sexta-feira, agosto 24, 2012

Grevistas provocam novos tumultos no Palácio do Planalto


Rafael Moraes Moura e Eduardo Bresciani 
Agência Estado

Com rojões, buzinas, faixas e bandeiras, os manifestantes tentam chamar a atenção para suas reivindicações

Tania Rêgo/ABr
Servidores em greve fazem protesto no Rio: 
o presidente da Câmara dos Deputados avaliou 
que a negociação está sendo "normal" e "natural"

Brasília - Em mais um dia de confrontos entre grevistas e policiais militares, servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União fizeram uma barulhenta manifestação nesta quinta-feira em frente ao Palácio do Planalto, derrubaram grades de proteção e atrasaram a cerimônia diária de arriamento da bandeira.

Com rojões, buzinas, faixas e bandeiras, os manifestantes tentam chamar a atenção para suas reivindicações. O Executivo ofereceu 15,8% de aumento para servidores do Judiciário de forma escalonada, em três anos. O porcentual foi rejeitado pela categoria. "15,8% é humilhação", diziam. Diversas faixas criticavam o PT por não conceder os reajustes - "PT nunca mais", lia-se em uma delas. Outras pediam "autonomia do Judiciário."

Os servidores também entoaram: "Fora Dilma, fora PT / Nunca mais queremos te ver" e "Oooo / A ditadura voltou." Segundo a PM, havia cerca de 500 manifestantes. Nas contas do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus), eram 2,5 mil.

A manifestação começou em frente à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), onde está sendo julgado o processo do mensalão. Depois, os servidores seguiram para o Palácio do Planalto e entraram em confronto com a PM. Foi quando alguns servidores correram para o lado oposto onde estava a concentração e derrubaram algumas grades. Os policiais tentaram deter os manifestantes com golpes de cassetete. Paus e líquidos foram atirados em direção aos policiais, que revidaram com spray de pimenta.

Enquanto o batalhão de choque da PM cercava uma parte do palácio, além dos seguranças da Presidência, o Exército, mais uma vez, estava a postos no Planalto, para entrar em ação, caso fosse preciso.

De acordo com o tenente-coronel Antônio Carlos, responsável pelo policiamento, não houve feridos nem servidores presos. "Foi uma manifestação tranquila, sem muitos problemas", afirmou. O trânsito ficou parado na região por uma hora. O servidor Aílton Assis, coordenador do Sindjus, admitiu que "um ou outro se exaltou", em referência ao confronto entre policiais e grevistas.

A Polícia Militar do Distrito Federal aumentou o contingente de 60 para 400 homens em toda a Esplanada dos Ministérios, em razão das constantes manifestações. A presidente Dilma Rousseff tem deixado o Palácio do Planalto todos os dias pela porta dos fundos.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Há muito tempo esta gente deixou de ser "servidor público", para tornarem-se servidores privados, a serviço de si mesmo e de partidos políticos. O público, no caso, é apenas para justificarem as benesses que a lei faculta a quem deveria servir à sociedade.

Incrível, também, é o presidente da Câmara de Deputados, de quem se deveria esperar um pongo de juízo, de responsabilidade, declarar que tais movimentos sejam "naturais". Uma ova, meu camarada! Só um canalha compulsivo pode entender como natural  movimentos que prejudicam a população, causam tumulto, baderna  e prejuízos às pessoas e empresas, se autoconcedendo o direito de atanazar a vida de todos. E ainda querem receber salários pelos serviços que não prestaram? Não estão satisfeitos com todos os privilégios que já possuem, alguns até imorais, achando que recebem pouco? É simples, se acham que são tão competentes a ponto de, em outro trabalho, receberem ganhos maiores, peçam demissão e sigam em frente. Mas se ficarem, não venham colocar à sociedade brasileira como refém de suas cretinices!!!  Justifiquem os salários que o povo brasileiro lhes paga, acompanhado de vantagens que o próprio povo não tem e tenham por este povo um pouco de respeito!!!