Comentando a Notícia
Leiam a nota a seguir de Ilimar Franco, no jornal O Globo, em seguida comentaremos.
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Enquanto a população da maioria do país ainda está em clima de eleição, o DataSenado fez uma pesquisa sobre eventuais mudanças no Código Penal, tema que está em debate no Congresso.
O resultado foi surpreendente no caso do aborto: 84% dos ouvidos são contra a sua prática, mas existem situações atenuantes, pois 64% dos entrevistados são a favor nos casos de anencefalia do bebê, e 62% são favoráveis quando há risco de vida para a mãe.
Foram entrevistadas 1.232 pessoas de 119 cidades, incluindo todas as capitais. Os ouvidos são contra a liberação do uso de drogas (89%) e defendem punição para quem cometer o crime de homofobia (77%).
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Creio que isto deveria por um ponto derradeiro nesta discussão que o PT tenta impor ao país, quanto à descriminalização do aborto. Eis o que a pesquisa revela de forma consagradora: a grandiosa maioria do país repele a agenda petista neste particular. É claro que ele, PT, não irá desistir de fazer valer seu ideal que, no fundo, dado outros “desejos” do programa do partido – descriminalizar as drogas, por exemplo – é a total degradação de costumes brasileiros além de sua uma profunda cisão social, da qual tantas vezes já falamos aqui com muita propriedade. Isto daria ao PT a tão sonhada hegemonia, sem dúvida, e sem a menor resistência.
Não foram poucas as vezes que se apresentaram à população estatísticas vigaristas para tentar fazer a cabeça dos brasileiros quanto ao aborto. Mas, também, não foram poucas as pesquisas de opinião que sempre apontaram uma única escolha da sociedade: apenas nos casos que a lei já prevê, não se fala em descriminalização de aborto. E ponto final.
Neste monstro em gestação no Congresso chamado de “Novo Código Penal”, esta vontade da sociedade está sendo desrespeitada e ignorada. Os casos ali propostos são, sim, e falamos disto várias vezes, a abertura da porteira de modo irresponsável para que o aborto seja liberado de forma mascarada. Ou seja, há alguns grupos minoritários, além do próprio PT, que insistem em fraudar e trair a vontade da esmagadora maioria da população que é manter inalterada a lei atual sobre aborto.
Mas disse lá no alto: que a pesquisa “deveria” encerrar o assunto. Contudo, e dado o resultado da própria pesquisa, deveria mesmo. Só que isto vai alimentar o obscurantismo e a patifaria a urdir novos golpes baixos contra o desejo manifesto da sociedade. Esta gente, que nutre verdadeiro ódio do regime democrático, não aceita simplesmente a vontade da maioria da população.
Quanto a punir crimes de homofobia eles devem enquadrar-se no campo do preconceito, seja ele de gênero, de cor, de religião ou de ideologia, seja no campo político ou outro qualquer. Acho que há leis suficientes neste sentido, e tais dispositivos alcançam já TODOS os preconceitos, não havendo razão para se criar uma legislação pra um tipo ou outro. Qualquer crime de preconceito, tenha este o alvo que tiver, deve sofrer as sanções da legislação por inteiro, não entendendo nenhuma razão para privilegiar um ou outro alvo do preconceito.
E falo aqui é da ação agressiva, seja ela física ou até mesmo verbal. Até porque, e podem pesquisar a vontade, o preconceito, seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, ele se dá nas duas direções. Não se cometa a hipocrisia de se achar que, no caso da cor de pele, por exemplo, haja preconceito apenas de brancos contra negros. Existem destes também contra brancos, e às vezes até mais odioso.
Da mesma forma, no caso dos tais “homoafetivos” estes também são preconceituosos e acrescento: criminalizar o preconceito contra homoafetivos, não deve dar direito a estes em ferirem os costumes sociais, como se permitir que “transexuais” masculinos frequentem sanitários femininos, por exemplo. Se desejam ser “diferentes”, que seu sanitário também o seja. E acrescento: assim como não se permite a um casal heterossexual praticar sexo em público, por ser atentatório à moral, também aos homoafetivos tal comportamento deve ser vedado. A ninguém é dado interferir ou recriminar as opções sexuais de quem quer que seja. Por outro lado, a ninguém é dado, seja de que grupo for, a se comportar em público, de modo promíscuo ou inconveniente. E grande parte dos homossexuais masculinos parece desconhecer este valor coletivo.
Se há direitos a respeitar em relação a qualquer indivíduo, há também, o que não é menos verdade, deveres a que cada um está sujeito.