quarta-feira, fevereiro 06, 2013

É muito discurso e propaganda, para resultados tão ridículos.


Adelson Elias Vasconcellos

Está certo que há muito idiota por aí, há muita gente com cara de palhaço espalhada por este imenso país. Mas há muito mais pessoas inteligentes, bem informadas, e que viveram a história recente do Brasil com muita mais intensidade. Estes não aceitam, em hipótese, vigarice política.


O derretimento da Petrobrás é novidade? Resposta curta e grossa; N-Ã-O!!!

O derretimento da Eletrobrás é novidade? Resposta curta e grossa: N-Ã-O!!!

Eis aí duas gigantes estatais que, não tivessem o amparo do Tesouro ou, em última análise, o dinheiro do contribuinte para abrigar e cobrir os rombos da má gestão, e fossem depender exclusivamente de recursos próprios para sobreviverem e, certamente, seriam empresas a caminho do abismo. E isto só não acontece porque a intervenção inescrupulosa do Executivo acaba sendo bancada por brasileiros que não podem reclamar, não podem deixar de pagar impostos, são extorquidos mensalmente por um confisco salarial jamais visto na história via imposto na fonte, e precisam repassar ainda cinco meses de seus ganhos suados para sustentar uma gangue instalada no poder, cheia de privilégios imorais que não é dada aos demais brasileiros,  gangue esta que já demonstrou uma total falta de competência gerencial.

Pode a dona soberana estrebuchar o quanto quiser, mas o fato inegável é que um governo se mede por resultados, não por discursos ou campanhas de marketing. Os mais desavisados até podem cair no conto do vigário, acreditarem piamente nas promessas e mais ainda nas glórias cantadas em verso e prosa na propaganda mentirosa. Porém, eis aí a inflação teimando em não se contentar com a meta fixada pelo governo. Eis aí o crescimento econômico praticamente estagnado, a indústria respirando por aparelhos, o déficit nominal cada mais crescente, a dívida pública se elevando muito acima do razoável, e no campo dos serviços básicos, o país continua atolado na falta de saneamento básico, o transporte público continua  miserável, a saúde pública que não sai da UTI, e a segurança pública, e os indices oficiais não conseguem esconder, continua fora de controle. 

Dilma Rousseff só quer falar da redução das tarifas de energia? Pois bem, falemos: o mesmo governo que prometeu uma redução em torno de 20%, é o mesmo que dobrou a carga tributária incidente sobre as tarifas no curto espaço de 10 anos, saltando de 21 para 48%. . É o mesmo governo que, apesar de reconhecer ter, durante cinco anos, cobrado valores a mais do consumidor, conta que sem correção gira em torno de 7 bilhões, se nega em devolver o produto do assalto. Se a rede de usinas térmicas impediram o país de entrar em desabastecimento diante da redução dos reservatórios das hidrelétricas, é bom lembrar   que, em sua maioria, foram construídas até o governo FHC. De lá para cá, o que o governo petista tem a apresentar neste ponto? Pouco ou quase nada.

Dilma quer falar sobre a tal nova classe média de mais de 30 milhões? Falemos, portanto. Mas é bom mostrar o truque: o governo petista simplesmente reduziu as faixas salariais para cada classe de renda, razão da tal multiplicação dos peixes. A tal ponto chegaram os vigaristas do Planalto que, hoje, o miserável que receber em torno de 300 reais por mês, portanto, menos de meio salário mínimo, é considerado pelos farsantes da estatística populista, CLASSE MÉDIA. Já desmontamos aqui esta lorota. Amanhã, reproduziremos reportagem do jornal O Globo, desidratando outro dado não menos desonesto: os miseráveis do Brasil. Adianto apenas que, a cada novo discurso, há um novo número que se oferece para  deleite dos incautos. Não se trata apenas de palhaçada oficial e oficiosa mas, também,  de considerar a todos os brasileiros como perfeitos idiotas com um golpe vigarista de números fantasiosos. 

Quer falar de aumento real dos salários? E então, quem de fato começou o processo não foi o governo petista, tampouco coube a ele o processo de redistribuição de renda com efeitos positivos dos indicadores sociais. O governo petista apenas deu continuidade aquilo que já existia, ponto.

Portanto, senhora Dilma Rousseff,  minta para a nação o quanto quiser, engane o povo com propaganda mistificada o quanto puder, mas os fatos não se alterarão por decreto, nem serão melhores apenas por conta do discurso vazio e demagógico.

Poderia neste ponto rememorar o discurso e as promessas de alguns anos atrás sobre o Brasil sediar Copa das Confederações, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.  E confrontar aqueles discursos com os resultados que temos hoje. São dois mundos diferentes. No berro, ninguém engana ninguém. E é no berro que, principalmente o governo Dilma, tenta ser o que não é, mostrar uma cara que os fatos desmascaram categoricamente. 

Poderia retomar aqui inúmeros indicadores econômicos a demonstrar o esfacelamento da política econômica, sem eira nem beira, sem plano de ação, e indicar nestes indicadores a falta de rumo, constatar a improvisação que não nos levará a lugar algum. Mas seria tudo isso apenas um apêndice a mais sobre aquilo que a todos vai ficando cada vez mais nítido: o governo Dilma governa no palanque, não na realidade. Os problemas vão se acumulando, e as soluções vão ficando no papel, sem que sejam realizadas.

Poderia lembrar, por exemplo, que Dona Dilma hoje, por intermédio de um de seus ministros da Fazenda, modificou pela terceira vez o regime de concessões de rodovias, em razão de que, nas mexidas anteriores, e conforme o país já antecipara, redundaria em rotundo fracasso. E apesar das tentativas, o modelo resultante ainda é incipiente. Aeroportos?  Peçam aos usuários uma avaliação rigorosa e o resultado será a de que nossos terminais, além de não mais comportarem a demanda atual, em muitos pontos, são constrangedores. Portos? Ainda não conseguiram sair do século 19. 

Apenas para lembrar um dado em cima da tragédia de Santa Maria: o Brasil, este imenso território com quase 200 milhões de habitantes, não tem serviços de bombeiros em cerca de 90% de seus mais de 5 mil municípios.  

E o que dizer dos serviços de Defesa Civil? Os programas de prevenção de acidentes, que sequer conseguem gastar e investir 20% do orçamento programado? E se a gente passar para o plano de investimentos, abrigados na mentira chamada “PAC”, um dos truques mais inventivos da marquetagem política e que não consegue sair do lugar, o vexame se torna ainda maior!!!!

Não, senhora Dilma, o legado que o período petista no poder tem armado é por demais desastroso para ficarmos batendo palmas para o atraso, obscurantismo, incompetência e falta de ação. Não são planos e programas lançadas a esmo, chamadas de cartas de intenção, mas a consecução destes planos e programas o que contam no horizonte da gestão governamental. O resto, bem o resto é o resto, é porcaria, papo furado. 

Poderia, aianda, acrescentar o excesso de ministérios e estatais criadas apenas para abrigar o fisiologismo político, sem nenhuma serventia prática em benefício do Brasil, e cujo único objetivo é dar sustentação a elite política encastelada no Planalto. 

Poderia, também, trazer para esta festa, a burocracia sufocante que espanta e atravanca o progresso do país. Acrescentaria o elevado peso da carga tributária que, somada à burocracia, rouba-nos competitividade e nos coloca na rabeira dentre as demais nações emergentes.  

Portanto, dona Dilma Rousseff, desça do palanque, curve-se à realidade de problemas e questões em aberto, cansados de esperarem pela ação do governante de plantão. Mais ação, senhora presidente, faria um bem enorme para todos nós.

O Brasil é um imenso continente de ricas oportunidades. Clima, solo, subsolo, recursos vegetais e  minerais em abundância inigualáveis. Porém, outras nações, com menos riqueza e oportunidades, trabalham ativamente para proporcionar oportunidades de desenvolvimento que por aqui se tornam mais escassas. Outros países do continente estão fazendo muito mais com muito menos.  O mundo olha para o Brasil com interesse especial dado justamente o nosso imenso potencial. Porém, ninguém é maluco de se arriscar em negócios ruins, em ver seu investimento ser tratado com descaso. Por isso, esse outros países estão nos superando, e proporcionando aos seus povos melhores oportunidades de crescimento e desenvolvimento.   

E, por favor, seja ao menos honesta: não tente cumprimentar com o chapéu alheio como  tem sido hábito desde 2003. Não é vergonhoso reconhecer a verdadeira paternidade de feitos, glórias e, sobretudo, de programas e projetos em andamento. Tentar atribuir a si a obra idealizada, projetada e iniciada por governantes anteriores, é desonestidade. É decente  reconhecer o que veio antes porque sempre haverá alguém com algum documento para desmentir a farsa sobre os autodeclarados “pais da pátria”. Está certo que há muito idiota por aí, há muita gente com cara de palhaço espalhada por este imenso país. Mas há muito mais pessoas inteligentes, bem informadas, e que viveram a história recente do Brasil com muita mais intensidade. Estes não aceitam, em hipótese, vigarice política. Por favor, senhora Dilma Rousseff, não nos trate como um bando de ignorantes e de desinformados. 

Brasil passa vexame ao adiar evento da ONU
Do Cláudio Humberto: 

Após o desastre na organização da Rio+20, o governo brasileiro deu nova prova de incompetência ao adiar, na semana passada, a Conferência Científica da UNCCD, que aconteceria de segunda (4) a sexta, em Fortaleza (CE), para tratar do combate à desertificação e à seca. Avisados em cima da hora, os mais de dois mil participantes de 194 países pedem à ONU o ressarcimento das passagens compradas.

O governo pediu à ONU em junho do ano passado para sediar a conferência de cientistas, e agora alega que não teve tempo.

O ministro Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia) e o governador Cid Gomes anunciaram em agosto de 2011 a realização do evento.

O Ministério de Ciência e Tecnologia afirma reconhecer a “importância da conferência”, mas não sabe dizer para quando foi adiada.

O Nordeste sofre a pior seca em 50 anos, e a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) sequer assinou documento pela realização do evento.

Após o Brasil adiar semana passada, em cima da hora, conferência da ONU para tratar de combate à desertificação e à seca, o evento foi marcado para acontecer em abril, em Bonn, na Alemanha.

Transações suspeitas
Do Jorge Serrão, Alerta Total: 

Por R$ 7 mil, a CEF adquiriu, em 28 de maio do ano passado, o CNPJ da MGHSPE Empreendimentos S.A.

Em 29 de junho, a transnacional norte-americana IBM comprou 51% de participação no negócio.

Em 13 de agosto, a CEF publicou o "extrato de dispensa de licitação" e contratou a MGHSPE por R$ 1,194 bilhão.

O Tribunal de Contas da União, que trata deste “negócio” em sigilo, já pediu a suspensão do contrato entre a CEF e a IBM.

Copa do Mundo escancara o Brasil irresponsável
Tudo o que se previu há mais de cinco anos atrás, está acontecendo. Se antes os críticos eram pessimistas, descrentes da “enorme capacidade empreendedora” do país, os que assim se pronunciavam, hoje mantém um silêncio nauseante diante das evidências. 

Comprovou-se que o país nem tinha preparo muito menos capacidade para abrigar eventos em que a responsabilidade e a seriedade dos governantes é uma exigência indispensável. 

Em 63 meses, 1.918 dias, o Brasil completou somente 12 projetos ligados à Copa do Mundo.

Agora, a menos de 500 dias antes da partida inaugural, no dia 12 de junho de 2014, o país precisa executar 83 obras, sendo que 14 ainda nem começaram.

O ex-jogador Romário, hoje deputado federal, afirmou com muita propriedade, que “...O Brasil estava com vontade de sediar a Copa do Mundo e, para isso, em outras palavras, abriu as pernas. E o povo brasileiro, depois de 2014, vai pagar por isso.”

Mesmo aposentado, Romário continua marcando gol de placa.