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Antonio Pita e Vinicius Neder, Estadão Conteúdo
Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o banco acompanhou a operação de aumento de capital porque a empresa tem bons fundamentos
Divulgação
Usina da MPX no Ceará: no total, a empresa aumenta seu capital
em R$ 800 milhões com a venda das novas ações
Rio - O BNDES confirmou nesta quinta-feira, 22, a injeção de R$ 82 milhões naMPX (MPXE3), geradora de energia elétrica vendida pelo Grupo EBX, de Eike Batista, à alemã E.ON.
O aporte foi feito na mesma proporção da atual participação do BNDESPar na empresa. O banco detém 10,3% das ações e exerceu o direito de preferência para realizar a operação. O braço de participações do BNDES também possui ações nas empresas MMX, de mineração, e OGX, de petróleo.
Na quarta-feira, 21, a MPX Energia informou que negociou um valor de R$ 49 milhões entre os dias 14 e 16 de agosto com a venda de novas ações ordinárias da empresa ao mercado. Ainda há cerca de 35 milhões de ações ordinárias não subscritas que poderão ser negociadas pelos acionistas entre amanhã, 23, e o dia 27 de agosto ao preço de R$ 6,45 por ação.
No total, a empresa aumenta seu capital em R$ 800 milhões com a venda das novas ações. A estratégia foi anunciada em julho, quando Eike Batista renunciou à presidência do conselho da MPX.
A E.ON, empresa alemã de energia que já possui cerca de 24,5% de participação, deverá assumir o controle da MPX após o processo de capitalização. A empresa também exerceu seu direito de preferência e subscreveu 44.900.060 de ações, totalizando R$ 289 milhões.
Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o banco acompanhou a operação de aumento de capital porque a empresa tem bons fundamentos.
"A análise fundamental do banco mostra um grande potencial. É uma empresa que tem um portfólio de projetos muito interessante", disse Coutinho, após participar Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2013), no Rio. Perguntado se a análise vale para outras empresas do Grupo EBX, Coutinho respondeu: "Lembre-se que a empresa hoje é uma empresa da E.ON".
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
O governo Dilma tem se caracterizado como um governo iô-iô, vai e vem, o que diz hoje, desmente amanhã, decide uma coisa hoje, volta atrás 24 horas depois.
É o caso do grupo do Eike Batista. Não faz 48 horas afirmou que “...O BNDES não outorgou mais empréstimos a Batista nem o ajudou a manter o controle das suas companhias. Contudo, o banco adiará o vencimento dos empréstimos feitos à LLX e poderia fazer o mesmo com outras unidades do empresário caso os investidores assumam o controle, disse uma fonte com conhecimento direto das negociações, que solicitou anonimato porque as reuniões não são públicas.”
E acrescentou: “...Até agora, no entanto, a presidente Dilma Rousseff evitou utilizar dinheiro dos contribuintes para resgatá-lo. Dilma está deixando os investidores estrangeiros, como a companhia americana de private equity EIG Global Energy Partners LLC ou a Petroliam Nasional Bhd da Malásia, comprarem os ativos em dificuldades....”
Pois bem, ontem, Luciano Coutinho, presidente do BNDES confirmou o repasse para o grupo Eike de R$ 82,0 milhões, apesar de que as dívidas já contraídas estão sendo espichadas nos seus vencimentos pelo escasso caixa do grupo.
Coutinho justificou o aporte alegando que "...o banco acompanhou a operação de aumento de capital porque a empresa tem bons fundamentos...".
Deveria respeitar ao menos a inteligência alheia, meu senhor. Se Eike está desesperado correndo atrás de quem queira comprar seus ativos, no intuito de salvar o próprio pescoço, como pode se pode argumentar que tenha "bons fundamentos"?
Isto é conversa mole que só acredita quem está completamente desinformado sobre o que se passa.
Definitivamente, não dá para confiar neste governo iô-iô!!!
Abaixo o link da matéria em que o governo disse que não colocaria dinheiro novo nas empresas de Eike Batista.
Governo brasileiro busca se recuperar e não resgata Eike
