Do G1 PR,
Com informações da RPC TV
Eles constroem pontes improvisadas que são facilmente levadas pela chuva.
Enchentes de março de 2011 devastaram comunidades da região.
Um ano e oito meses após as enchentes que devastaram áreas do litoral do Paraná, comunidades ainda aguardam a construção de pontes que foram destruídas com as chuvas. Os próprios moradores chegaram a reconstruir algumas, mas duas delas foram destruídas na semana passada após novo temporal.
Na sexta-feira (9), caíram duas pontes que ligavam as regiões de Santa Cruz e Morro Inglês, na zona rural de Paranaguá. O capitão do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência chegou a afirmar que é comum que essas pontes provisórias cedam com chuvas, já que foram fragilizadas desde as enchentes e março de 2011.
Para reconstruir as pontes, os moradores utilizam pedras, postes, sacos de areia, trilhos de trem, tábuas e troncos de árvore. “Na hora que a gente vê que não dá mesmo, tem que pôr a cara, trabalhar sábado e domingo, até a gente refazer alguma ponte”, afirma o agricultor Marcelo Oliveira. Os moradores, contudo, esperam uma solução definitiva das autoridades. “Todo mundo já veio, visitou a gente. Obra, por enquanto, estamos na expectativa”, reclama o morador Walmir Gonçalves.
De acordo com o secretário de obras de Paranaguá, Paulo Nascimento Junior, a responsabilidade de reconstruir as pontes é do Governo Estadual. “Estamos há um ano e oito meses aguardando que o governo do estado dê início a obras de reconstrução dessas pontes”, disse. A Secretaria Estadual de Infraestrutura respondeu que irá construir 21 pontes no litoral do estado, mas que a licitação para contratar as empresas ainda está em andamento.
No Rio, na Região Serrana, o débito acumulado é de 5.000 casas. Além disto, Sérgio Cabral l recebeu R$ 80 milhões da União para construir 78 pontes destruídas há dois anos. Entregou só oito e promete 12 até março. Para não devolver R$ 60 milhões, tenta prorrogar os prazos para fazer novas licitações.
Por isso é que, fosse o governo Dilma minimamente responsável com uso do dinheiro público, independente de ser aliado ou não, exigiria que o governo do Rio devolvesse o dinheiro não gasto, e somente após o projeto pronto e licitado liberasse os valores. Como nem Dilma é responsável, nem Sérgio Cabral é um político sério, quem paga a conta e sofre as consequências dos maus governantes é a população pobre.
Estas mentiras, estas enrolações, esta falta de ações emergenciais em favor da população não é exclusividade apenas da gente do Paraná. Regra geral, onde houver político, o povo corre sério risco. Esta laia de gente é imprestável.
