Célia Froufe, Gustavo Porto e Francisco Carlos de Assis
Agência Estado
Para segurar o câmbio, autoridade ofertará, de segunda a quinta, US$ 500 milhões e, às sextas, US$ 1 bi
BRASÍLIA - A partir desta sexta-feira, o Banco Central dará início a uma nova estratégia para conter a disparada do dólar. A autoridade monetária ofertará leilões diários até pelo menos o dia 31 de dezembro. Em 2013 até agora, o BC já ofertou US$ 45 bilhões e deverá injetar mais US$ 55 bilhões até o final do ano. No total, serão US$ 100 bilhões - o equivalente a quase um quarto do total de reservas do País.
Nesta quinta-feira, o dólar fechou praticamente estável, cotado a R$ 2,438, mas já subiu 7% em agosto e, no ano, quase 20%.
As ofertas serão de leilões de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro) e de linha (venda de dólares com compromisso de recompra). Segundo o BC, uma estratégia nesses moldes não era utilizada desde 2002.
No auge da crise financeira de 2008, contudo, a autoridade também decidiu apresentar uma programação de leilões. Na ocasião, o valor foi definido em US$ 50 bilhões, de acordo com as exposições em moeda estrangeira, o que significava o grosso da demanda por hedge (proteção cambial).
Agora, a programação será a seguinte: de segunda a quinta-feira, serão ofertados US$ 500 milhões por dia. Às sextas, será oferecida ao mercado uma linha de crédito de US$ 1 bilhão por meio de leilão de linha. Hoje, o BC já anunciou o leilão de amanhã, que ocorrerá na parte da manhã.
"Se julgar apropriado, o Banco Central do Brasil realizará operações adicionais." De acordo com comunicado 24.370 divulgado no BC Correio, o objetivo do BC é prover hedge cambial aos agentes econômicos e liquidez ao mercado de câmbio.