Comentando a Notícia
Segue texto da Veja online. Comento em seguida.
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Em depoimento prestado ao Ministério Público, Ricardo Luiz do Carmo, engenheiro responsável pelas obras da Bancoop, afirmou que, durante a campanha eleitoral de 2002, foi chamado até a sede da cooperativa, onde recebeu instruções para recolher de empreiteiros contribuições financeiras para campanhas eleitorais do PT.
O engenheiro afirmou ter se negado a abrir conta corrente em seu nome para recebimento de tais doações. No depoimento, Carmo relata que os dirigentes da Bancoop afirmaram o seguinte: “Se as doações fossem feitas pelos empreiteiros, após as eleições presidenciais e caso Lula fosse escolhido, a Bancoop e os empreiteiros seriam beneficiados com mais empreendimentos e obras”.
O engenheiro afirmou que deu aval a notas fiscais frias. Contou também que os empreiteiros se dirigiam até a Caixa Econômica Federal, realizavam saques e repassavam os valores em dinheiro para Hélio Malheiro, então presidente da entidade.
Carmo contou que viu na sede da Bancoop uma nota fiscal da Mizu, uma das empresas investigadas no caso, no valor de 500.000 reais emitida em razão de consultoria de construção civil. “(...) O que o depoente estranhou, porque tal valor estava sendo pago enquanto os empreiteiros recebiam muito menos, isto quando tais empreiteiros recebiam da Bancoop(...)”, relata o depoimento.
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*****COMENTANDO A NOTÍCIA:
Talvez, na hora em que a sociedade tome consciência, de quem está sendo empossado na presidência, seja tarde demais. Contudo, e porque urna não é tribunal, os crimes permanecerão todos aí, a espera que um Poder Judiciário leniente resolva condenar e punir os criminosos.
O alvoroço todo que Lula, seu ministério e a militância partidária estão fazendo nestes últimos dias, criando fantasmas e tornando “fatos” o que não passa de intriga e calúnia, é o com o propósito específico de, no berro, ocultar seu longo rosário de crimes. Alguns destes crimes, inclusive, que vieram à tona na última semana como a extorsão dentro da Casa Civil (covil igual nunca se viu) a um deputado, as relações perigosas e criminosas do Cardeal da Dilma, além das violações de sigilo que se tenta, agora, mudar o curso da história, ligando um crime do comitê de campanha a um inventado interesse de Aécio em complicar a vida de Serra. Isto, aliás, tem a cara do PT. Nas reportagens e artigos que aqui publicamos sobre o histórico de dossiês petistas, gente que esteve enfronhada nos crimes, contou em detalhes e minúcias sobre a capacidade destes bandoleiros em praticar crimes e fazer parecer que os culpados foram outros, quando não muito, as próprias.
De minha parte já disse que façam bom proveito. Do jeito que se encontram as instituições brasileiras, não vejo, no curto prazo, meio do país se livrar do partido organizado para o crime e instalado no poder. Como, ainda, diante de uma classe política impregnada de corrupção e uma sede e volúpia insaciáveis de se servir e se beneficiar do Estado ao invés de pôr ele trabalhar, não vejo um claro caminho de saída.
É evidente que parte da sociedade não rendida, nem vendida, que não se submeteu ao regime militar, também não se submeterá a república de bananas que o PT está implantando, um arremedo de democracia representativa, sem poderes divididos - já que concentrado em uma única instituição - porque, de resto, todo o restante está sem força de reação diante do inimigo da democracia e das liberdades e garantias individuais.
Leiam as reportagens e conheçam um pouco dos meandros criminosos pelos quais o PT se articula para se manter no poder. É bom lembrar, e isto a reportagem da Veja não deixa a menor dúvida: o dinheiro criminoso já alimentou as campanhas de Lula em 2002 e 2006.
Segue o texto da Folha sobre a apresentação da denúncia à Justiça.
Promotor apresenta denúncia contra tesoureiro do PT por desvios da Bancoop
O promotor José Carlos Blat apresentou à Justiça denúncia contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, sob a acusação de envolvimento em desvios da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários) em favor de ex-dirigentes da cooperativa e para o caixa dois do partido.
Blat está divulgando a acusação formal na CPI da Bancoop, na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Ele disse que Vaccari e os outros ex-dirigentes acusados formaram uma "organização criminosa".
Segundo o promotor, os denunciados usaram várias empresas que tinham como sócios ex-diretores da cooperativa para cometer as irregularidades.
Blat afirmou que os acusados usaram cerca de R$ 100 mil para pagar hospedagens em hotel de luxo de espectadores para a etapa brasileira da Formula 1 em São Paulo.
Ele disse ainda que os desvios e prejuízos causados pelos acusados à Bancoop somam R$ 170 milhões. Os ex-dirigentes foram denunciados por lavagem de dinheiro e 1.633 operações que configuraram estelionato.
Segundo Blat, também há indícios de repasses indevidos da cooperativa para um centro espírita e uma instituição de caridade. Se a Justiça aceitar a denúncia, os acusados passarão a ser réus em um processo criminal.