Comissão do Senado dá aval a inclusão de mais disciplinas no ensino fundamental e médio
Veja online
Lei prevê o ensino de cidadania, ética e política. Texto segue para a Câmara
(Ivan Pacheco)
Se aprovada, nova lei prevê que escolas
adicionem duas disciplinas no fundamental e médio
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou nesta terça-feira a inclusão das disciplinas de cidadania moral e ética no currículo do ensino fundamental das escolas brasileiras. Além disso, o currículo do ensino médio passará a incorporar, caso o projeto chegue à sanção, as disciplinas de ética social e política. A decisão acontece em caráter terminativo, ou seja, ela não deve a plenário -- será encaminhada à Câmara dos Deputados.
O Projeto de Lei do Senado 2/2012 é de autoria do senador Sérgio Souza (PMDB-PR) e modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), incluindo as disciplinas como obrigatórias. De acordo com o parlamentar, a alteração no currículo dará aos estudantes melhor formação ética, social e política. "Isso os capacitará para o correto entendimento dos principais problemas sociais do nosso país e do mundo”, defende.
A decisão acontece em meio a discussões sobre a reformulação do currículo do ensino médio brasileiro. Atualmente, os jovens desta etapa precisam dar conta de 13 disciplinas - e mais duas só agravariam a situação, deixando a escola ainda mais distante da vida do aluno, opinam os especialistas. De cada cem estudantes que ingressaram no ciclo em 2008, 35 não chegaram a seu fim em três anos. E, mesmo entre os aprovados, poucos aprendem que se esperava, como mostram os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Pelo indicador, o ensino médio obteve em 2011 média de 3,7 em uma escala de 0 a 10. Pior: além de ser ruim, ele praticamente não melhorou em relação à medição anterior.
Livros -
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado também aprovou nesta tarde, em decisão terminativa, o projeto de lei que modifica a Política Nacional do Livro. Com a mudança, os livros eletrônicos serão equiparados aos tradicionais na legislação brasileira, inclusive na isenção de impostos.
Em outra decisão, foi aprovado um parecer favorável ao projeto de lei que considera crime hediondo o desvio de verbas destinadas a programas de educação e saúde (PLS 676/2011). A matéria agora vai para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Três projetos foram rejeitados pela comissão: o PLS 585/2007, destinado a fortalecer a fiscalização do Poder Executivo sobre instituições de educação superior; o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 51/2010, que criaria o Prêmio Paulo Freire de Criatividade; e o PLC 100/2011, que alteraria a denominação da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Trata-se de um absurdo. Só um jumento, totalmente desinformado sobre o que é educação e o seu papel na formação do cidadão, sem falar que parece desconhecer o estado lastimável em que se encontra a brasileira, para sugerir a inclusão de mais três inúteis disciplinas, num currículo já abestalhado, por tantas inclusões cretinas. Ou seja, se nossos alunos já vão mal em matemática, português e ciências, pelo inchaço do currículo com porcarias bestiais, agora tende a irem de mal a pior, porque o tempo dedicado às disciplinas nobres, e que são afinal a única coisa que importa, será ainda mais reduzido. Ou seja, a educação brasileira continua sendo tratada a pontapés.
Não há de fato, e a prova temos na notícia acima, interesse em qualificar crianças e adolescentes com conhecimentos intelectuais básicos e indispensáveis para formação adequada de cidadãos. Como já afirmei, povo educado e bem informado não se torna presa fácil de políticos inescrupulosos. Sendo assim, o congresso faz um esforço danado para evitar que este povo se desvencilhe das garras de sua canalhice.
Vossas excelências deveriam aplicar em si mesmos aquilo que pensam que pode ser ensinado nas escolas. Ética social, mas principalmente política, não é coisa que se ensina, já que sua aplicação depende do caráter de cada um. E neste quesito, não há um só político capaz de exibir tais virtudes.
