segunda-feira, junho 24, 2013

Mesmo com alta do dólar, brasileiros gastam 22% a mais no exterior em maio

Veja online

Moeda passou de R$ 2 para R$ 2,14, mas isso não assustou brasileiros. Eles desembolsaram US$ 2,232 bilhões no exterior no quinto mês

(Gilberto Taday) 
Brasileiros em compras nos Estados Unidos. 
Loja Macy's na rua 34, em Nova York 

Mesmo com a alta do dólar, os gastos dos brasileiros no exterior somaram 2,232 bilhões de dólares em maio, um aumento de 22% em comparação com igual mês de 2012, informou o Banco Central nesta sexta-feira. No mês, houve uma queda de 2% nos gastos de viajantes estrangeiros ao país, que deixaram 521 milhões de dólares no Brasil ante 532 milhões de dólares no mesmo período do ano passado. Em abril, os brasileiros desembolsaram 2,116 bilhões de dólares no exterior, enquanto os estrangeiros deixaram aqui 583 milhões de dólares.

Com isso, a conta de viagens internacionais - despesas de brasileiros no exterior menos as receitas obtidas com os turistas no Brasil - teve um resultado negativo de 1,711 bilhão de dólares em maio, 31,9% maior do que o valor registrado em maio 2012, de 1,297 bilhão de dólares. Em abril, o saldo líquido havia ficado negativo em 1,533 bilhão de dólares.

A alta exponencial do dólar é vista desde maio, o que poderia ter desestimulado os brasileiros a gastar no exterior, mas isso não aconteceu. Em 3 de maio, a cotação do dólar estava em 2 reais e, no fim do mês, dia 31, 2,1424 reais. 

Transações correntes - 
O resultado das transações correntes brasileiras seguiu negativo no mês de maio ao registrar um déficit de 6,420 bilhões de dólares. O resultado ficou dentro das previsões, que iam de 5,5 bilhões de dólares a 8 bilhões de dólares e em linha com a mediana estimada, de 6,4 bilhões de dólares.

Nos cinco primeiros meses do ano, o déficit em conta corrente acumula 35,592 bilhões de dólares, o que representa 4,18% do Produto Interno Bruto (PIB). Já no acumulado dos últimos 12 meses até maio de 2013 o saldo negativo é de 72,972 bilhões de dólares, o equivalente a 3,20% do PIB.

Em maio, o saldo da balança comercial foi positivo em 759 milhões de dólares, enquanto a conta de serviços ficou negativa em 4,380 bilhões de dólares. A conta de renda também ficou deficitária no mês passado em 2,962 bilhões de dólares.

IED - 
Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) somaram 3,880 bilhões de dólares em maio, resultado que ficou um pouco acima dos 3,716 bilhões de dólares registrados no mesmo período do ano passado. Os aportes externos voltados ao investimento produtivo ficaram levemente acima da mediana prevista, de 3 bilhões de dólares, conforme levantamento do AE Projeções. As estimativas oscilavam entre 2,6 bilhões de dólares e 4 bilhões de dólares.

No acumulado do ano até o mês passado, o IED soma 22,856 bilhões de dólares, o equivalente a 2,41% do PIB. No mesmo período do ano passado, o IED acumulado era de 23,907 bilhões de dólares (2,60% o PIB). Em 12 meses até maio, o IED está em 64,221 bilhões de dólares, o que corresponde a 2,82% do PIB.

Remessas - 
O saldo de remessas de lucros e dividendos ficou negativo em 2,363 bilhões de dólares em maio. No mesmo mês do ano passado, houve saída líquida de 2,550 bilhões de dólares. No acumulado de 2013, o saldo está negativo em 11,879 bilhões de dólares, ante 8,444 bilhões de dólares no mesmo período de 2012.

O BC informou ainda que as despesas com juros externos somaram 648 milhões de dólares em maio e  4,849 bilhões de dólares no acumulado do ano. Em 2012, o gasto com juros totalizou 504 milhões de dólares em maio e 3,790 bilhões de dólares nos primeiros cinco meses.

Dívida externa - 
O Banco Central informou que a estimativa para a dívida externa brasileira em maio de 2013 é de 325,488 bilhões de dólares. Em março de 2013, último dado verificado, a dívida estava em 324,773 bilhões de dólares. No fim de 2012, estava em 312,898 bilhões de dólares. A dívida externa de longo prazo atingiu 285,913 bilhões de dólares, enquanto o estoque de curto prazo estava em 39,575 bilhões de dólares no fim do mês passado, segundo estimativas do BC.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Tem coisas no Brasil que até parecem piada. Veja lá em cima: nossa dívida externa, segundo o Banco Central, em 2013, estava em mais de 324,0 bilhões de DÓLARES. 

Lembram de quando surgiu um Lula da Silva, cantando marra de que o país tinha liquidado sua dívida externa? De que o Brasil, de devedor, havia se tornado CREDOR?

Bem, vamos ver:  CREDOR já não somos mais. O governo petista manda rios de dinheiro prá fora, e, chegada a hora de liquidarem a fatura, o governo bonzinho com os outros, concede perdão à divida, como Dilma fez recentemente na África, com seu perdão bilionário.

Semana passada, via BNDES, enviamos R$ 1,0 bilhão para o Sudão, para obras de uma ferrovia. Como as nossas são de primeiro mundo, assim como rodovias, portos e aeroportos, .Dilma entendeu que poderia abrir o caixa do BNDES para caridade externa.

Porém,  internamente, a conversa é outra. Além de negar o parcelamento da dívida das Santas Casas e não permitir que parte da dívida fosse perdoada, também em relação às dívidas do governos estaduais não tem perdão, não tem negociação e as condições de pagamento continuam sendo péssimas, ao contrário das doações feitas à países chinfrins, e empresários que não se negam em conceder generosas doações ao partido para campanhas eleitorais...