segunda-feira, agosto 06, 2012

Prestes a ser cidade olímpica, Rio não sabe quanto custará 2016


Exame.com
Com Agência Reuters

Segundo o prefeito Eduardo Paes, a demora na divulgação dos dados orçamentários se deve à definição da metodologia do cálculo

Getty Images
Ministro do Esporte Orlando Silva (esq.), Presidente Lula, 
presidente do Comitê Rio 2016 Carlos Arthur Nuzman e Pelé
 na comemoração após anúncio do Rio como sede da Olimpíada de 2016

Rio de Janeiro - Perto de se tornar a nova cidade olímpica, assim que acabarem os Jogos Olímpicos de Londres, o Rio de Janeiro ainda não sabe o orçamento exato do evento de 2016, segundo autoridades do município.

Segundo o prefeito Eduardo Paes e a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos, o custo ainda não foi revelado porque depende da elaboração dos projetos executivos das obras dos Jogos Olímpicos. O custo da Olimpíada só deve ser conhecido e divulgado em meados do ano que vem, três anos antes do evento.

"Só divulgaremos os custos à medida que os projetos executivos ficarem prontos"“, afirmou o prefeito.

Segundo Paes, a demora na divulgação dos dados orçamentários se deve à definição da metodologia do cálculo. Ele revelou que ainda não foi definido se o orçamento incluirá gastos que podem ser classificados como política pública e parceria público-privada, entre elas corredores expressos para ônibus e a revitalização de bairros da cidade.

"Não quero parecer aqui que os dados não existam, mas essa é uma questão que pode variar incluindo os equipamentos e o legado para cidade", declarou ele.

"Temos um número, não incluindo aquilo que se faz para cidade, como os corredores expressos para ônibus, obviamente, esse custo é menor. Agora, qualquer valor é chute", adicionou.

O orçamento foi motivo de polêmica na preparação dos Jogos de Londres, uma vez que fechou bem acima da estimativa preliminar, em cerca de 9 bilhões de libras (14 milhões de dólares).

"Lá é mais fácil divulgar (um custo) porque foram feitos investimentos nos equipamentos olímpicos. No Rio, são investimentos para a cidade e aí fica essa discussão: o que vai se divulgar como investimento olímpico e o que é política pública? É difícil dar um número", afirmou Maria Silvia.

O Rio de Janeiro ainda precisa resolver impasses sobre o velódromo, já que um novo equipamento foi construído para o Pan de 2007, mas existe a possibilidade de ser destruído para a construção de um novo, atendendo às exigências do COI. O prefeito é contra e defende uma adaptação.

Além disso, o autódromo do Rio, onde será erguida a Vila Olímpica, é alvo de uma disputa jurídica, o que pode atrasar ou encarecer o projeto. "A ideia é levar o autódromo para Deodoro, na zona oeste. "Estamos avaliando a melhor solução", disse Paes.

******  COMENTANDO A NOTÍCIA:
Fosse apenas conhecer-se o custo total desta brincadeira, ainda assim a gente relevava. Mas temos outras questões muito graves para serem resolvidas. Vejam aí embaixo: agora, o ministro dos Esportes, Aldo Rabello, já admite aquilo que o país inteiro já sabia há muito tempo; parte da infraestrutura prevista para a Copa não ficará pronta a tempo. E olhem que alguma “obras” foram simplesmente retiradas da agenda porque nem saíram da mesa de projetos!!!! 

Além disto, das obras em andamento, os custos não param de inchar, como é o caso do Maracanã: o roubo agora, ou melhor, o custo atual já aponta na curva de R$ 1,15 bilhões. Houve um dia que chegou  a sonhar com R$ 600 milhões. Como se vê o roubo, ou melhor, o custo praticamente dobrou. 

Assim, se para 2014, que está mais próximo, sequer sabemos o que de fato ficará pronto e quanto custará, imaginem se para 2016 esta gente tem ideia de custo total do assalto!!!!