curriculum de trapalhadas e lambanças no exercício de função pública? Dentre mais de 190 milhões de brasileiros, não dava para nomear alguém, digamos, com uma ficha menos comprometedora? Ou será que folha corrida é que pesa mais? É gostar de confusão, não é mesmo? Depois reclama da imprensa!!!