quinta-feira, agosto 22, 2013

Ataques contra cristãos aumentam após queda de Mursi

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Igrejas, casas, escolas e até lojas de cristãos foram destruídas em várias partes do país. Papa copta apoiou golpe contra membro da Irmandade Muçulmana

(Virginie Nguyen Hoang / AFP) 
A igreja copta de Minya, ao sul do Cairo, após incêndio 

Vítima de constantes perseguições na história recente do Egito, a minoria cristã do país passou a sofrer com ataques ainda mais frequentes após a queda de Mohamed Mursi. Acusados de apoiar o golpe militar contra o ex-presidente, os cristãos se tornaram um dos principais alvos dos radicais islâmicos. A intolerância se intensificou a partir da última semana, quando forças de segurança fizeram uma operação para desocupar duas praças tomadas por manifestantes pró-Mursi no Cairo, deixando centenas de mortos. Em represália pela carnificina, os islamitas voltaram sua fúria contra alvos cristãos: igrejas foram incendiadas, casas, lojas e escolas foram destruídas, além de clubes de jovens e pelo menos um orfanato. Estabelecimentos de propriedade de cristãos foram marcados com um "x".

A princípio, líderes da Irmandade Muçulmana incentivaram ou toleraram a perseguição contra os cristãos, mas depois passaram a condenar os ataques. O governo interino, apoiado pelos militares, que pouco fez para proteger a minoria religiosa, agora tenta capitalizar com a imagem de igrejas incendiadas para chamar os membros da Irmandade de terroristas, ressaltou o jornal The New York Times.