segunda-feira, março 07, 2011

Como em 2012 tem eleição, é em 2011 que o governo protege seus “eleitores”

Adelson Elias Vasconcellos.

Para quem trabalha sério, o governo federal deu uma banana com o reajuste mínimo do salário mínimo. E de quebra, ainda vai tungar-lhe mais um pouco com o reajuste menor da tabela do imposto de renda na fonte. Já para quem não trabalha, o reajuste de até 45% é um espanto para quem ainda acredita que este governo tem um projeto sério de país. Aumento do Bolsa Família nesta grandeza, não é apenas para perenizar ainda mais a pobreza brasileira, como também, é um incentivo a mais para quem não quer trabalhar e pensa em viver às custas da sociedade.

Já mostramos aqui, em diferentes artigos e sob diversos ângulos, que o problema do Bolsa Família não está no valor baixo ou alto do benefício, e sim, na falta de portas de saída que o programa tem se caracterizado desde que Lula, em 2003, o rebatizou.

Dilma Presidente, no discurso em que anunciou o reajuste, mentiu descaradamente ao afirmar que o Bolsa Família é obra do governo lula. UMA OVA! Tanto a estabilidade econômica com seus primados, tais como câmbio flutuante, metas de inflação, superávit primário e equilíbrio fiscal pleno fruto das privatizações e da Lei de Responsabilidade Fiscal, quanto os programas sociais que universalizaram o ensino básico, criando obrigações quanto a frequência escolar e vacinação, como também a que reduziu drasticamente a mortalidade infantil e o trabalho escravo infantil são obras de FHC, não de Lula. Este fez apenas a mercantilização dos programas sociais transformando-os em programas eleitoreiros sem finalidade social nenhuma.

Portanto, elevar o valor dos benefícios sem cobrar-lhes nenhuma contrapartida e sem criar as condições necessárias para que seus milhões de dependentes possam libertar-se da tutela do Estado, é apenas uma tentativa de dar resposta positiva, mas com viés maléfico, para a decepção causada pelas negociações com o reajuste do salário mínimo.

E que fique claro: nenhuma das condicionantes que produzem resultados danosos sobre os beneficiários do Bolsa Família foi removida ou resolvida. O Governo Dilma Presidente apenas tratou de garantir o curral eleitoral que a conduziu à presidência para as eleições municipais em 2012.

Quando a Cultura  troca um “çábio” por outro
E a ministra da Cultura, Ana Hollanda, anunciou que a Casa Rui Barbosa não terá mais o desprazer de ser comandada por Emir Sader. Taí uma perda a ser comemorada: a Cultura brasileira só tem a ganhar com picaretas como Sader mantidos à distância.

Por que Lula não lhe arranja uma boquinha no instituto que pretende montar? Seria a fome com a vontade de comer unindo forças em prol da ignorância!!!!

Emir Sader é aquele indivíduo que mantém uma certa dificuldade com o vocabulário e a gramática. Mas, mais do que sua semialfabetização, o que lhe deprecia mais é sua capacidade mental de torcer pelo pior. Quer ser o intérprete do lulo-petismo, a ideologia que apoia gente da estampa tipo Sarney, Renan, Collor, Paulo Duque e Wellington Salgado. Quer ser o divulgador e defensor da ideologia que não se revoltou com os descalabros do mensalão. Que se diz amigo dos tiranos do planeta, espalhados pela África, Oriente Médio, Ásia e América Latina. A ideologia que se cala diante dos assassinatos políticos aqui bem perto, Cuba dos tiranos Raul e Fidel, ou de alhures, do estimado Ahmadinejad, no Irã.

A cultura brasileira, com a distância de gente do tipo que Sader representa, escaparia de ser guilhotinada pela ignorância imbecil do atraso, não fosse...

...não fosse o fato de que o “substituto”, apesar de “intelectual”, professa a mesma cartilha retrógrada. Wanderley e Sader em comum nutrem ferrenho ódio à liberdade de imprensa. Isto dá bem o tom do aparelhamento cretino pela qual passam as instituições brasileiras.

O que explica juros tão altos no Brasil?
O Banco Central elevou um pouco mais os juros internos. Na base da justificativa está a força de uma inflação que chegou forte e teima em não arredar o pé. Ao Banco Central não restou outra alternativa. Só que o Brasil não é uma ilha: nossa política econômica, guardada as devidas proporções, segue a cartilha econômica de grande parte das nações mundo afora. Assim, por conta do que os juros no Brasil são tão mais altos do que no resto do mundo? Por que o segundo colocado neste ranking macabro tem taxa inferior a 50% da praticada no país? Hoje, chegamos a 11,75%, com previsão de ultrapassar, ainda em 2011, a barreira dos 12%.

A média mundial está abaixo dos 4%. Ora, se o país vivia estabilidade econômica, com inflação sob controle e contas públicas equilibradas, por que a taxa brasileira não caiu quando poderia tê-lo feito e em maior velocidade?

A explicação é uma só: o excesso injustificável de gastos do governo central. Despesas que, registre-se, tem uma imensa base de gastos de pura ostentação, inúteis, dispensáveis, sem nenhum benefício direto ou indireto para a população. Assim, cai por terra a bazófia cantada em verso e prosa tanto por Lula e Dilma durante oito anos e agora apenas por Dilma Presidente, do Brasil nuncadantez...

Lula, ajudado por Dilma em muitas decisões, foi um moleque irresponsável. Apenas aproveitou-se dos louros advindos do governo anterior a quem satanizou, mas cuja herança benéfica lhe proporcionou criar o falso mito do pai da pátria.

Não apenas deveria ter reconhecido a herança bendita que lhe foi deixada por FHC, mas deveria ter aprofundado as reformas de que o país ainda precisa para consolidar seu crescimento e lhe dar a sustentabilidade necessária. Contudo, ao longo dos dois mandatos, principalmente nos dois últimos anãos, Lula mandou ver na elevação das despesas do governo. Mandou ver no incentivo ao consumo. E esqueceu das reformas. Ora, sem corte de despesas do Estado, não se cria espaço para redução de juros, já que é o próprio Estado quem precisa ir ao mercado vender seus títulos – aumentando sua dívida – para repor o equilíbrio de seu caixa.

Só que o que se vê no governo Dilma, é um anúncio de corte, e na hora de se especificar onde a tesoura vai ser aplicada, os cortes do próprio Estado nem são tanto assim. Dizer, por exemplo, que não mexerá em programas sociais, mas corta, de um lado, 5,1 bilhões do Minha Casa, Minha Vida, mas aumenta em 45% os benefícios do Bolsa Caça Votos, convenhamos, é contradizer-se na verdadeira intenção de buscar o equilíbrio das contas públicas.

Já fizemos, também, um cálculo onde, sem corte nos investimentos, jamais se atingirá a meta dos 50 bilhões de redução. Até porque,m conforme demonstramos em artigos anteriores, este total não é suficiente para repor o equilíbrio fiscal mandado às favas pela dupla Lula-Dilma. E não temos mais o morto da economia mundial para empurrar o nosso barco. Há oportunidades sim, mas para aproveitá-las creio ter perdido o tempo necessário para fazer a lição de casa. Agora é hora de pagar a fatura e, como sempre, conforme se viu na palhaçada chamada negociação do salário mínimo e reajuste da tabela de imposto de renda na fonte, a conta, novamente, está sendo empurrado para quem nada tem a ver com as culpas das irresponsabilidades cometidas. Será que um dia vai mudar?

A Câmara, as comissões e os palhaços
Vendo as figuras que estão sendo escolhidas para as comissões permanentes da Câmara, não é de se surpreender que um palhaço componha a de educação. Neste verdadeiro circo que o Congresso se tornou, nada mais representativo do que um palhaço semianalfabeto presidindo uma comissão de educação. Só que o palhaços verdadeiros somos nós que, além de pagar a conta alta que esta turma nos empurra, fomos nós quem os colocamos onde hoje se encontram. De fato, a verdadeira revolução do Brasil do futuro, é investir prioritariamente em educação. Com um palhaço, fica claro onde esta prioridade está sendo colocada: num circo. O pior é que não é piada nenhuma: é tragédia mesmo.