quinta-feira, agosto 22, 2013

Líder do governo sugere barrar imprensa no plenário da Câmara

Eduardo Bresciani 
Agência Estado

Regras de segurança da Casa, invadida pela segunda vez em quatro meses, foram discutidas entre líderes de bancada nesta quarta-feira; Arlindo Chinaglia (PT-SP) opina: 'não pode entrar ninguém'

Arlindo Chinaglia (PT-SP), 
quer adotar uma proibição que nem a ditadura se dispôs a fazer

Depois de o plenário da Casa ser invadido pela segunda vez em quatro meses na terça-feira, 20, líderes da Câmara se reuniram nesta quarta, 21, para debater mudanças nas regras de segurança. A intenção é restringir o acesso de visitantes e manifestantes. Entre as propostas levantadas, está a de proibir a entrada da imprensa dentro do plenário, medida que não foi adotada nem sequer durante a ditadura militar.

A sugestão de impedir a atuação da imprensa dentro do plenário foi levantada pelo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). "No plenário, a não ser parlamentar e assessor, não pode entrar ninguém. Isso é em qualquer Parlamento do planeta. Inclui a própria imprensa. A imprensa não pode, como às vezes acontece, entrevistar um líder ao lado do microfone", afirmou o petista. A ideia obteve apoio de alguns líderes na reunião.

O primeiro secretário da Casa, Márcio Bittar (PSDB-AC), comandará o debate sobre as novas regras de segurança. Ele não quis adiantar sua posição sobre a possibilidade de incluir a proibição da atuação da imprensa na norma. À noite, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou que não apoiará a proposta e que a intenção é apenas pactuar com jornalistas regras de atuação dentro do plenário, evitando, por exemplo, a ocupação da parte central, de uso exclusivo dos deputados.

Entre as medidas em estudo está a de criar mecanismos para que os visitantes tenham acesso a apenas lugares específicos. Por exemplo, um cidadão que deseja visitar um gabinete ou acompanhar uma comissão não teria livre-acesso pela Casa. Também passaria a ser mais rígido o controle da entrada do Salão Verde, espaço que dá acesso ao plenário.

*****COMENTANDO A NOTÍCIA:
Só podia ser um petista a querer bloquear o trabalho da imprensa. Esta turma não se emenda mesmo!

Quem invadiu o Congresso, senhor Chinaglia, não foi a imprensa. Foi um bando de desordeiros que, na falta de coisa mais útil para fazer, resolveu invadir o plenário e impedir o trabalho legislativo. A imprensa cumpriu apenas a sua missão constitucional de informar a sociedade sobre a falta de segurança que se mostrou visível (apesar da inchada "tropa legislativa".

Querer adotar uma prática que nem a ditadura militar impôs, é cretinismo explícito. Afinal, de que tem medo  esta gente em relação à imprensa, hein? Que ela informe o eleitor das patifarias que são cometidas pelos políticos e agentes públicos?