André Borges
Valor
BRASÍLIA - O presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Lindolfo Zimmer, disse que a proposta de renovação de concessões apresentada pelo governo amplia o risco de apagão de sua rede, uma vez que a receita proposta não teria condições de garantir minimamente a manutenção das operações da companhia.
Em audiência no Senado, Zimmer disse que, nos últimos dois meses, percebeu “uma brutal desvalorização dos ativos” da empresa. “É claro que isso tem consequências econômicas e financeiras. Há insegurança com relação aos investidores, aos empregos, há queda de receita e dividendos, deterioração dos ativos”, disse.
Segundo o presidente da Copel, não há recursos para manter os ativos nos próximos anos. “Manifestamos nosso desconforto, que se acentua. O prazo que nos foi dado para analisar a proposta foi absolutamente insuficiente, não permite tomar decisões seguras”, comentou.
“Essa inadequada remuneração com certeza vai significar um aumento de chances de apagões. Os ativos são antigos, precisam de garantia de investimento”, afirmou.
Zimmer participa de audiência da comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 579, que trata da renovação das concessões do setor elétrico. Estão presentes os governadores de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), do Pará, Simão Jatene (PSDB), o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB) e o presidente do Fórum de Secretários Estaduais de Energia, José Aníbal.
