Ricardo Setti, Veja online
30 pessoas mortas, veículos incendiados, arrastões: Lula silenciou sobre a baderna criminosa no Rio de Janeiro durante cinco longos dias
O presidente Lula passou os últimos 8 anos fazendo pelo menos um discurso por dia.
Ele falou e fala sobre todos os assuntos que lhe vêm à cabeça, entenda o não do riscado.
Pois bem, o Rio de Janeiro, segunda maior cidade e cartão postal do Brasil, está imerso numa onda de baderna criminosa desde domingo.
E o presidente, até agora há pouco, não havia dito uma só palavra sobre o assunto. Nem mesmo aos “blogueiros progressistas” que o entrevistaram na quarta, 25. Aliás, nenhum deles perguntou nada ao presidente sobre o assunto.
Hoje, em Ribeirão Preto (SP), a uma segura distância dos acontecimentos, o presidente contou que tem conversado com o governador Sérgio Cabral e que o governo federal fará “o necessário” para que “as pessoas de bem derrotem aqueles que querem viver na marginalidade”.
Depois de quatro dias em silêncio e de lançar essas palavras ao vento — onde estão os discursos candentes, onde está a determinação férrea de combater os criminosos? — Lula continua devendo aos cariocas, se não uma visita de solidariedade, pelo menos uma palavrinha de alento.
Poderia ser, por exemplo, um discurso assegurando aos cariocas e ao mundo que o Rio está, sim, em perfeitas condições de segurança para a Copa do Mundo de 2014.
