Talvez a grande expectativa para os mensaleiros, de um lado, e para os que tem fome e sede de justiça, de outro, seja a escolha de um novo relator que, conforme norma, não poderá o ministro Joaquim Barbosa.
O sorteio do novo relator será eletrônico. A depender do nome escolhido, a vida dos 12 mensaleiros que terão a tal segunda chance, pode ir do céu ao inferno.
Imaginem que o sorteado Dias Toffoli (arre!). Seria o sonho dos sonhos, principalmente para os cardeais petistas. Porém, e aí seria um tormento, se o escolhido for Gilmar Mendes, não terão vida fácil. Até porque, neste segundo julgamento, não teremos a figura do "revisor", papel que foi desempenhado por Ricardo Lewandowski que, como se viu, atuou muito mais como defensor do que como julgador.
Mesmo assim, e considerando a posição assumida pelos ministros recém integrados ao colegiado do STF, dificilmente as penas não sofrerão sensível redução.
Além disto, é certo que pelo menos o crime de formação de quadrilha prescreverá. A isto se chama de justiça no Brasil. O criminoso é condenado mas, dada a "eficiência" do Judiciário brasileiro, ele acaba não cumprindo a pena a que foi condenado. Ainda tem quem tenha fé na nossa Justiça!!!
Assim, vale lembrar a previsão feita por Delúbio Soares: a de que o Mensalão ainda seria considerado uma piada de salão.