Adelson Elias Vasconcellos
Entre 65 países participantes, o Brasil ficou em 63º no último exame de Avaliação internacional de alunos com escolaridade de nível médio.
Vimos aqui que, No Ensino Médio, o total de estudantes que atingiu o nível pleno de alfabetismo caiu de 49% para 35%. No Ensino Superior, a queda foi de 76% para 62%. Portanto, apenas 35% das pessoas com ensino médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas e 38% dos brasileiros com formação superior têm nível insuficiente em leitura e escrita. É o que apontam os resultados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro e a organização não governamental Ação Educativa.
O Brasil está completando dez anos de petismo no poder. É tempo prá burro, e suficiente para comprovar para comprovar a falência de métodos que o partido tem tentado impor na educação dos brasileiros.
Como Educação é a porta de entrada para o mundo desenvolvido, fica claro que o PT tem representado que a distância para atravessarmos esta porta está se distanciando cada vez mais. Ora, não seria a educação a prioridade de qualquer governo? Se assim é, então o governo petista está completamente reprovado.
Mas não é apenas nesta questão estratégica que queremos demonstrar que o petismo está afundando o país.
Vamos examinar também o campo da segurança. Querem ver? Reparem nestes dados: Isoladamente, homicídios de crianças e adolescentes foram responsáveis por 22,5% das mortes dentre a faixa etária no país naquele ano, aponta o levantamento.
A comparação aponta que as mortes cresceram ainda mais na última década. Enquanto que, em 2000, a taxa de assassinatos dentre as crianças chegava a 11,9 por mil pessoas entre 1 e 19 anos, em 2010 a taxa chegou a 13,8. Segundo o censo do IBGE daquele ano, crianças e adolescentes representavam 31,3% da população.
Entre os estados, Alagoas e Espírito Santo lideram em 2010 a taxa de assassinatos de jovens: 34,8 e 33,8 para cada 100 mil, respectivamente. Já São Paulo e Piauí são os que melhor protegem suas crianças e adolescentes dos crimes, com taxas de 5,4 e 3,6 pro 100 mil, respectivamente, apontam os números.
Em comparação com o ano 2000, porém, Bahia e Pará foram os estados que apresentaram maior crescimento da taxa de assassinatos em 2010, com aumento de 576,7% e 351,3%, respectivamente. Segundo 'Mapa da Violência', média anual de mortes do país supera a de mortes violentas em guerras como da Chechênia e Iraque.
Na educação, crianças e adolescentes estão recebendo uma qualidade inferior, na segurança, a violência com elas e sobre elas tem crescido estupidamente com o PT no poder. O Brasil atingiu a incrível marca em ser o país com o quarto maior índice de morte de jovens no mundo. Sem dúvida, trata-se de uma conquista do nuncadantez!!!!!
Observem que os dados não se baseiam em espaços de tempo específicos. São estatísticas de evolução histórica na última década, o que representa uma tendência, Dissemos em outro post, que as crianças e adolescentes brasileiros já tem, hoje, seu futuro comprometido, seja pela educação deficiente, o que os afasta de um mercado mais competitivo e mais exigente, e a disseminação da violência, sem uma ação responsável por parte do governo, está empurrando grande contingente para o crime. Não são apenas as drogas que vitimam os jovens brasileiros.
É a formação construída numa sociedade onde os valores estão cedendo vez ao oportunismo criminoso, ideologia que o petismo tem se encarregado de disseminar. E note-se um detalhe significativo nestes indicadores de violência: seu crescimento tem sido explosivo justamente na região nordeste onde o petismo impera absoluto. Mais: é a região com maior número de beneficiários do Bolsa Família e onde os governos petistas investiram pesadamente. Ou seja, desmancha aquela bazófia toda de que a violência é filha direta e dileta da pobreza. A violência está presente em todas as regiões e disseminada em todas as camadas sociais. Onde ela reduziu-se, por coincidência, foi nos estado que investiram mais pesadamente em segurança pública e onde a polícia enfiou o maior número de criminosos na cadeia.
Vimos ainda, nesta edição, que o meio empresarial já começar a reagir de maneira negativa à falta de um projeto de desenvolvimento. É visível que os pacotinhos inconsequentes paridos pelo ministro Mantega, tem tido o efeito perverso de estagnar a economia, que continua a espera de reformas estruturais para retomar sua retomada de crescimento.
E, para encerrar, os sinais de que está cada dia mais difícil quais os rumos que o governo pretende dar ao seu governo – se é que tenha algum – podemos constatar por mais estes dados. Na primeira metade deste ano, o aumento das despesas federais foi praticamente o dobro do que se viu no primeiro semestre de 2011. Os investimentos respondem por apenas 5% dessa expansão. O restante são os chamados gastos de custeio.
Em termos nominais, os gastos de janeiro a junho deste ano cresceram R$ 40,6 bilhões em comparação com igual período de 2011. É praticamente o mesmo montante reservado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que chega a R$ 42,6 bilhões.
Ora, se o governo prefere gastar mais do que investir, e olhem que o nível já é baixíssimo para necessidades do país, fica definitivamente claro que este governo não tem projeto nenhum. Não há plano de voo.
E olhem que nem chegamos a comentar a situação da saúde, do saneamento básico, da infraestrutura, da burocracia infernal, da insegurança jurídica. Todos estes pontos, diga o que disser a presidente, não tem nada a ver com a crise internacional. São assuntos internos para os quais o governo não tem respostas. O caso da infraestrutura, então, é de mediocridade dolorosa. Há poucos dias a presidente afirmou que não “concederia” mais nada neste ano. Nem aeroportos, nem portos, nem rodovias. Quer rever tudo e reestudar os processos de concessão à iniciativa privada.
Pergunto: se Dilma está no Executivo federal desde 2005, na qualidade de responsável pelas obras de infraestrutura, e desde 2011, como presidente, portanto, com toda uma estrutura à sua volta para estudar, reestudar, revisar, colher subsídios, informações e estudos, precisa de quanto tempo mais para rever o que já deveria ter um projeto elaborado, pronto e em execução? Quanto mais de prejuízo a sociedade brasileira terá que suportar até que a “boa vontade” de sua presidente se pronuncie em favor de resolver os problemas que afetam a todos? Ou ela imagina que sua lentidão vai nos empurrar prá frente? Ora, ora, dona presidente, o Brasil já esperou demais, o seu partido governa o país há quase dez anos, e ainda não se tem um projeto no campo da infraestrutura que se precise de não se sabe quantos séculos mais para que se decida o que fazer?
Querem ver como é que este governo impede o país de avançar, de crescer, de se desenvolver? Nesta edição vocês tem um apanhado nas áreas de educação e segurança, como recentemente apontamos os gargalos na infraestrutura, na burocracia do sistema tributário e na demora para se legalizar completamente a abertura de uma empresa. Pois bem, no artigo que publicamos mais abaixo do Carlos Alberto Sardenberg, há um resumo bem apanhado da questão das teles as quais, com exceção da Vivo – como se esta não fosse de dor de cabeça e reclamações inúmeras nos Procons de todo o Brasil, também – de como o governo consegue impedir a qualificação dos serviços. Vale reproduzir um trecho:
Ora, celulares dependem de antenas e, pois, de torres. Quanto mais, melhor o sinal. Logo, parece lógico, as teles não podem mesmo vender linhas se não têm as torres.
Mas, no outro lado da história, os executivos das teles notam que as sete licenças necessárias para levantar uma torre em Porto Alegre não são concedidas em menos de seis meses, isso se a burocracia funcionar perfeitamente. Ou seja, leva muito mais. Além disso, mesmo quando saem as licenças, fica proibido colocar torres e antenas em tal número de locais que não há como evitar as “zonas de sombra”.
Acrescente-se ao quadro que as empresas, ao vencerem licitações e receberem outorgas de frequência, são obrigadas a cumprir prazo para oferecer as linhas.
Resumo da ópera: o poder público concede, depois impõe regras que limitam a instalação de antenas e pune as teles por não entregar o serviço adequado.
Além das normas nacionais, há mais de 250 legislações estaduais e municipais, criando uma teia de entraves.
Como se dizia antigamente, quem não tem competência não se estabeleça. Quem não tem farinha no saco, que não se meta a receitar angu aos vizinhos. Em todos os setores da vida nacional é perceptível o apagão de governo, fruto de um apagão geral de competência de seus governantes e dirigentes políticos.
Assim, eis a última questão que se pode colocar: afinal, quando é que a presidente Dilma começará a governar o Brasil? Ou vamos ter que esperar que o país lhe confie um segundo mandato para não fazer nada também?
Por que senhores, quando se quiser saber por que o país cresce pouco e menos do que os outros, quando se desejar saber por que as coisas no Brasil funcionam, façam um favor: antes de perderem tempo em procurar respostas, olhem quem está comando o navio e vocês perceberão que o comandante, juntamente com a camarilha de seu partido que o cerca, não tem condições sequer de empurrar carrinho de pipoca, quanto mais de governar o país e resolver a contento as questões mais urgentes que infernizam a vida de todos nós. Este é um governo sem rumo.
