Adelson Elias Vasconcellos
Este pega prá capar contra a atual e ainda ministra da Cultura, Ana Hollanda, que sabemos ser movida pelo PT, se diz que o objetivo é poder controlar a bufunfa que chega de bandeja aquele ministério. O PT do governo Dilma, como bem dizia e alertava José Dirceu numa palestra a sindicalistas baianos no ano passado, é um partido que não vai se contentar com pouco, não vai admitir dividir o poder, apesar do arco imenso de alianças políticas que compõem a base governista.
Mas não é apenas fome e sede de poder, além da ganância pela verba de que dispõem a cultura. É tudo isso e um pouco mais. É a possibilidade de, juntamente com o Ministério da Educação, poderem cegar o pensamento crítico da nação e impor sua ideologia picareta e retrógada. Imaginam que, pelo lado da formação das novas gerações, devidamente “forjadas” pelo pensamento cretino que tanto amam, conseguiram sustentar seu projeto de poder por longas décadas. Ou seja, querem enfiar seu saco de mentiras goela abaixo como se fossem verdades incontestáveis.
Nada de abertura cultural, nada de estudar o outro lado. O debate que tentam impor é na base a “nossa verdade” não pode ser contestada. E ponto final.
Silenciam – ou tentam ao menos – as vozes contrárias, o pensamento sensato, e de forma alguma sequer admitem como alternativa ao debate, haver a mínima possibilidade que haja voz discordante ou contrária a sua ideologia de boteco.
Assim, quando se vê esta briga de foice prá cima da ministra Ana Hollanda, na tentativa de derrubá-la a qualquer preço, não é para meter a mão no orçamento do ministério, porque, a bem da verdade, existem outros ministérios bem mais milionários e, por conseguinte, bem mais apetitosos e atraentes. O que ali se pretende é unir educação e cultura debaixo do mesmo porrete de mistificação para imporem uma espécie de total alienação às novas gerações que irão beber numa única fonte seu desejo de saber: a fonte cafajeste das mentiras da ideologia porca e vigarista das esquerdas. O resto é papo furado ou fumaceira para esconder as reais e ruinosas intenções.
Claro, não é apenas unir a cultura ao seu projeto de poder que move o partido: há a questão financeira envolvendo “direitos autorais”.
A única coisa que certamente que não se pode incluir na lista de fritura da atual ministra Cultura, Ana Hollanda, são razões decentes, honestas, com o propósito específico de se conduzir o ministério voltado ao interesse do país e de seu povo. Esta é a única certeza que fica.
(Postado originalmente em 12.05.2011)