quinta-feira, outubro 21, 2010

FHC x Lula: Estatísticas de Nível de Vida

Dados são informados até o ano mais recente de publicação dos mesmos pelos institutos responsáveis por sua manutenção.

Quando os anos não fecham com o início e fim dos governos há um hiato na divulgação de estatísticas e o ano mais próximo é utilizado.
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1- Índice de Desenvolvimento Humano
Fonte: Dados oficiais da ONU

O Índice de Desenvolvimento Humano, um dos principais indicadores do nível de vida da população de um país, cresceu muito mais durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula. Isto significa que a qualidade de vida do povo Brasileiro melhorou de forma mais acelerada no governo anterior que no governo atual.

A tabela a seguir resume a variação do Índice de Desenvolvimento Humano de 1995 a 2007. Como os dados são esparsos, estando disponíveis com periodicidade quinquenal até 2005, todo o crescimento do índice após o ano de 2000 é considerado parte do governo Lula.
* Fernando Henerique - Período 1.995 a 2.000
  • IDH inicial:                    0,7340
  • IDH Final:                     0,7900
  • Melhoria:                      7,62%
  • Taxa anual de melhoria: 1,48%
* Lula – Período 2.000 a 2.007
  • IDH inicial:                    0,7900
  • IDH Final:                     0,8130
  • Melhoria:                       2,91%
  • Taxa anual de melhoria:  0,41%
Análise: Percebe-se, em uma análise dos dados, que o crescimento do nível de vida da população Brasileira, como expresso através do Índice de Desenvolvimento Humano, cresceu de forma muito mais acentuada durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula, tanto em variação total quanto em variação anual. Além disso, uma verificação junto à fonte oficial dos dados (indicada acima), mostra que o crescimento do nível de vida no Brasil só superou a melhoria média mundial durante o período de 1995 a 2000, durante o governo Fernando Henrique.
2- Acesso à Rede de água 
Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE
O percentual de domicílios com acesso à rede de água potável encanada, condição praticamente básica à dignidade humana nos dias atuais, cresceu de forma muito mais rápida durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula.
  • De 1994 a 2002 - (FHC) cresceu 42,09% em número absoluto ou 4,49% ao ano
  • De 2002 a 2007 - (Lula) cresceu 19,22% em número absoluto ou 3,58% ao ano 
  • De 1994 a 2002 - (FHC) cresceu 9,33% em proporção do total ou 1,12% ao ano
  • De 2002 a 2009 - (Lula) cresceu 4,02% em proporção do total ou 0,57% ao ano
.3- Acesso à Rede de esgoto

Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE
A quantidade de domicílios com acesso à rede de escoamento de esgoto, critério essencial para a qualidade de vida da população, cresceu de forma mais rápida durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula.  
  • De 1994 a 2002 - (FHC) cresceu 55,16% em número absoluto ou 5,65% ao ano
  • De 2002 a 2007 - (Lula) cresceu 29,52% em número absoluto ou 5,31% ao ano
  •  De 1994 a 2002 - (FHC) cresceu 19,23% em proporção do total ou 2,22% ao ano
  • De 2002 a 2009 - (Lula) cresceu 14,62% em proporção do total ou 1,97% ao ano
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4- Acesso à Energia elétrica
Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE
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O percentual de domicílios com acesso à rede elétrica, outro critério essencial para a obtenção de um bom nível de qualidade de vida, cresceu muito mais rápido durante o governo anterior que no governo atual.  
  • De 1994 a 2002 - (FHC) cresceu 7,44% ou 0,90% ao ano
  • De 2002 a 2009 - (Lula) cresceu 2,48% ou 0,35% ao ano
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5- Porcentagem de Domicílios com geladeira
Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE
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O refrigerador tornou-se item essencial para a família. Mesmo assim, ainda existem domicílios que não possuem este eletrodoméstico. A proporção de domicílios com geladeira cresceu muito mais rápido durante o governo Fernando Henrique que no governo posterior. 
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  • De 1994 a 2002 - (FHC) cresceu 20,75% ou 2,39% ao ano
  • De 2002 a 2009 - (Lula) cresceu 8,30% ou 1,15% ao ano 
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6- Porcentagem de Domicílios com televisão
Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE
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Aparelho televisor, mesmo não sendo essencial à sobrevivência, é de grande importância para o tempo de lazer da população, influenciando assim a qualidade de vida. Acesso à televisão cresceu mais rápido no governo anterior que no governo atual, apesar da às vezes dramática diminuição nos preços.
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  • De 1994 a 2002 - (FHC) cresceu 18,73% ou 2,17% ao ano
  • De 2002 a 2009 - (Lula) cresceu 6,66% ou 1,30% ao ano
(*) Preços de TVs despencaram no governo Lula.

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7- Porcentagem de Domicílios com telefone
Fonte: Dados oficiais do IBGE
O telefone tornou-se um item essencial à qualidade de vida do cidadão. Antes considerado um bem de difícil acesso, após a privatização do setor sua disponibilidade cresceu vertiginosamente. A tabela abaixo resume os dados de crescimento no acesso a linhas telefônicas nos últimos governos.
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* Fernando Henrique
  • Inicial:        19,00%
  • Final:          61,60%
  • Variação:  224,21%
  • Anual:         15,84%

* Lula
  • Inicial:      61,60%
  • Final:       84,90%
  • Variação: 37,82%
  • Anual:        4,69%
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Análise: Pode-se perceber, assim, um crescimento dramático do acesso à telefonia - de menos de um quinto da população a mais de dois terços - durante o governo Fernando Henrique Cardoso, crescimento este que não foi mantido no governo Lula.
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De acordo com o último informe disponível, atualmente são mais de 187 milhões de linhas no país, para uma população em torno de 195,0 milhões de habitantes, o que dá quase uma linha/habitante.
8- Mortalidade infantil
Fontes: Dados oficiais do DataSUS, Portal ODM
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A alta mortalidade infantil era um dos problemas mais trágicos do Brasil. Felizmente, a estabilidade e o desenvolvimento tem permitido uma queda progressiva no número de crianças que morrem antes de completar um ano de idade. A tabela a seguir apresenta um resumo das estatísticas anuais de mortalidade infantil para crianças menores de 1 ano no Brasil desde o ano de 1997 - primeiro ano com estatística disponível no sistema DataSUS.
* Fernando Henrique - 1997 a 2002
  • Inicial:                  31,9 mortes/mil crianças
  • Final:                    24,9 mortes/mil crianças
  • Variação Total:   (-) 21,94%
  • Variação Anual:  (-)   4,83%
* Lula 2002 a 2010
  • Inicial:                      24,9 mortes/mil crianças
  • Final:                       19,88 mortes/mil crianças
  • Variação Total:   (-) 20,16
  • Variação Anual:  (-)   2,78
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Análise: Pode-se perceber uma queda anual consideravelmente mais acentuada na mortalidade infantil no governo Fernando Henrique que no governo Lula.
9- Taxa de pobreza
Fonte: Dados oficiais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
A taxa de extrema pobreza indica, segundo o IPEA, o 'percentual de pessoas na população total com renda domiciliar per capita inferior à linha de extrema pobreza (ou indigência, ou miséria). A linha de extrema pobreza aqui considerada é uma estimativa do valor de uma cesta de alimentos com o mínimo de calorias necessárias para suprir adequadamente uma pessoa.' Já a taxa de pobreza indica, também segundo o IPEA, o ' Percentual de pessoas na população total com renda domiciliar per capita inferior à linha de pobreza. A linha de pobreza aqui considerada é o dobro da linha de extrema pobreza.' A tabela a seguir resume estas informações para os últimos governos:
* Fernando Henrique
  • Taxa extrema Pobreza inicial: 20,27
  • Taxa extrema Pobreza final:   13,99
  • Queda total:                            6,28%
  • Variação:                         (-) 30,98% 
  • Taxa pobreza inicial:               42,98
  • Taxa pobreza final:                 34,4
  • Queda total :                            8,58
  • Variação:                         (-) 19,96%

* Lula
  • Taxa extrema pobreza inicial :   13,99
  • Taxa extrema pobreza final :       7,28
  • Queda total :                              6,71
  • Variação:                            (-) 47,96% 
  • Taxa pobreza inicial:                  34,4
  • Taxa pobreza final:                    21,42
  • Queda total :                             12,98
  • Variação:                             (-) 37,73%
Análise: A variação negativa nas taxas de pobreza e extrema pobreza - ou seja, a queda na proporção de pessoas vivendo em pobreza ou extrema pobreza - foi maior no governo Lula que no governo Fernando Henrique.
A variação absoluta total - indicador do número total de pessoas vivendo na pobreza ou extrema pobreza - foi, no entanto, próximo nos dois governos (principalmente no que se refere à extrema pobreza), mostrando que um número similar de pessoas saiu de uma situação de miséria ou pobreza nos dois governos.
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