quinta-feira, agosto 22, 2013

Procuradoria devolve à PF inquérito sobre o caso Alstom

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Com Estadão Conteúdo

Procurador Rodrigo de Grandis decidiu não denunciar ninguém e requisitou cumprimento de "diligências complementares"

 (Reinaldo Canato) 
Suposto esquema envolveria contratos no setor elétrico

A Procuradoria da República em São Paulo devolveu à Polícia Federal (PF) o inquérito no qual o ex-secretário estadual de Energia de São Paulo Andrea Matarazzo, atualmente vereador pelo PSDB, foi indiciado por suposto envolvimento no caso Alstom. Em manifestação à Justiça Federal, o procurador Rodrigo de Grandis decidiu não denunciar ninguém e requisitou o cumprimento de "diligências complementares".

O inquérito, concluído em 2012 pela PF, levou ao indiciamento de dez investigados. Na avaliação do procurador de Grandis, o inquérito foi relatado de forma prematura. Ele acha importante que os agentes federais tomem novos depoimentos. 

O procurador também quer ter acesso a informações fiscais e do Banco Central referentes a uma parte dos investigados – Matarazzo não é alvo dessa etapa da investigação.

O inquérito policial, quando chega ao Ministério Público, pode servir de base para uma denúncia criminal na Justiça. Mas o procurador também pode entender que é o caso de requerer novas diligências para formar seu convencimento.

Segundo a PF, os beneficiários finais da corrupção eram "servidores públicos do governo no primeiro semestre de 1998", na gestão de Mário Covas (PSDB). A investigação diz que a Alstom contratou empresas de consultoria de fachada para repassar parte dos pagamentos oriundos de um contrato para fornecimento de máquinas para o governo paulista.

O criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende Matarazzo, rechaçou com veemência o indiciamento e pediu arquivamento dos autos. O vereador é categórico: "Não tive participação ou conhecimento. Tecnicamente não era de minha alçada. Agora misturaram tudo: Siemens e Alstom."