Redação Época
Catástrofes provocadas pela negligência humana, vexames internacionais e dinheiro público mal gasto: males antigos que se repetem
O primeiro dia do ano foi o último para as 53 pessoas que morreram nos deslizamentos de terra que soterraram casas e hotéis na virada do ano. A maior parte das edificações estava em áreas de risco.
2. Falhas no Enem
Falhas de impressão na folha de resposta de cerca de 21 mil provas tumultuaram o exame. Houve protestos por todo o país e quem foi prejudicado pôde refazer o teste. O tema da redação também vazou.
Atrasos e cancelamentos de voos acima de 10% levaram a Anac a suspender a venda de passagens das empresas aéreas TAM, Gol e Webjet. Falta de funcionários e chuvas foram os motivos alegados para os problemas.
Em abril, 47 pessoas morreram no deslizamento de uma favela em Niterói, Rio de Janeiro, construída em cima de um lixão desativado. Os riscos eram conhecidos havia anos.
5. Reféns no Intercontinental
Depois de trocar tiros com policiais, bandidos em fuga invadiram um hotel de luxo na Zona Sul carioca e fizeram 35 reféns. Nenhum turista morreu, mas as imagens correram o mundo.
6. Vacina antirrábica estragada
A campanha de vacinação contra a raiva foi suspensa em outubro, depois de vários animais sofrerem reações colaterais. Alguns deles morreram. O prejuízo foi de R$ 23 milhões.
7. Nosso ensino vai mal
Os resultados da avaliação internacional revelaram que os estudantes brasileiros de 15 anos têm dificuldades de compreensão de textos simples. Em um ranking de 65 países, o Brasil ocupou a 53ª posição.
8. Um aliado do Irã nuclear
O Brasil foi na contramão dos países civilizados e se absteve na votação da ONU que aprovou sanções contra o programa nuclear de Mahmoud Ahmadinejad.
9. Fracasso em Honduras
Porfirio Lobo assumiu a Presidência hondurenha, pondo fim a uma crise iniciada em 2009, com a deposição de Manuel Zelaya. O Brasil, aliado de Zelaya, teve de engolir o desfecho.
10. Atraso nas obras da Copa
Os projetos de alguns estádios nem saíram do papel. Obras de infraestrutura estão atrasadas. “Talvez tenhamos de tocar o sino no Brasil para dizer que a Copa é em três anos e meio”, disse Joseph Blatter, presidente da Fifa.

