Vejam o vídeo a seguir, que exibe uma reportagem do Jornal Nacional sobre o episódio da agressão sofrida por José Serra, ontem, no Rio Janeiro. Embora longo, dura cerca de 7 minutos, peço ao leitor a paciência de assisti-lo na íntegra. Ele nos mostra no que o Brasil está sendo transformado, e no que ainda poderá se transformar. Volto para comentar.
Vamos por partes. Não é a primeira, e acho que não será a última vez, que os pré-históricos do PT, tentam de forma truculenta, impedir que um candidato não alinhado ao seu terror, faça algo que é corriqueiro em qualquer país democrático, ou seja campanha política. Ontem, exibimos aqui, os lamentáveis episódios também protagonizados pelos petistas, contra o governador Mário Covas, em São Paulo, em uma greve de professores. E, naquela oportunidade, o senhor José Dirceu, não apenas não condenou a agressão ao governador, como ainda incitou mais violência ainda.
Isto é coisa, como se pode notar, de gente fascista, que não admitem que alguém tenha a “ousadia” democrática de lhes fazer oposição. Lembram do que noticiamos aqui sobre um evento no Ceará e que só não se transformou em pancadaria porque se estava à porta de uma Igreja?
Infelizmente, e quem acompanha eleições no Brasil há alguns anos, sabe ser comum o confronto armado pela militância petista, a sua tropa de choque , as suas SA nazistas como identifiquei aqui, que não conseguem conviver pacificamente numa democracia. Nutrem uma cultura de ódio contra tudo o que não combine com seu figurino e seu ideário.
Não é de hoje que acuso Lula da Silva de incitar a violência nesta campanha eleitoral. Aquilo que costumeiramente ele atribui a seus adversários é por estar em frente ao próprio espelho. Petistas nada tinha que tentar impedir a passagem da militância tucana que acompanhava José Serra. Se ali estavam, e o vídeo não deixa dúvidas quanto ao comportamento violento de seus militantes, é por que queriam cassar confusão além de restringir a liberdade de ir e vir da caminhada do candidato.
Mas falava do incitamento de Lula à violência. Em Santa Catarina, ainda no primeiro turno, em cima do palanque, num total desrespeito e falta de decoro ao cargo de Chefe da Nação que representa, pregou o “extermínio da oposição”. Nesta semana em Goiás, seu discurso foi de uma ferocidade jamais vista pela boca de um presidente que apenas finge ser democrático.
E, se coisa pior ainda não ocorreu nesta eleição, é fruto talvez da candidata governista ainda estar à frente das pesquisas eleitorais. Fosse o contrário, e certamente teríamos coisas muito piores a lamentar.
E, estarrecedor, foi a declaração de Lula, infeliz e pérfida, sobre o episódio. Ao invés de recomendar paz e ordem para sua militância, ao invés até de se desculpar com o adversário político pelo episódio, o que fez o senhor Lula? Tratou de acusar a vítima e acobertar a agressão. É inaceitável para qualquer Chefe da Nação, seja Lula ou seja quem for, posicionar-se desta forma reprovável. Sabe-se que uma jornalista recebeu uma pedrada que foi arremetida, com toda certeza não contra ela, mas contra Serra. Isto exime o chefe da Nação, a de que a pedrada atingiu outra pessoa que não o candidato, de agir com um mínimo de decência e civilidade?
E vou adiante: no dia em que coisa pior venha acontecer nesta campanha, apenas um, um somente será o culpado: LULA. Seus discursos de puro ódio são reprováveis até para quem esteja na oposição, quanto mais para um chefe de Estado que, por dever constitucional, tem a obrigação de governar para toda a sociedade, e não apenas para seu horda de bandoleiros.
Acho que tanto Serra quanto o PSDB não podem se esquivar de irem a justiça contra Lula, contra Dilma – que também embarcou na canoa furada do padrinho – e também do SBT e da Record que exibiram a farsa em seus telejornais, maculando a imagem do candidato tucano. Para estes, o mínimo dos mínimos, um direito de resposta. Da mesma forma, no programa da Dilma, Serra deve ter o direito de responder a acusação infame que lhe foi dirigida por Dilma Rousseff.
Quanto à Lula, bem aqui o buraco é mais em baixo ou mais em cima, como queiram. Qual foi o comportamento de Lula? Macular e ferir a honra de Serra. Bem, neste caso, e por não ser inimputável, o caso de Lula é com a Justiça Criminal. Não pode, mesmo ocupando a Presidência da República, se dirigir a alguém de forma covarde, infame e caluniosa como fez, e ainda mais calcado numa mentira como foi a reportagem do SBT. O mínimo que se espera de um governante, sejam ele quem for, é equilíbrio emocional. A declaração nem a conta de “levado pela emoção da campanha” que possa apelar, é admissível. Lula vestia a roupagem de Presidente, encontrava-se em uma solenidade oficial de governo, e deste modo, não lhe cabia, sem ter a total ciência dos fatos, ter se expressado da forma como fez. Injustificável, reprovável, condenável.
Volto a advertir o Poder Judiciário: ou alguém faz o presidente da república se dar conta de que há limites até para o presidente, ou a anarquia acabará tomando conta do país. E vença quem vencer no dia 31 de outubro, aconselho Lula procurar tratar-se. Esta verborragia toda que exala o fel amargo de seus discursos, é sintomático de uma pessoa perturbada psicologicamente. Isto não é normal. Alijado do poder, acostumado a viver 8 anos sendo paparicado por centenas de puxa-sacos, tendo toda a mordomia do mundo para viver nababescamente, conseguir o indivíduo Lula aceitar a nova situação que lhe será imposta, a de viver como um cidadão normal, poderá representar-lhe um forte choque de realidade capaz de deixá-lo ainda mais perturbado.
Portanto, que o PSDB busque a retratação a que tem direito, para servir como lição para Lula e para Dilma: ninguém pode agredir o estado de direito com a volúpia vil com que ambos se comportaram. O país merece mais respeito. As instituições merecem mais respeito. Os indivíduos merecem mais respeito, mesmo aqueles que versem ideologias políticas diferentes. A lei ainda não discrimina ninguém. E Lula não é dono do país para se colocar acima das instituições, da sociedade e do estado de direito democrático que deve vigorar entre nós. Por que deve ser assim? Porque isto é uma conquista da sociedade brasileira, o patrimônio que o estado de direito democrático representa, a ela pertence, é um direito natural de todos os brasileiros e brasileiras e não mera concessão do governante de plantão, a quem cabe por dever que o cargo lhe impõem, respeitar, conservar e até fortalecer. Não foi dado a Lula, como governante, o direito de jogar no lixo o patrimônio do povo brasileiro.