Adelson Elias Vasconcellos
O recado hoje é bem curtinho. O Ministério Público Federal, no Espírito Santo, ingressou com pedido à Justiça, para que mande às favas a exigência do MEC de se proibir os alunos de portarem relógios, lápis, borracha, apontadores ou lapiseiras, para a realização dos exames do ENEM.
Tais exigências absurdas até o momento não foram justificadas. Ninguém até agora provou à sociedade de que forma tais “artefatos” podem contribuir para a quebra da segurança durante a realização das provas.
Que a Justiça ponha um ponto final nesta aberração, e faça o MEC ver que chifres em cabeça de cavalo não contribui em nada, nem para a tal segurança, tampouco para evitar que os alunos se utilizem de meios ilícitos para a realização dos exames.
Aliás, a forma como os exames estão sendo feito, em breve, precisarão ser revistos. Não é o melhor caminho para servir de avaliação, que deve aferir conhecimentos, não se transformar em corrida de obstáculos e sessão de tortura. Os alunos não podem ser penalizados pela má organização dos exames em 2009, quando o MEC não soube garantir a devida segurança.
A pressa em querer ver o sistema implantado de uma vez, se demonstrou como péssima conselheira. E, é justamente em nome da pressa, que excelentes soluções acabam deturpadas e jogadas no lixo.