Adelson Elias Vasconcellos
Já se sabe que as principais correntes de manifestantes violentos que se instalaram em São Paulo e Rio de Janeiro são financiados, apoiados e incentivados pelo PT e, de certa forma, pelo próprio governo federal.
Toda esta violência que se vê no Rio e a movimentação de repúdio ao governador Sérgio Cabral tem, na esteira, a briga que Lindebergh Farias abriu contra o governador carioca e sua ambição tresloucada para eleger seu sucessor, em 2014, ao governo carioca.
Não morro de amores por Cabral, aliás, morasse no Rio de Janeiro, sequer o escolheria para síndico de condomínio, quanto mais para o governo o estado. E ele colhe na esteira de suas atitudes, declarações e escolhas aquilo que ele próprio semeou ao longo de dois mandatos no governo estadual. Suas relações promíscuas com Cavendish e sua turma da Construtora Delta seriam suficientes para desqualificá-lo.
Porém, ele não está no governo por obra do acaso. Foi eleito e reeleito pelos cariocas. Assim, mesmo que alguns desgostem de sua maneira de ser, agir e pensar não será na base da porrada e da violência que Cabral será deposto. Aliás, isto sequer seria democrático. É nas urnas que os cariocas poderão dar seu recado. Ou que a Assembleia interponha um processo de impeachment. É o que determina a lei. Portanto, cumpra-se. Mas com violência, quebra-quebra e baderna não se constrói coisa alguma de útil.
Ir às ruas protestar contra atos de Cabral é até legítimo. Mas, de maneira alguma, é minimamente aceitável que tais protestos descambem para violência contra os policiais, com pedras, paus, barras de ferro e coquetéis molotov. Como inadmissível também que se pratique invasões à prédios, depredação e saques à prédios comerciais e agências bancárias.
Porém, tais ações de absoluta barbárie, não são movimentos eventuais. Há um comando por trás de tais atos, que determina e lidera toda esta violência absurda, como tentativa de desestabilizar o governo peemedebista e, assim, alimentar e fortalecer a candidatura de Lindenbergh Farias que, tivesse vergonha na cara, primeiro trataria de responder às ações de improbidade à frente da prefeitura de Nova Iguaçú para, somente então, alimentar a ambição de continuar na vida pública.
E aí a gente vê a mão dos partidos de esquerda, devidamente orientados pelo PT, mas sem que este tenha a dignidade de dar a cara para não se queimar junto ao eleitorado, agindo com o mesmo figurino em São Paulo. Dilma, nesta semana, resolveu fortalecer, com recursos públicos, a campanha petista ao governo estadual paulista. O cofre aberto ao prefeito Fernando Haddad dificilmente se repetirá para qualquer outra unidade da federação em seu governo. Antes de anunciar qualquer plano nacional de investimentos em mobilidade, se apressou em liberar verbas bilionárias para favorecer Haddad e, por tabela, fortalecer qualquer candidatura-poste ao governo estadual que o partido venha lançar. Mas, antes de se conhecer qualquer candidato, tenta desesperadamente, com o apoio dos partidos de esquerda, desestabilizar o governador Geraldo Alckmin.
E, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, os petistas desta feita mudaram seu batalhão de choque e a estratégia de ação. Ao invés de se utilizar dos sindicatos e centrais sindicais, com apoio de militantes, apelou para que os extremistas de esquerda recrutassem grupos de bandidos “sociais” para a prática de ações violentas dirigidas contra as autoridades constituídas legitimamente.
Ao PT não interessa o estado de direito, não interessa o caminho democrático para alcançar o poder. Todo o meio, todo o instrumento se legitima, em sua visão vigarista e canalha, para alcançar seu objetivo. Solidificar sua hegemonia política em qualquer plano da vida brasileira, municipal, estadual e federal como que legitima qualquer ação violenta, mesmo que esta ação prejudique o país e infernize a população.
Durante anos o PT amargou derrotas sucessivas nas eleições paulistas, por exemplo, por insistir em se utilizar de armas como passeatas e, principalmente, greves que acabam prejudicando o povo em geral, resultando em verdadeiro tiro no pé. Agora, a estratégia mudou. Se vale não mais de sindicatos e centrais, mas dos partidos de extrema esquerda aos quais delega autoridade para recrutar baderneiros capazes de por fogo no circo.
Este é o PT que a população precisa conhecer para evitar que estes vigaristas e golpistas alcancem a tão sonhada hegemonia política. Porque, no fundo, qualquer governo petista, seja de que nível for, resulta em descalabro econômico, aumento da violência, deterioração dos serviços públicos e medidas de puro autoritarismo como se observa no plano federal.
É preciso que os eleitores não se deixem seduzir pela fantasia que o marketing político tenta vender em tempos de campanha. E não se deixem corromper pela ação de guerrilha que seus bandos de lacaios praticam contra a democracia.
O ano eleitoral de 2014 até pode parecer distante, mas ele deve ser visto como divisor de águas para o futuro da vida política brasileira: lá, escolheremos entre a anarquia sem tréguas e o retrocesso estúpido, ou a busca de uma sociedade melhor, com menos violência e mais desenvolvimento. A primeira escolha traz no pacote os extremistas rebeldes e anárquicos e as consequências funestas para o país, sob o comando implacável do PT, que anão aceita oposição tampouco contrariedade, que não admite que outros além deles façam mais e melhor, e a segunda é desinfetar o país destes golpistas, renovando e oxigenando a política brasileira com novos comandos que abominem a baderna como forma de ação.
Informa-se que a Polícia Federal entrou neste jogo para tentar identificar lideranças e responsáveis pelas atuação que vão sendo promovidas dia sim, dia também, nas áreas centrais do Rio e de São Paulo. Não precisam perder muito tempo. É de domínio público que se encontra por detrás desta baderna. É só querer e se chega facilmente aos bandos de doidos varridos em ação. Esquisito é verificar-se que, em São Paulo, em plena avenida Paulista, haja faixas protestando contra o governador do ... Rio, e que depois os malucos para frente da prefeitura paulista para protestarem contra ...o governo estadual. Isto diz bem do “nível” de entendimento desta turma.
Talvez um dia aprendam que, para construir, não é preciso destruir.