Brasil Econômico
Anna Flávia Rochas, Agência Reuters
Principais vencedoras foram consórcios formados por empresas de engenharia, e com o FIP Caixa Milão, fundo do grupo J&F.
O deságio médio do leilão foi de 12,76%, bem menor
que a média de todos os leilões já realizados no país.
O leilão de transmissão de energia realizado nesta sexta-feira (12/07) terminou com pouca participação das empresas tradicionais do setor, num certame em que os principais vencedoras foram consórcios formados por empresas de engenharia, e com o FIP Caixa Milão, fundo do grupo J&F, saindo como uma das ganhadoras em dois lotes.
O deságio médio do leilão foi de 12,76%, bem menor que a média de todos os leilões já realizados no país, de 26,11%, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Dois do sete lotes do leilão não receberam oferta, A e G. O lote A, que colaboraria para conectar o Acre ao sistema interligado nacional, já tinha sido oferecido em leilão realizado em dezembro de 2012, quando também não recebeu lances. Já o lote G é necessário para atender o crescimento de carga da região nordeste do Maranhão.
Furnas, do grupo Eletrobras, foi a única grande empresa mais tradicional do setor a sair vencedora com 39% de participação no consórcio com FIP Caixa Milão e com a goiana Celg. Esse consórcio venceu o lote B do certame, com empreendimentos no Distrito Federal e Goiás e deságio de 11,63%.
Outro consórcio formado por FIP Caixa Milão, Bimetal Energia e Geoenergia Soluções de Sistemas de Energia venceu a disputa do lote C do leilão de transmissão de energia, o maior do certame em valor de receita, ao oferecer um desconto de 13,46% em relação à receita máxima permitida. O lote fica na Bahia e Piauí.
Já o consórcio formado por MFG Engenharia e Incorporações e a Geoenergy Energia e Serviços venceu dois lotes - D e E - um no Rio Grande do Sul e outro no Rio Grande do Norte, oferecendo deságios de 17,35% e 10,7%, respectivamente.
O vencedor do lote F, localizado no Mato Grosso do Sul e o menor do leilão em valor de receita, foi definido por sorteio, depois que os dois concorrentes apresentaram lances idênticos e não quiseram reduzí-lo em competição a viva-voz.
O Consórcio formado por CEL Engenharia (51%) e a goiana Celg GT (49%) venceu o lote F ao oferecer um desconto de 5% em relação à receita máxima permitida, e garantir receita anual de R$ 4,2 milhões por ano quando os empreendimentos entrarem em operação.
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
A falta de atratividade se deve a dois motivos bem claros: de um lado, o excesso de intervencionismo do Estado na economia i que tem gerado mais insegurança jurídica, além da que já havia. E a outra razão, talvez o ponto central que servirá para afugentar investidores, foi o pacote elétrico lançado no final do ano passado, quando o governo Dilma, sob a alegação de que precisava baixar as tarifas, o fez com base na rentabilidade das empresas, quando o peso maior dos custos se originam em excesso de carga tributária e contribuições obrigatórias impostas a partir de 2003.
A falta de atratividade se deve a dois motivos bem claros: de um lado, o excesso de intervencionismo do Estado na economia i que tem gerado mais insegurança jurídica, além da que já havia. E a outra razão, talvez o ponto central que servirá para afugentar investidores, foi o pacote elétrico lançado no final do ano passado, quando o governo Dilma, sob a alegação de que precisava baixar as tarifas, o fez com base na rentabilidade das empresas, quando o peso maior dos custos se originam em excesso de carga tributária e contribuições obrigatórias impostas a partir de 2003.
E esta falta de atratividade não atingirá apenas o ramo elétrico. Também rodovias, ferrovias e aeroportos irão sentir a fuga de investidores.
