O regime iraniano batalhou, batalhou, e já possui sua primeira usina atômica em funcionamento.
O ditador Ahmadinejad
Apesar do tema literalmente explosivo, a mídia praticamente não deu destaque ao assunto. Mas aqui no blog achamos importante registrar. Ocorreu dias atrás. Estavam presentes Sergei Kirilyenko, presidente da indústria nuclear estatal russa Rosatom, e o presidente da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, quando as pastilhas de combustível radioativo foram colocadas no local apropriado das instalações.
Enquanto o presidente Lula delira sobre abrandar o apetite militarista da ditadura do presidente Mahmud Ahmadinejad com sua diplomacia de dar caneladas nos Estados Unidos, finalmente começou a funcionar a primeira usina geradora de energia elétrica — e também de resíduos de destinação perigosa – do Irã.
A AJUDA DOS RUSSOS — Ainda sob o governo do deposto e hoje execrado xá Mohammed Reza Pahlevi (1941-1979), em 1975, o projeto e a construção da usina estiveram a cargo da empresa alemã Siemens, mas um calote aplicado pelo novo regime dos turbantes paralisou as obras.
Além do mais, elas sofreram sucessivos bombardeios do Iraque durante a guerra entre os dois países (1980-1988).
Os aiatolás de Teerã voltaram-se, anos mais tarde, para os russos, que mantiveram o andamento da obra em fogo brando como forma de manter sua influência para o regime xiita, sequioso de ter a usina.
A usina se chama Bushehr.
Que não se perca pelo nome.
