Demétrio Weber – O Globo
Ao defender ontem a Teoria de Resposta ao Item (TRI), metodologia adotada pelo Enem em 2009 e que permite a aplicação de provas distintas com o mesmo grau de dificuldade, o ministro admitiu que já houve quebra de isonomia em edições anteriores do exame.
Ele lembrou que, até 2008, as notas de diferentes edições do Enem não eram comparáveis. E que todas as edições do exame tiveram falhas pontuais, obrigando o ministério a refazer a prova para pequenos grupos.
Desde 2004, o Enem seleciona bolsistas do ProUni, o que envolve recursos públicos, segundo declarou o ministro.
Ele afirmou que, se algum candidato tivesse recorrido ao Judiciário, alegando quebra de isonomia, o MEC não teria o que fazer. A situação hoje é diferente por causa da TRI que, segundo especialistas, garante a comparabilidade de resultados.
— O Enem era reaplicado e as provas não eram comparáveis entre si, sem que ninguém, àquela altura, reivindicasse a realização de um exame para todas as pessoas atingidas ou não atingidas pelo problema localizado — disse Haddad, em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara. — Se alguém arguisse que aquilo feria o princípio da isonomia, nós não teríamos argumento.