quarta-feira, janeiro 05, 2011

Segundo estudo, desistir da tecnologia é como largar drogas

Jornal do Brasil

Um estudo feito com estudantes de 12 universidades ao redor do mundo revelou que os efeitos da não-utilização da tecnologia são semelhantes às síndromes de privação de drogas. Estes efeitos passaram a ser chamados de "Information Deprivation Disorder", ou Distúrbio de Privação de Informação.

A pesquisa foi liderada pelo ICMPA (International Center for Media and Public Agenda) da Universidade de Maryland, com a participação de pesquisadores da Salzburg Global Seminar, dos Estados Unidos. O experimento foi chamado de "Unplugged" e foi uma continuação de um outro estudo, finalizado no primeiro semestre de 2010, chamado Without Media (Sem Mídia, em inglês), segundo o site da Academia Salzburg na época do lançamento, em outubro do ano passado.

Para participar do estudo, os universitários tiveram que ficar 24 horas sem utilizar nenhum tipo de mídia. Além de ficar sem os gadgets, os voluntários tiveram que anotar o que sentiram e pensaram durante esse período.

De acordo com os pesquisadores, a televisão foi o gadget mais fácil de abandonar, e o celular, o mais difícil.

Um participante conta que poder se comunicar constantemente com seus amigos lhe dá uma sensação de conforto e que, durante o período em que não pode utilizar as ferramentas tecnológicas de comunicação, ele se sentiu sozinho, conta o site TG Daily.

O pesquisador Roman Gerodimos contou ao site do jornal Telegraph que foram encontrados não apenas sintomas psicológicos, mas físicos. A maioria dos participantes teve sintomas como aqueles relacionados a dietas e abstinência de drogas.

Mesmo com todas as redes sociais atuais, como Twitter e Facebook, os pesquisadores afirmam que o que mais fez falta para os participantes do estudo foi a música. Muitos classificaram o silêncio como desconfortável e estranho, mas que começaram a prestar mais atenção em outros sons.

Com o avanço dos estudos, os cientistas esperam entender melhor os efeitos das novas tecnologias no homem e desenvolver métodos de lidar com isso.