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Técnica transforma gordura branca em marrom e acelera a perda de peso
(Stockbyte/Thinkstock)
Pesquisadores do Joslin Diabetes Center, um instituto não-lucrativo vinculado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, conseguiram fazer com que células gordurosas brancas de ratos se transformassem em células marrons. A descoberta pode ajudar no controle da epidemia de obesidade no futuro.
Quando engorda, o corpo humano acumula, um tipo específico (e predominante) de tecido gorduroso: as células de gordura branca. Mas há ainda um outro tipo de célula gordurosa que, além de ser minoria, tem efeito oposto e até mesmo benéfico ao organismo. São as células de gordura marrom. Capazes de queimar energia, elas ajudam a pessoa a emagrecer, em vez de irem apenas se alojando no organismo como fazem as brancas.
“Essa descoberta abre novos caminhos para o desenvolvimento de moléculas progenitoras que se desenvolvem em células gordurosas marrons maduras”, diz Yu-Hua Tseng, líder da pesquisa publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences desta semana. Segundo Yu-Hua, grande parte dessas células progenitoras estão localizadas na região subcutânea do tecido de gordura branca. Assim, como é relativamente fácil retirar o material desse local subcutâneo, as chances de se obter uma fonte segura e acessível do material para pesquisas e possíveis tratamentos são grandes.
Método -
Quando expostos à proteína BMP-7 – substância chave no desenvolvimento da gordura marrom -, o tecido gorduroso e os músculos esqueléticos dos ratos estudados em laboratório começaram a exibir todos as funções características das células gordurosas marrons. Além disso, as taxas de diferenciação dessas células foram ainda maiores quando expostas também à droga rosiglitazone, usada no tratamento do diabetes.
“Considerando que a obesidade é o maior fator de risco para o diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outras doenças metabólicas, encontrar novas maneiras de reduzir o peso é essencial”, diz Yu-Hua. A pesquisadora não descarta, no entanto, a necessidade dos exercícios físicos rotineiros e de uma alimentação saudável no dia a dia de qualquer indivíduo. “Mas, para aquelas pessoas que são geneticamente predispostas à obesidade, há uma necessidade urgente de se desenvolver novas maneiras de intervenção para uma redução de peso mais segura e efetiva”, diz.
