Leonardo Coutinho
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Entre os vândalos que macularam os protestos há desde militantes de esquerda até pitboys sem causa, mas são os anarquistas que incitam o quebra-quebra
(Daniel Marenco/Folhapress)
DESORDEM INSTALADA -
Um blindado da polícia militar é atacado no Rio, na quinta-feira
"Todos na bandeira! Vamos sair daqui”, gritou uma jovem de longos cabelos loiros. Ao seu comando, seis homens e mulheres com roupas pretas, botas de 300 reais e o rosto coberto por balaclava reuniram-se sob o estandarte vermelho e negro do anarquismo, empunhado por um deles.
A ordem para debandar foi dada logo que um dos anarquistas, do alto de uma van em chamas da Rede Record, arremessou uma câmera de TV no chão, para delírio de cerca de 100 manifestantes exaltados que permaneceram na frente da prefeitura de São Paulo após a passagem da passeata que seguira pacificamente em direção à Avenida Paulista, na última terça-feira.
“Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conseguimos implantar o caos”, comemorou uma das anarquistas. Em seguida, o bando desapareceu, deixando para trás uma horda de imitadores que, nas duas horas seguintes, destruiu cinco agências bancárias, saqueou 27 lojas e pichou muros antes de ser dispersada pela tropa de choque.
