Comentando a Notícia
Texto de Flávio Ferreira, para a Folha de São Paulo (ver post abaixo), informa que o promotor José Carlos Blat apresentou à Justiça denúncia contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, sob a acusação de envolvimento em desvios da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários) em favor de ex-dirigentes da cooperativa e para o caixa dois do partido.
Nos posts abaixo, vocês têm a narrativa completa de como se construiu e se manteve o paraíso fiscal do PT, de onde provinham recursos para compor não apenas caixa 2 de campanha, mas, principalmente, para bancar operações (compra de dossiês, por exemplo) de terrorismo eleitoral que, em casos como este, exigem dinheiro ilegal, muito dinheiro.
A BANCOOP, por conta destas operações fraudulentas, acabou lesando dezenas de famílias que um dia sonharam com sua casa própria e que, apesar do pagamento, ficaram na mão. E atenção: os lesados não gente da eleite, ricos empresários. São gente simples que Lula jura defender. Nem por isso, impediu que dezenas de famílias fossem roubadas e engenadas.
O que me espanta é o fato da pouca repercussão que o assunto teve na imprensa, uma vez que este grave crime foi cometido por gente graúda do PT e em favor do partido.
Também, vocês vão ver que, apesar das ameaças e pressão sobre o promotor, sua tenacidade e, acima de tudo, sua honestidade e ética profissionais, conduziram a investigação com uma dedicação impressionante, reconstituindo um crime que atinge o PT em cheio.
E não pensem que este paraíso fiscal que alimentou o caixa 2 das campanhas petistas seja mera transgressão. Coisa menor que todos os partidos fazem. A coisa é muito pior e revela um pouco do que também se passa – pelos mesmos métodos – no covil que a Casa Civil foi transformada no governo Lula, e por seus três ocupantes, inclusive a candidata governista, Dilma Rousseff. Sobre a atuação desta senhora, já fiz aqui um relato bem detalhado dos inúmeros casos mal resolvidos em sua administração. José Dirceu, que lhe antecedeu no posto, era o chefe da quadrilha do mensalão. Mas Dilma soube aperfeiçoar um sistema de tráfico de influência como nunca antes se ouvira falar. Não por acaso, Erenice Guerra, seu braço direito e sucessora, precisou ser rifada para não comprometer a campanha eleitoral da “amiga”.
Como afirmo no artigo com que encerrarei a edição de hoje, dado o enorme número de ilegalidades cometidas pela campanha de Dilma, esta eleição não cheira apenas a fraude: cheira a ilegitimidade. O Brasil vai ter que suportar tragar uma presidente que lhe está sendo empurrado goela abaixo, sem saber de quem se trata e do que já fez em passado recente e remoto. É preciso que a sociedade saiba que, quem vai governar, não é Lula, nem a mulher que o Lula escolheu. É Dilma Rousseff, sem maquiagens, sem botox marqueteiro, e quem lhe dará suporte político é um partido que age nas sombras do poder, e nele se mantém às custas de dinheiro criminoso, e ações ilegais.