Adelson Elias Vasconcellos
O país comemorou nesta semana a divulgação de estudo do Ministério da Saúde mostrando que caiu a quantidade de fumantes entre os homens e permaneceu estável entre as mulheres. Infelizmente, o estudo também revelou, em contrapartida, que estamos nos alimentando mal e nos entregando ao sedentarismo. Mas a luta contra o tabagismo tem prosperado e, a continuar nesta marcha, um dia nos livraremos deste mal.
Contudo, ao mesmo tempo em que o Ministério da Saúde, junto com as Secretarias estaduais de Saúde, intensificam a luta contra o tabagismo e se inicia na sociedade um debate sério sobre os efeitos danosos do álcool, cujo consumo tem aumentado muito nos últimos, e ataca os jovens em idades cada vez menores, há um grupo de rematados irresponsáveis e cafajestes que, a qualquer custo, querem levar adiante sua campanha em prol das drogas hoje ilícitas, sendo a maconha vista por este grupo como a “erva do bem”.
Olha, neste último ano, devemos ter publicado cerca de dez artigos revelando os resultados danosos ao indivíduo provocados pelo uso da maconha, mesmo que de forma esporádica. A lista das drogas ilícitas nas quais se incluem, atualmente, a maconha, conforme revelou reportagem do jornal O Globo (ver abaixo), ganhou nova companhia, o oxi, subproduto da cocaína. E TODAS, maconha também, destroem numa rapidez impressionante a integridade do indivíduo. E o pior; os danos são irreversíveis. Mesmo que a pessoa consiga livrar-se do vício antes que este o consuma literalmente, o estrago que as drogas produzem no seu cérebro, por exemplo, serão definitivas.
Na semana passada, parte deste grupo de malucos que, muito provavelmente, não conhecem a degradação que as drogas produzem na sociedade, na família, comemoraram o debate aberto dentro do congresso por lideres petistas.
Olha, é bom o país manter-se alerta ou estes doidos ainda vão conseguir liberar o consumo de drogas no Brasil. Já nos basta as drogas que infestam o próprio Congresso e o injustificado gasto que representam para as contas publicas: não precisamos que eles agora queiram levar a sociedade à sua condição mais estúpida, mais animalesca, mais bárbara apenas para poderem saciar, livremente, os prazeres das suas cheiradinhas.
Droga, seja do tipo leve ou não, nada tem de barato. O país deve intensificar o combate ao tráfico, principalmente, as portas de entradas delas no país, que são nossas fronteiras, já que nenhuma é produzida aqui dentro. Por mais que nos custe, esta é uma tarefa da qual não podemos abrir mão. Porém, este discurso canalha em favor de sua liberação, é apenas a forma fantasiosa e vigarista de um governo que é incompetente na sua missão de combate ao tráfico e vê nesta liberação uma forma de se livrar de uma obrigação que a sociedade lhe cobra e que ele não consegue e não tem interesse em cumprir. Mas o Brasil não é propriedade de um partido, e a sociedade, por diferentes estudos e pesquisas, já demonstrou ser contrária a liberação não apenas de drogas, mas também do aborto, que o governo petista insiste em tentar impor à revelia da própria sociedade que deveria representar e respeitar.
Um deputado petista, Paulo Teixeira (SP), líder do partido na Câmara, defende a criação de “cooperativas para o plantio” de maconha. O líder do Senado, Humberto Costa (PE), considera o debate bem-vindo; o do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), diz discordar, mas também avalia que a discussão é pertinente… Pergunta: o debate é bom prá quem, cara pálida? Só um bando ganha às custas desta desgraça que querem nos empurrar goela abaixo: o crime organizado, que entrará livremente nos lares dos brasileiros sem que tenhamos lhe dado autorização para tanto. E, claro, os petistas, pois terão aumentado sua cota clientelista no eleitorado...
Aliás, para um governo que tem a pretensão de “proibir” a publicidade de biscoitos, masa mantém liberada a de bebidas alcoólicas, e fala em descriminalização de drogas, convenhamos, vai muito além apenas de contradição... Assim, torna-se legítima a suspeita de que alguém no governo quer continuar consumindo livremente certas porcarias ilegais, sem medo de ser enquadrado criminalmente!!!
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Derivado de cocaína e mais letal que o crack, oxi destrói jovens e crianças no Acre
Carolina Benevides, O Globol
RIO BRANCO - As ruas de Rio Branco são hoje um retrato da degradação provocada por uma nova droga, mais letal do que o crack, que está se espalhando pelo Brasil: o oxi, um subproduto da cocaína. A droga chegou ao país pelo Acre. Na capital, ao redor do Rio Acre, perto de prédios públicos, no Centro da cidade, nas periferias e em bairros de classe média alta, viciados em oxi perambulam pelas ruas e afirmam: "Não tem bairro onde não se encontre a pedra".
O oxi, abreviação de oxidado, é uma mistura de base livre de cocaína, querosene - ou gasolina, diesel e até solução de bateria -, cal e permanganato de potássio. Como o crack, o oxi é uma pedra, só que branca, e é fumado num cachimbo. A diferença é que é mais barato e mata mais rápido.
A pedra tem 80% de cocaína, enquanto o crack não passa de 40%. O oxi veio da Bolívia e do Peru e entrou no país pelo Acre, a partir dos municípios de Brasiléia e Epitaciolândia. Hoje está em todos os estados da Região Norte, em Goiânia e em Mato Grosso do Sul, no Distrito Federal, em alguns estados do Nordeste e acaba de chegar a São Paulo. No Rio, os primeiros relatos de que a pedra pode ser encontrada na capital também já começaram a aparecer. Mas a polícia ainda não registrou apreensões.
Estado que faz fronteira com o Peru e a Bolívia - os maiores produtores de cocaína do mundo - e ainda próximo à Colômbia, o Acre há tempos virou rota do tráfico internacional. De uns anos para cá, a facilidade com que a base livre de cocaína cruza as fronteiras fez com que o oxi tomasse conta da capital e de pequenos municípios. A pedra age rápido: viciados dizem que não leva 20 segundos para sentir um "barato" e que em cinco minutos a pessoa já está com vontade de usar de novo. Fumado, geralmente em latas de bebida ou em cachimbos como os que servem para o crack, o oxi tem potencial para viciar logo na primeira vez e é uma droga barata: é vendida em média por R$ 5 e até R$ 2.
- Quando a Bolívia se tornou produtora, o preço caiu e a cocaína se difundiu no Acre. A realidade é que o oxi é barato, está espalhado por Rio Branco e tem potencial para se espalhar por todo o Brasil, já que a base livre de cocaína está em todos os estados do país e já foi apreendida em todos os lugares. O oxi não precisa de laboratório para ser produzido, e isso facilita a expansão - diz Maurício Moscardi, delegado da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal no Acre, que em 2010 apreendeu no estado quase 300 quilos de base livre de cocaína.