Adelson Elias Vasconcellos
A candidatura de Dilma foi atingida na reta final de campanha por duas informações que lhe custaram votos entre evangélicos e religiosos em geral.
A primeira, de que ela havia dito que nem Jesus Cristo impediria sua vitória no primeiro turno.
A segunda de que ela se dissera favorável à descriminalização do aborto.
Dilma negou as duas informações. Reuniu-se com pastores e padres católicos para desmenti-las. Afirmou que era cristã. Foi ao batizado do neto em Porto Alegre. Mandou que sua assessoria distribuísse fotos dela no batizado.
A primeira informação jamais foi provada. O mais provável é que seja falsa.
A segunda é verdadeira. Foi durante sabatina promovida pela Folha de S. Paulo em outubro de 2007 que Dilma disse ser a favor da descriminalização do aborto.
Dilma defende aborto em Sabatina da Folha de São Paulo
Durante sabatina realizada pela Folha de São Paulo em outubro de 2007, Dilma Rousseff defendeu a desciminalização do aborto.
Dilma e a legalização do aborto.
Bem, fica claro que Dilma mente ao país sobre o Aborto. Ela compreende que se trata de um ato de violência mas, segundo ela própria diz, se trata de questão de saúde pública mais do que uma questão de foro íntimo. Em primeiro lugar, a escolha não é governamental, é individual. Ninguém se submete ao aborto apenas por ser obrigada. Só se dispõe a fazê-lo quem assim quer, portanto, a decisão é de foro íntimo, sim. Quanto ao fato de dar assistência médica para as mulheres que praticam o aborto na rede pública, isto nem é preciso regular. Isto já ocorre no país inteiro. Nenhum hospital ou médico credenciado ao SUS nega atendimento às mulheres que praticaram aborto e tiveram consequências que colocam sua vida em risco.
Minha posição sempre foi e será de ser contrário ao ABORTO. Nada justifica negar a vida a quem quer que seja, e neste ponto, estou plenamente de acordo com os postulados da Igreja Católica. Há o aborto assistido que a legislação brasileira prevê e, afora estes, trata-se de um crime contra quem não pode se defender.
Minha posição sempre foi e será de ser contrário ao ABORTO. Nada justifica negar a vida a quem quer que seja, e neste ponto, estou plenamente de acordo com os postulados da Igreja Católica. Há o aborto assistido que a legislação brasileira prevê e, afora estes, trata-se de um crime contra quem não pode se defender.
O que entendo que falta ao país, neste como em tantos outros casos, é EDUCAÇÃO. Mas não esta educação chulé que vemos grassando por aí. Mas EDUCAÇÃO de verdade, de orientação e informação, como também falta, a meu ver, mais sentimento religioso – e de todas as religiões - para que as pessoas sejam orientadas sobre os reais valores da nossa civilização. Não aceito esta teoria vagabunda do tal estado laico, porque isto é uma balela que os anarquistas tentam vender à sociedade como forma de desagregá-la e impor uma vida social sem limites, onde ninguém respeita o espaço de ninguém.
Não existe liberdade absoluta. Cada um deve viver em sintonia com seu semelhante, porque se assim não fosse, as sociedades modernas não subsistiriam ao baguncismo.
O que torna o homem moderno diferente de seus ancestrais é justamente este comportamento sincronizado onde as regras do bom convívio são permanentes e em mesmas doses para todo mundo. Educar as pessoas sob tal prisma não é submetê-las aos dogmas desta ou daquela religião, e sim educação para viver harmonicamente em sociedade. Em outras palavraes, significa educar as pessoas para serem CIVILIZADAS.
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É sob tal perspectiva que entendo que o aborto, assim como tantas aberrações do passado, deve ser discutido em termos de se educar as pessoas a adotarem comportamentos que evitem uma gravidez indesejada, seja pela própria idade da pessoa seja pelas condições econômicas insuficientes para assumirem maternidade ou paternidade sem estarem aptas a isto. Por exemplo, falar-se hoje de duelo, pratica usual na Idade Média, é um absurdo hoje.
Portanto, capacitar as pessoas de informações que as tornem pessoas melhores é o melhor caminho para evitar a que elas se submetam a prática de um crime primitivo de eliminarem uma vida para seu bem estar social. Quem admite o aborto como uma prática não criminosa, o faz por absoluta ignorância e estupidez. Imagine alguém defendendo o aborto, imaginando ela própria privada da vida dentro ainda do ventre materno? Ficará satisfeita em se imaginar sendo expulso do ventre materno, sem possibilidade de defender-se, lhe sendo negado o direito à vida? Fica fácil - e cretino - defender a tese do ABORTO para os outros, enquanto se tem vida. Como pode alguém usufruir de um direito natural, e negá-lo a outros?
Vejam: declaro a minha posição hoje, como o fiz ontem e o farei amanhã, independente de quem defenda opinião em contrário. E isto é ter caráter.
Dilma comete, dentre tantas outras barbaridades, duas graves mentiras: sobre sua posição em relação ao Aborto e, como vimos em post abaixo, sobre a festa antecipada de uma vitória sobre uma batalha que sequer começou. E isto evidencia falta de caráter.
Inadmissível é a pessoa ter discursos diferentes sobre um mesmo tema apenas por conveniência. E precisamente este é o caso de Dilma Rousseff, a exemplo de Lula. A depender do público que a ouve, ela defende ideias e conceitos de ocasião. Mas o fato derradeiro é que ela mente ao país, porque conforme o filme acima demonstrou, ela defende a descriminalização do aborto. Portanto, não são seus adversários que mentem sobre o que ela diz ou disse: é ela própria.
Sem dúvida, trata-se do pior perfil que alguém pode apresentar com a pretensão de governar o país. E é por este perfil que tomará decisões que terão influência direta na vida de 195 milhões de brasileiros. Seria conveniente o eleitor pensar muito bem a respeito.
Dilma diz que a pior parte da campanha foram as "mentiras sorrateiras". É possível perceber, pelos vídeos acima, da parte de quem partiram as mentiras sorrateiras. E quem as pratica antes de eleita, imagine-se do que não seja capaz depois de empossada.
Dilma diz que a pior parte da campanha foram as "mentiras sorrateiras". É possível perceber, pelos vídeos acima, da parte de quem partiram as mentiras sorrateiras. E quem as pratica antes de eleita, imagine-se do que não seja capaz depois de empossada.